Desde 2011, as emissoras de TV são obrigadas e transmitir 2h de sua programação semanal com audiodescrição, importante meio de acessibilidade em produtos culturais e de comunicação aos deficientes visuais
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A capacitação de pessoas para atuar com este recurso será tema do curso “Formação em Audiodescrição: Roteiro e Produção”, realizado pela Fundação Dorina Nowill para Cegos em parceira com a Museus Acessíveis com o objetivo de formar profissionais para atuar e desenvolver audiodescrição em produtos culturais e de comunicação, resultando na inclusão das pessoas com deficiência visual. A procura pela formação nesta área tem aumentado desde julho, quando as emissoras de TV passaram a transmitir 2h de sua programação semanal com audiodescrição. Segundo a coordenadora do curso Viviane Sarraf, a função do audiodescritor é apresentar, por meio da linguagem descritiva clara e objetiva, informações que compreendemos visualmente e que não estão contidas nos diálogos, como, por exemplo, expressões faciais e corporais que comuniquem algo. O recurso também traz elementos importantes para a melhor compreensão da pessoa com deficiência visual como: ambiente, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela. O curso que acontecerá entre 5 a 9 de março, no auditório da Fundação, em São Paulo, será composto por aulas teóricas e atividades práticas sobre as diferentes modalidades de audiodescrição e suas especificidades como: eventos presenciais, cinema, publicidade, produtos editoriais, exposições e outros. Pessoas com deficiência visual, locutores e outros profissionais da área farão mini-palestras para os alunos. Durante o curso também será apresentado o case de trabalho da Sony Pictures. Na televisão, a Rede Globo passou a exibir filmes com audiodescrição na Tela Quente, às segundas-feiras, e na Temperatura Máxima, aos domingos. O SBT adaptou o seriado Chaves, que vai ao ar todas as sextas, das 18h às 19h30, e a edição de sábado do Jornal SBT Manhã. Já a MTV elegeu o programa Comédia MTV. Record, Band, TV Cultura, TV Gazeta, e Rede TV ainda não divulgaram quais programas serão audiodescritos.
Em São Paulo, o recurso de audiodescrição pode ser conferido no Museu do Ipiranga, no Museu do Futebol, na Galeria Tátil de Esculturas da Pinacoteca do Estado e em algumas exposições do Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM. Nestes espaços são oferecidos áudio-guia com descrição de todas as obras e há educadores capacitados para guiar visitas educativas descritivas. A maioria das instalações também proporciona a percepção por outros sentidos como tato e olfato.
A atual norma prevê que, até 2020, as geradoras e retransmissoras tenham de exibir 20 horas semanais de programas adaptados. A ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, no entanto, já sinalizou que o governo federal pode reduzir o prazo para que a meta seja atingida em menos tempo. Ela comenta que isso é muito possível, porque confia na capacidade do Brasil de responder bem às causas da inclusão.
Curso: Formação em Audiodescrição: Roteiro e ProduçãoSERVIÇO: Data: 5 a 9 de março Público alvo: Tradutores, editores, comunicólogos, jornalistas, produtores culturais, cineastas, atores, professores e interessados em geral. Carga Horária: 40h Investimento: R$ 460,00 | R$ 400,00 para estudantes com comprovante. * À vista ou parcelado em 2x : 50% na inscrição e 50% em 30 dias Local: Auditório da Fundação Dorina Nowill para Cegos | Rua Doutor Diogo de Faria, nº 558, Vila Clementino – São Paulo (próximo ao Metrô Santa Cruz) Material de apoio: apostila em arquivo digital e certificação Inscrições: www.fundacaodorina.org.br Mais informações: cursos@fundacaodorina.org.br Portal Podcultura Pauta Carla Manga Colaborador de pautas Larissa Yamatogue Marketing e Publicidade Carol Queiroz Editor Chefe Sandra Camillo |
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