Autor autografa “Pirão de Sereia” no sábado, 7 de abril, 18h, na Realejo Livros
Natural de Maringá, no Paraná, Ademir Demarchi adotou Santos como sua cidade. O envolvimento foi instantâneo. Criador do selo Sereia Ca(n)tadora, e da revista Babel, ele é referência literária não somente na Baixada, mas nos quatro cantos do país. No sábado, 7 de abril, às 15h30, no Museu do Café, Ademir apresentará ao público seu mais novo livro: “Pirão de Sereia”, que reúne poemas concebidos ao longo dos 30 anos de carreira, e equivale a 17 livros, ou linhas temáticas. Não apenas isso: a obra celebra os 50 anos de vida do escritor e editor, completados em 2010. Aliás, 7 de abril é seu aniversário.
O livro foi contemplado pelo Facult 2010 e é editado pela Realejo, com quem Ademir já publicara “Os Mortos na Sala de Jantar”, de 2007. “Diante da dificuldade de publicação de poesia no país, este trabalho é um ato incisivo, faço um esforço de limpar a gaveta, trazer a público o que tem sido essa escrita e fazer um balanço de seus significados”, explica. “Publicá-lo dessa forma, como uma espécie de poesia reunida até agora, é uma comemoração à vida e à experiência de escrita, de insistência em ter uma vida sensível, ao mesmo tempo reflexiva, lutando para não sucumbir à vaidade, à rotina da vida, à normatização do pensamento, ao consumo e à sociedade tal como está instituída, organizada para a alienação, para a transformação de tudo em futilidade, superficialidade e mercadoria”, diz.
“Pirão de Sereia” apresenta muitas portas de entrada para todos os gostos, desde os haicais de “Faíscas”, que se pretendem críticos em vez de puramente contemplativos, poemas com pendores mais filosóficos, como os do livro “Preceitos da Dúvida”, até exercícios de poética lírica, a começar pelos livros “Costa a Costa” e “Do Sereno que enche o Ganges”, cujos poemas focam a vida em Santos e os temas que a cidade sugere.
Sobre o título do livro, o autor diz que “vem da ideia que a sereia é uma espécie de musa encantatória buscada pelo poeta, de ousar buscá-la, de enfrentar o desafio de ouvi-la, tal como está também em Homero. Porém, esse não é um livro que vê a experiência poética como fantasiosa, pois o tempo todo a escrita pretende estar corroendo os sentidos. Assim, para esse poeta que se sobressai do livro, a Sereia não é um ser que perdure, mesmo amando-a, é um ser, como a poesia, feito para o confronto possibilitado pela condição consciente de que não se pode acreditar em nada, pois tudo é fantasia e construção da mente”.
“Para nós, é importante participar dessa parceria com a Prefeitura de Santos e poder levar ao público a obra de um autor relevante como o Ademir. É preciso valorizar projetos assim”, afirma o livreiro José Luiz Tahan, que dirige a Realejo Edições.
“’Pirão de Sereia’ é uma festa, um brinde à vida dionisíaca, lúbrica, pagã, motivada pela escrita baseada em afinidades eletivas, um brinde oferecido aos raros amigos com os quais compartilho a experiência de viver a contemporaneidade em que estamos”, conclui Ademir.
Ficha técnica:
Pirão de Sereia
Autor: Ademir Demarchi
Editora: Realejo
ISBN: 9788599905494
272 páginas
Serviço:
Lançamento do livro Pirão de Sereia
Quando: Sábado, 7 de abril, 15h30
Onde: Museu do Café, rua 15 de Novembro, 95, Centro, Santos
Entrada no evento é franca
Sobre Ademir Demarchi:
Nasceu em Maringá-PR, em 7/4/1960 e reside em Santos-SP. É editor das revistas de poesia BABEL – Revista de Poesia, Tradução e Crítica e Babel Poética, bem como do selo de livros artesanais Sereia Ca(n)tadora. Publicou pela Realejo “Os Mortos na Sala de Jantar”.
Sobre a Realejo:
A Realejo Livros nasceu como livraria em 2001, dentro da Universidade Católica de Santos. Em 2003, mudou-se para o espaço que hoje os clientes estão acostumados a frequentar, no coração do Gonzaga
O segundo capítulo dessa história teve início em 2006, quando José Luiz Tahan decidiu expandir seu trabalho, criando a Realejo Edições.
Mais tarde, em 2009, iniciou-se um novo capítulo com a estreia do festival internacional de literatura, a Tarrafa Literária. Inspirada em Paraty e Passo Fundo, sedes de outros grandes eventos literários, a Realejo criou um importante festival que já faz parte do circuito internacional das letras.
Hoje, a Realejo traz ao público diversas opções de eventos. Desde o chorinho todas às sextas e também o Realejinho, projeto especialmente voltado para a criançada nas tardes de sábado. Diversos cursos são realizados no local, bem como lançamentos de livros: os autores fazem sessão de autógrafos e batem papo com os leitores.
Horário de funcionamento: de segunda a sábado: das 9h às 21h.
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Carla Manga
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