22 de out. de 2011

35° Mostra Internacional exibe o filme "Soldados a Caminho do Puteiro"

A primeira exibição do filme será no dia 25 de outubro, no Cine Sabesp, às 21h40. Com a presença do diretor Hermes Leal e o político José Genoino para debate após a sessão.
Próximas exibições:
26/10 (Quarta) - CINE LIVRARIA CULTURA 2– 17h50 - Sessão: 460
29/10 (Sábado) - CINEMATECA - SALA BNDES – 17h20 - Sessão: 735
01/11 (Terça) - ESPAÇO UNIBANÇO POMPÉIA 1 – 21h40 - Sessão: 994
02/11 (Quarta) - ESPAÇO UNIBANCO 3 – 16h20 - Sessão: 1059
O longa de Hermes Leal está na programação da 35° Mostra Internacional de Cinema de São Paulo depois de participar dos festivais 21° Cine Ceará, FAM2011 – Florianópolis Audiovisual Mercosul, 10° Chico – Festival de Palmas e 38° Jornada Internacional de Cinema da Bahia.
O filme narra a Guerrilha do Araguaia por um foco diferente, através da história pessoal do cineasta e escritor Hermes Leal, que volta à cidade onde viveu até 12 anos de idade, no chamado Bico do Papagaio, para mostrar as atrocidades cometidas neste evento que envolveu a maior concentração de tropas do Brasil desde a Segunda Guerra. Em 2012 esta guerra que poucos conhecem completa 40 anos, e até hoje não se sabe que destino teve mais de 40 guerrilheiros.
“Soldados a Caminho do Puteiro – Memórias de uma Guerra Quase Imaginária” é um do­cumentário que denuncia uma parte oculta da história do Brasil que ainda precisa ser esclarecida. A Guerrilha do Araguaia foi um movimento armado que ocorreu entre 1972 e 1974, uma guerra que não teve cobertura jornalística, nem um tipo de registro audiovisual, com a participação de 15 mil militares. Os guerrilheiros tiveram suas cabeças decepadas e seus corpos desaparecidos até hoje.
Hermes Leal voltou à cidade e percorreu a rua onde viveu, sempre cheias de soldados, porque era a rua que ligava o quartel ao prostíbulo da cidade, e descobre que pouca gente sabia realmente o que acontecia. Esta guerra para o cineasta assim como para a população foi mais imaginaria do que real. Os fatos da Guerrilha são narrados por José Genoino, ex-guerrilheiro que conta em detalhes o que fez e o que viu no Araguaia; através dos olhos de um pescador amigo dos guerrilheiros que virou poeta e de um historiador.
“Soldados a Caminho do Puteiro – Memórias de uma Guerra Quase Imaginária” é um res­gate à memória de uma das guerras mais sangrentas e denuncia o desrespeito aos direitos humanos na história recentemente do Brasil.
Biografia do diretor
Hermes Leal
Hermes Leal é um autor, escritor, jornalista e documentarista, trabalha com cinema, literatura, e TV. É diretor de “Dona Militana, a romanceira dos Oiteiros”, premiado documentário que em 2010 percorreu 15 festivais, e da série de quatro documentários baseados no programa Café Filosófico, entre eles “Pensamento Rebelde e Loucura”, e “Ecos de Maio e a Política Transgressora”, ambos filmes inspirados nas idéias de Foucault, Deleuze e Derridà, realizados em 2011.
Fundador e editor da Revista de CINEMA, que circula a mais de 10 anos. É Mestre em Cinema, pela ECA/USP, e inicia doutorado em Letras, especializando-se em Semiótica e Narrativa, é escritor, com vários livros publicados, entre eles o romance “Eu sou Foda!”, e a biografia do famoso explorador inglês, “O Enigma do Cel. Fawcett”, um pequeno bestseler com quatro reedições.
Ficha Técnica
Direção e Roteiro: Hermes Leal
Câmera e Fotografia: Julie Tseng
Edição de Som e Imagem: Paulo Domingues e Paulo Duarte
Produção Executiva: Julie Tseng
Produtores Associados: Paulo Duarte e Paulo Domingues
Trilha Musical: Gereba

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