Com dramaturgia de Alberto Guiraldelli, que construiu o texto em processo colaborativo com os atores, peça apresenta várias histórias que tem como fio condutor o tempo. Encenada pela Cia do Ator Carecamontagem tem direção de Mônica Granndo
Com dramaturgia de Alberto Guiraldelli, que construiu o texto em processo colaborativo com os atores, o espetáculo UMA QUESTÃO DE TEMPO,estréia dia 30 de março, sexta-feira, às 21h30, no Teatro Augusta, SalaExperimental. Peça apresenta várias histórias que tem como fio condutor a relação do ser humano com o tempo. Encenada pela Cia do Ator Carecamontagem tem direção de Mônica Granndo e reúne no elenco os atores:Christiane Lopes, Renata Mazzei, Lucas de Lucca e Rick Conte.
UMA QUESTÃO DE TEMPO é uma comédia cheia de reflexões sobre o homem e seus conflitos com o ‘Tempo’. A peça trata de fragmentos do cotidiano, visto pela ótica da interminável discussão do homem com o tempo que lhe cabe. “Desse olhar temos um resultado divertido e instigante que nos faz pensar sobre a existência, desde simples problemas com o ponteiro do relógio, até a reflexão sobre uma vida inteira de escolhas irreversíveis, pois o tempo não volta atrás”, afirma a diretora Mônica Granndo.
A peça pretende mostrar, de forma bem humorada, a angústia do homem contemporâneo por não conseguir lidar com o tempo, afinal em nenhum outro momento da história o homem controlou tanto e teve tantas tecnologias a seu favor. Ironicamente, o tempo, parece correr acelerado contra a sua vontade. Montagem reflete sobre estar preso ao tempo e os benefícios que podemos alcançar nos aliando a ele e tentando viver cada momento.
“As cenas todas surgiram das discussões, pesquisa e improvisações sobre as questões do ‘Tempo’. Conforme surgiram as improvisações ajudei a organizar as falas e o fluxo de idéias na construção de algumas das cenas. Outras ficaram mais a cargo da condução da diretora. O trabalho aqui era mais de permitir aos atores colocarem em cena o que era mais importante para eles no nível inconsciente”, declara Alberto Guiraldelli, dramaturgista da peça.
A ação dramática se passa num sótão, num porão, num quartinho de bagunça, onde todas as memórias podem estar guardadas. “As personagens são realistas e lembram nossos amigos, vizinhos, parentes e até nós mesmos nessa luta contra o ‘Tempo’ que a vida moderna nos cobra. Os depoimentos dos atores se confundem com os das personagens dando um colorido que levará ao espectador a se ver refletido nesta encenação, e espero, possa rir dela como nós”, finaliza Mônica Granndo.
O cenário, assinado pelo próprio grupo, é composto por caixotes de papelão, cadeiras e os objetos necessários para compor cada cena. O figurino, de Christiane Lopes, busca individualizar cada personagem por meio de adereços simbólicos em uma base realista. A sonoplastia, de Rick Conte, apresenta musica composta para dar uma atmosfera às cenas, em parceria com as idéias dos atores. A Iluminação, de Denilson Marques é aberta, ressaltando os desenhos dos elementos cênicos de forma clara e dinâmica.
Alberto Guiraldelli – Dramaturgo e ator, formado pela escola Profissionalizanteem Interpretação Recriarte, São Paulo (2001) e em jornalismo pela PontifíciaUniversidade Católica/PUC-SP (1992). Traduziu o texto Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos, de Tom Stoppard, com direção de Mônica Granndo,que esteve em cartaz no teatro Ruth Escobar, sala Gil Vicente (2004) e fezadaptação da peça Noite na Taverna, de Alvarez de Azevedo, montada paramostra do Teatro da Escola Macunaíma (2005). Escreveu os textos Onmyoji,montado para a mostra do Teatro Escola Macunaíma (2004) e O Beijo, direçãode Mônica Granndo, encenado Companhia do Ator Careca (2005). Além deRosencrantz e Guildenstern Estão Mortos e O Beijo, atuou também nosespetáculos Noite de Reis, de William Shakespeare, com direção de José Henrique de Paula (2002); O Interrogatório, de Peter Weiss, com adaptação edireção de David Rock (espetáculo apresentado em festivais em territórionacional, totalizando 16 prêmios em cinco festivais estaduais e nacionais, entre2000 e 2002); O Deselogio da Vida, com textos de Lord Byron, Peter Weiss eDomingos Oliveira, adaptados e dirigidos por David Rock (2000). Fez assistênciade direção no espetáculo Verdades e Fotografias, com direção de José Henrique de Paula (2001). Escreveu e atuou no espetáculo Essa Moça... (2010), com direção de Einat Fabel.
Mônica Granndo – Atriz e diretora, formada pela Universidade deCampinas/UNICAMP, em 1992. Fundou, em 1999, o Núcleo Delphys de pesquisada gestualidade do ator junto à Pontifícia Universidade Católica de São Pauloonde realizou seu mestrado no programa de Comunicação e Semiótica dessainstituição, tendo defendido seu trabalho sobre O Gesto Vocal, a comunicação e gestualidade do ator no teatro físico, em julho de 2002. Atou nos espetáculosMedéia, de Eurípedes e As Criadas, de Jean Genet e dirigiu as peças Os SeteGatinhos, de Nelson Rodrigues; Homens de Papel, de Plínio Marcos e Cena aQuatro, de Eugène Ionesco, entre outros trabalhos. Trabalha como educadora naárea teatral desde 1993 e, desde 2001, ministra aulas de interpretação,expressão corporal e vocal no Teatro Escola Macunaíma, na cidade de SãoPaulo. Em 2002, fundou A Companhia do Ator Careca que esteve em temporadano grande circuito teatral de São Paulo com os espetáculos Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos, de Tom Stoppard (2003/2004), O Beijo (2005) eFracasso (2006/2007) ambos com autoria de Alberto Guiraldelli e AlgumasVozes, de Joe Penhall. Atuou no espetáculo Essa Moça... (2010), de Alberto Guiraldelli, com direção de Einat Fabel.
Companhia do Ator Careca – Formada em 2002, como afirmação de fé no solofértil de São Paulo para o teatro de grupo. Reunida pelo desejo de um trabalho decolaboração criativa, procura a consistência estética duradoura que apenas odesenvolvimento integrado de atores, técnicos, criadores e produtores podeproporcionar. A Cia trabalha continuamente com processo de treinamento deatores por meio de técnicas corporais, vocais e de interpretação, exercitadas emgrupo, até que um novo projeto venha a focar um tipo específico de trabalho. Produziu os espetáculos: Essa Moça... (2010), de Alberto Guiraldelli; Algumas Vozes (2009), de Joe Penhall; Fracasso (2006/2007), de Alberto Guiraldelli;Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos, de Tom Stoppard, no qual a mímica,pantomima e clown eram as técnicas em destaque (2003/2004) e O Beijo, de Alberto Guiraldelli, baseado na pesquisa de estruturas cômicas de inspiraçõestão diversas como as estruturas clássicas de Molière e o nonsensecontemporâneo de Monty Python (2005). Exceto Essa Moça..., todos ostrabalhos tiveram direção de Mônica Granndo.
Para Roteiro
Uma Questão de Tempo – Estréia dia 30 de março de 2012, sexta-feira às 21h30. Dramaturgia: Alberto Guiraldelli. Direção: Mônica Granndo. Com a Cia doAtor Careca. Elenco: Christiane Lopes, Renata Mazzei, Lucas de Lucca e Rick Conte. Duração: 80 minutos. Recomendação: 12 anos. Ingressos: R$30,00 (Estudantes, maiores de 60 anos e classe teatral têm 50% de desconto). Sexta às 21h30. Sábado às 21h. Domingo às 19h. Até 29 de abril.
TEATRO AUGUSTA - SALA EXPERIMENTAL – Rua Augusta, 943 – Cerqueira César, tel: 3151-4141. Capacidade 50 lugares. Bilheteria funciona de quarta adomingo, a partir das 14 horas. Acesso para deficientes. Ar condicionado. Aceita cartões. Estacionamento ao lado. Café. Vendas pelo sistema ingresso rápido pelo telefone 4003-1212 ou site: (www.ingressorapido.com.br).
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