19 de mar. de 2012

ESPETÁCULO ESSA MOÇA - LIGANDO PARA TOM WAITS, AINDA ACORDADO, EM ISTAMBUL REESTREIA NO TEATRO AUGUSTA


Texto de Alberto Guiraldelli, é uma fábula contemporânea cheia de mágica e ironiaNa peça, uma mulher está voltando às pressaspara o seu país, tem suas malas roubadas e descobre uma cabine telefônica mágicaCom direção de Einat Falbel, montagem é encenada pela Cia do Ator Careca

Texto de Alberto Guiraldelli, o espetáculo ESSA MOÇA - LIGANDO PARA TOM WAITS, AINDA ACORDADO, EM ISTAMBUL,reestreia dia 21 de março, quarta-feira, às 21h, no Teatro AugustaSala Experimental. Peça é uma fábula contemporâneacheia de mágica e ironiaNarra a história de uma mulher que está voltando às pressas para o seu país, tem suas malas roubadas e descobre uma cabine telefônica mágicaCom direção de Einat Falbel, montagem é encenada pela Cia do Ator Careca e traz noelenco os atores Mônica Granndo e Alberto Guiraldelli.

Em ESSA MOÇA, uma mulher que está em Londres de malas prontas para voltar ao Brasil e a caminho do aeroporto, resolvetelefonar para um ex-namorado na esperança que ele não se case antes dela chegar. Ao entrar na cabine telefônica suas malas esua passagem de avião são roubadas, o metrô fechaela não tem apartamento para voltar, o telefone não funciona. Descobre que acabine tem uma característica singular: dela é possível ligar para qualquer pessoa do mundobasta pensar no nome dessa pessoa.  

Ela telefona para policiaiscolegas de trabalho, prostitutas, seu paisua mãe, Brad Pitt, Johnny Deep, Benício Del Toro e faz longasligações para o embriagado cantor cult Tom Waits, com quem divide suas angústias. Conversando com cantor, percebe que toda asua angústia e descompasso com o mundo estão ligados a um episódio da infânciaum menino que ela conheceu que pode ou nãoter matado um passarinhoEla tenta ligar para esse meninoque agora é adulto que não sabe o nome dele.

“É um texto sobre a comunicação mais profunda entre as pessoas, a começar sobre como nos comunicamos com nós mesmos”, declara o autor Alberto Guiraldelli, que também atua na peça. “Nas peças em que atuei como ator sempre estive muito focado notexto, nas falas e na análise da trajetória do personagem; o corpo era construído a partir daí. Em ESSA MOÇA trabalho está centrado na composição e nos procedimentos da comédia física e das rotinas de clown”, completa.  

encenação tem como foco a reflexão sobre o terreno movediço e misterioso do inconsciente, a eterna dificuldade do diálogo domundo interno com o externo. “A atmosfera da peça prima por uma qualidade de estranhamento e sonhorealidade e inconsciência. A encenação desenvolve a ação da narrativa como fragmentos de sonhoQuando o telefone se torna mágico, podemos entender queEssa moça está travando diálogos consigo própria”, afirma a diretora Einat Falbel.

cenário, de Mônica Granndo e Fábio Jerônimo, tem como proposta ser simples e funcional, sendo fiel na elaboração de umacabine tipicamente londrina. A trilha sonora de Reinaldo Guiraldelli ambienta este local e busca na sonoridade de Tom Waits, suainspiração. A iluminação, de Denilson Marques, propicia as atmosferas da peça, valorizando as cenas e as imagens do texto. Osfigurinos, de Pedro Alcântara Neto, trazem a cena a personalidade de Essa Moça e dos outros personagens por meio das cores eadereços. Espetáculo estreou em 2010.

Alberto Guiraldelli – Dramaturgo e ator, formado pela escola Profissionalizante em Interpretação Recriarte, SãoPaulo (2001) e em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica/PUC-SP (1992). Traduziu o texto Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos, de Tom Stoppard, com direção de Mônica Granndo, que esteve em cartaz no teatro Ruth Escobar, sala Gil Vicente (2004) e fez adaptação da peça Noite na Tavernade Alvarez de Azevedo, montada paramostra do Teatro da Escola Macunaíma (2005). Escreveu os textos Onmyoji, montado para a mostra do TeatroEscola Macunaíma (2004) Beijodireção de Mônica Granndo, encenado Companhia do Ator Careca (2005). Alémde Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos Beijoatuou também nos espetáculos Noite de Reis, de William Shakespeare, com direção de José Henrique de Paula (2002); O Interrogatório, de Peter Weiss, com adaptação edireção de David Rock (espetáculo apresentado em festivais em território nacional, totalizando 16 prêmios em cincofestivais estaduais e nacionaisentre 2000 e 2002); O Deselogio da Vidacom textos de Lord Byron, Peter Weiss eDomingos Oliveira, adaptados e dirigidos por David Rock (2000). Fez assistência de direção no espetáculo VerdadesFotografiascom direção de José Henrique de Paula (2001).
Einat Falbel – Formou-se em Licenciatura Teatro - Educação na Faculdade de Artes Alcântara Machado em 1992. Formou-se em Artes Cênicas em 1992 pelo Teatro Escola Célia Helena e neste mesmo ano foi convidada para fazerparte do Grupo TAPAsob a direção e coordenação de Eduardo Tolentino. Fez parte do elenco fixo do Grupo durantesete anos atuando nas seguintes montagens sob direção ou coordenação geral de Eduardo Tolentino de Araújo:Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, direção de Eduardo Tolentino (1992/93/94);  Casa de Orates, de Aluízio e Arthur Azevedo, direção de Brian Penido (1995); Rasto Atrás, de Jorge Andrade, direção Eduardo Tolentino; Moço emestado de Sítio, de Vianinha, direção de André Garolli e Eduardo Tolentino (1996);  Ivanov, de Anton Tcheckov, direçãode Eduardo Tolentino (1997/ 1998); As Viúvas, de Arthur Azevedo, direção Sandra Corveloni (1999/2000/01). Ingressou na Cia do Feijão atuando nos espetáculos  O Ó da viagem Movido a feijãoAntigo 1850todos comdireção de Pedro Pires de 2000 a 2004. Atuou ainda nas peçasAlma sem menino,  de Tony Giusti, com o NossoGrupo  (2003-2005); Califa a rua do sabão, de Arthur Azevedo, direção de Norival Rizzo; Ensaio  para Inverno, comdireção de Tony Giusti, com  a Cia das Pequenas Mentiras (2005-2006); Fracasso, de  Alberto Guiraldelli, direção de Mônica Grando, com a Cia Do Ator Careca Senhora dos Afogados, de Nelson Rodrigues,  direção  Henrique de Paula, com o Núcleo Experimental. Em cinema atuou nos filmes Ano em que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburguer (2005/2006) e Lula, o filho do Brasil, de Fabio Barreto (2009).
Mônica Granndo – Atriz e diretora, formada pela Universidade de Campinas/UNICAMP, em 1992. Fundou, em 1999, o Núcleo Delphys de pesquisa da gestualidade do ator junto à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo onderealizou seu mestrado no programa de Comunicação e Semiótica dessa instituição, tendo defendido seu trabalhosobre Gesto Vocal, a comunicação e gestualidade do ator no teatro físico, em julho de 2002. Atou nos espetáculosMedéia, de Eurípedes e As Criadas, de Jean Genet e dirigiu as peças Os Sete Gatinhos, de Nelson Rodrigues;Homens de Papel, de Plínio Marcos e Cena a Quatro, de Eugène Ionesco, entre outros trabalhosTrabalha comoeducadora na área teatral desde 1993 e, desde 2001, ministra aulas de interpretaçãoexpressão corporal e vocal noTeatro Escola Macunaíma, na cidade de São Paulo. Em 2002, fundou Companhia do Ator Careca que esteve emtemporada no grande circuito teatral de São Paulo com os espetáculos Rosencrantz e Guildenstern Estão MortosdeTom Stoppard (2003/2004), Beijo (2005) e Fracasso (2006/2007) ambos com autoria de Alberto Guiraldelli eAlgumas Vozes, de Joe Penhall.
Companhia do Ator Careca – Formada em 2002, como afirmação de  no solo fértil de São Paulo para o teatro degrupo. Reunida pelo desejo de um trabalho de colaboração criativaprocura a consistência estética duradoura queapenas o desenvolvimento integrado de atorestécnicoscriadores e produtores pode proporcionar. A Cia trabalhacontinuamente com processo de treinamento de atores por meio de técnicas corporaisvocais e de interpretação, exercitadas em grupoaté que um novo projeto venha a focar um tipo específico de trabalho. Produziu os espetáculosRosencrantz e Guildenstern Estão Mortos, de Tom Stoppard, no qual a mímicapantomima e clown eram as técnicasem destaque (2003/2004) e Beijo, de Alberto Guiraldelli, baseado na pesquisa de estruturas cômicas de inspiraçõestão diversas como as estruturas clássicas de Molière e o nonsense contemporâneo de Monty Python (2005). Ambostrabalhos tiveram direção de Mônica Granndo.

Para Roteiro

Essa Moça – Reestreia dia 21 de março de 2012, quarta-feira às 21h. Texto: Alberto Guiraldelli. Direção: Einat Falbel. Com a Cia do Ator CarecaElenco: Mônica Granndo e Alberto GuiraldelliDuração: 70 minutos.Recomendação: 12 anosIngressos: R$30,00 (Estudantesmaiores de 60 anos e classe teatral têm 50% dedesconto). Quartas e quintas, às 21h. Até 26 de abril.

TEATRO AUGUSTA - SALA EXPERIMENTAL – Rua Augusta, 943 – Cerqueira César, tel: 3151-4141. Capacidade50 lugaresBilheteria funciona de quarta a domingo, a partir das 14 horasAcesso para deficientesAr condicionado. Aceita cartões. Estacionamento ao ladoCafé. Vendas pelo sistema ingresso rápido pelo telefone 4003-1212 ou site: (www.ingressorapido.com.br).

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