
.jpg)
nanquim “Cerca de cactos e bananeiras denominadas da terra” (1827), de Taunay, e as aquarelas “Araticum” (1827) e “Mulher e criança manduruku” (1828), de Florence.
A seleção de obras também apresenta pela primeira vez no país uma coleção de 36 mapas e plantas originais do cartógrafo russo Nester Rubtsov, todos integrantes do acervo da Academia Naval russa.
A curadoria é do Dr. Boris Komissarov, professor da Universidade de São Petersburgo e pesquisador do acervo da expedição há mais de trinta anos, e de Ania Rodriguez Alonso e Rodolfo de Athayde (curadores da exposição Virada Russa, em 2009). A exposição chega ao Rio de Janeiro após temporada em São Paulo e Brasília.
“Sem a menor dúvida, esta exposição contribuirá para uma maior aproximação entre a Rússia e o Brasil. As relações desses dois países definitivamente ultrapassam os limites comuns dos contatos bilaterais. Nossos países ocupam quase uma quinta parte do solo terrestre, acumulando 62% de todas as florestas do planeta e guardando a principal reserva de água doce. Portanto, não resta dúvida quanto à importância, global, das relações russo-brasileiras. É uma satisfação ainda maior constatar que, na origem dos laços entre nossos países, está o célebre cientista Langsdorff, que, hoje, sem abandonar a Rússia, voltou, para sempre, ao Brasil”, diz o curador russo. “Nossa intenção com esta exposição foi trazer o maior número de obras e informações do acervo da Expedição Langsdorff, para que, através desses fragmentos, seja possível visualizar a realidade do país da época, criando uma reflexão histórica entre os avanços realizados e as deficiências que infelizmente permaneceram ou que acompanham o crescimento populacional e a depredação da natureza.", complementa Rodolfo de Athayde.
A exposição ocupa três salas do primeiro andar e o pátio da Rua Direita do CCBB – Rio. Dividida em cinco núcleos – as então províncias do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Pará –, une história e tecnologia: ambientada como um antigo museu, a mostra utiliza recursos de multimídia para convidar o público a interagir e observar as transformações ocorridas nos últimos 180 anos nos locais por onde passou a expedição.
Mapas de Rubtsov são projetados nas salas de exibição e podem ser comparados com mapas atuais, permitindo ao visitante conferir a impressionante exatidão com que foram feitos na época. Trechos selecionados do diário de Langsdorff, narrados em português, revelam detalhes da aventura científica ao coração do Brasil. Um terminal de consultas apresenta virtualmente outros 248 desenhos da expedição, também pertencentes ao acervo da Academia de Ciências de São Petersburgo.
A exposição traz, ainda, uma linha do tempo que contextualiza a Expedição Langsdorff em diferentes planos, como história, artes e ciências, e dois dioramas (modo de apresentação artística de cenas estáticas), um representando o encontro dos viajantes com os índios e o outro ficcional, com Langsdorff, Taunay, Rugendas e Florence descansando no interior de uma cabana.
Projeto educativo
Sucesso durante a temporada da exposição, oficinas de pintura em aquarela motivam o público criar diários de bordo e cadernos de registros. Arte-educadores são responsáveis pela mediação entre as obras da exposição e os visitantes, com distribuição de material didático. O público também tem acesso a terminais de consulta digitais, com todas as imagens produzidas durante a Expedição Langsdorff. Recebe ainda informações sobre cada obra, e pode realizar atividades de pesquisa em grupo. Há horários exclusivos para escolas e grupos por meio de agendamento prévio.
A mostra Expedição Langsdorff, além de retratar os fortes laços históricos entre Rússia e Brasil, é uma excelente oportunidade para as gerações que se seguiram constatarem como a ciência mundial se enriqueceu com conhecimentos diversificados graças à coragem em nome da ciência dos participantes da expedição russa.
Programa imperdível para todas as idades.
Exposição Expedição Langsdorff
Abertura: segunda-feira, 02 de agosto de 2010, às 19h30
Exposição: até 26 de setembro de 2010
Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março, 66
Informações: (21) 3808-2020 - www.bb.com.br/cultura
De terça-feira a domingo, de 9h às 21h
Entrada franca
Classificação indicativa: livre
Nenhum comentário:
Postar um comentário