18 de jan. de 2012

Projeto Octógono Arte Contemporânea da Pinacoteca do Estado apresenta - Carlos Bunga - Mausoléo


Governo de São Paulo e Secretaria de Estado da Cultura apresentam dentro do Projeto Octógono Arte Contemporânea da Pinacoteca do Estado Carlos Bunga - Mausoléo

A Pinacoteca do Estado de São Paulo, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, apresenta instalação de Carlos Bunga (Porto, Portugal, 1976), dentro do projeto Octógono Arte Contemporânea. Sua obra aborda questões sobre memória, história, impermanencia,  vulnerabilidade,  precariedade e as arquitecturas degradadas das cidades. As constantes transformações, movimentos e mudanças tao fortemente sentidos nas cidades fazem com que sejam lugares da História em constante processo de (re)invenção. Em sua primeira individual realizada no Brasil, o artista desenvolveu uma grande instalação feita com papelão e fitas adesivas que ocupa todo o espaço central e que abriga um conjunto de esculturas do acervo da Pinacoteca. Com curadoria de Ivo Mesquita, curador chefe da Pinacoteca do Estado.
Abertura dia 28 de janeiro, sábado, a partir das 11h.
Em cartaz até o dia 11 de março de 2012. 
Carlos Bunga - Mausoléo
A Pinacoteca do Estado de São Paulo, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, apresenta exposição Mausoléo de Carlos Bunga (Porto – Portugal, 1965). Para o Projeto Octógono, Bunga selecionou um conjunto de esculturas do acervo do museu, que serão colocadas no centro do espaço, onde será construída uma edificação site- specific de grande escala feita com materias efémeros como papelão, fita adesiva e tinta, criando um novo ambiente dentro o espaço, uma espécie de torre-mausoléu, envolvendo as obras e que poderão ser vistas por meio de fendas e aberturas nas suas paredes. Segundo Ivo Mesquita, curador da mostra, os trabalhos de Carlos Bunga são marcados pelo seu caráter efêmero e mutável, pois estão sujeitas a intervenções e performances do artista no sentido de causa o seu desmoronamento como resultado final do trabalho. Estas situações remetem de imediato à memória de casas destruídas e paredes demolidas, mas podem, no interior do museu, também serem percebidas como uma extrapolação do campo da pintura. O diálogo existente entre a arquitetura e o espaço onde as obras do artista são construídas, permite ao observador a apreensão dos processos de mutação continua da arquitetura e do espaço urbano assim como questões especificas da arte e de suas instituições.
Entretanto, deve ser observado que os projetos de instalações e intervenções de Carlos Bunga, não seguem nenhum projeto concebido ou desenhado anteriormente. Ao contrário eles nascem do embate direto do artista, pois ele nasce do embate do artista com o espaço que hospedará o trabalho. No caso do projeto para a Pinacoteca, para além da relação direta com a arquitetura do museu, ele também trabalha com a própria noção de museu enquanto instituição cutural.
A obra de Carlos Bunga aborda questões da preecariedade, fragilidade e a cidade com arquitetura degradada. Seu processo criativo começa a partir de uma pesquisa sobre as características históricas, e culturais do espaço. Depois, Bunga inicia a construção de planos e volumes pranchas de papelão e fita adesiva. O artista vai tomando as decisões intuitivamente, numa relação física com o espaço e com a própria instalação à medida que esta vai ganhando forma. Quando a estrutura está concluída, as suas superfícies exteriores são uniformizadas pela pintura a branco; as superfícies interiores apostas sobre as paredes do espaço expositivo, em contrapartida, são pintadas de diversas cores e abrigarão cinco obras do acervo da Pinacoteca. O Mausoleo faz referencia ao monumento funerário, memória ou história que nos possibilitam refletir sobre a ideia da permanência ou eterno. A passagem do tempo é constante e as forças entrópicas estão constantemente ativas no meio envolvente. As instalações que realizo são  um formato sem definição entre uma coisa e outra onde entendo as cidades como uma maqueta completamente manipulada. Como parte dela, somos muito vulneráveis e tal como a natureza a cidade esta em constante transformação e a impermanência poderá ser sinonimo de transformação. ”, afirma Carlos Bunga.

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