No entanto, é bom lembrar que essa questão comportamental não deve ser confundida com o TDAH - o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), uma doença que acomete mais de 330 milhões de pessoas do mundo, mas que ainda é pouco conhecida. O TDAH é um transtorno neurobiológico que se caracteriza por três grupos de alterações: hiperatividade, impulsividade e desatenção. Porém estes sintomas precisam estar presentes em dois ou mais ambientes (social, afetivo, familiar, escolar e/ou profissional) por um período prolongado. É importante ressaltar que estes sinais não são suficientes para um diagnóstico e apenas um médico especialista pode realizá-lo. A hiperatividade é apenas um dos sintomas do TDAH. E pode ser encontrada em diversos transtornos psíquicos como transtorno bipolar, autismo e em alguns casos de ansiedade. A hiperatividade também pode ocorrer em doenças físicas como o hipertireoidismo. O quadro também pode ser provocado por alguma situação específica de fundo emocional e ser passageiro. Cerca de 40% dos pacientes com TDAH também apresentam dificuldades de aprendizado. No entanto, outras patologias neurológicas e sistêmicas também podem dificultar o aprendizado.
A doença dá sinais desde o início da infância e pode causar diversos prejuízos. ?A criança tem dificuldade em manter a atenção especialmente em atividades que exijam raciocínio ou leitura, em concluir tarefas e atividades, em se organizar. Tem dificuldade em permanecer sentada, é inquieta, tem dificuldade em aguardar a sua vez. Estes sintomas frequentemente interferem no processo de aprendizagem e no relacionamento com amigos e com a família.?, explica o Dr. Guilherme Polanczyk, Professor de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Faculdade de Medicina da USP.
Um dos grandes desafios do diagnóstico é o fato de muitos pais associarem o mau comportamento do filho a uma fase ou personalidade. ?O diagnóstico é clínico, ou seja, baseado na entrevista com os pais, com a escola e na avaliação da criança. Os sintomas devem ser persistentes e acompanhar a criança nas diversas situações e ambientes em que está inserida. Quando estes sintomas prejudicam a criança, a necessidade de tratamento é inquestionável, e deve ser iniciado o mais cedo possível. O tratamento precoce evita o acúmulo de prejuízos e problemas ao longo do tempo, possibilita que a criança desenvolva o seu potencial e leve uma vida normal?, comenta. O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade não tem cura, mas, se cuidado, o paciente pode ter uma vida normal. ?O plano de tratamento deve combinar medicação diária, psicoterapia e intervenções específicas em função de situações que acompanham o TDAH, como transtornos de aprendizagem, por exemplo. Para combater sintomas de desatenção e hiperatividade, as medicações se mostram mais eficazes do que outras intervenções?, conclui o especialista.
Caso queira saber mais informações a respeito de TDAH, podemos colocar um especialista médico à sua disposição.
Sobre a Shire
Especialista em biofarmácia e líder mundial no tratamento de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), a Shire é uma empresa anglo-americana de presença global, dividida em duas unidades de negócios no Brasil: Specialty Pharmaceuticals e Human Genetic Therapies (HGT). A atuação está concentrada nos tratamentos para o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, doenças gastrointestinais, renais e genéticas. É a 3ª maior indústria farmacêutica da Inglaterra e uma das biofarmacêuticas que mais crescem no mundo. Em 2009, o faturamento mundial ultrapassou a marca de US$ 3 bilhões. ?Somos inspirados pela vida, motivados pela coragem?. Para mais informações sobre a Shire, acesse o site www.shire.com.br ou www.shire.com
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