29 de set. de 2010

Augusto de Campos e Jean Cocteau inspiram projeto




Figura 1 Eliana Cavalcante em ‘A Pulga’

Núcleo Passo Livre faz a primeira edição do FestiVaia











Com o apoio do Programa de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo, o Núcleo Passo Livre dá continuidade, no Espaço Cariris, em São Paulo, à segunda parte do projeto Poeta Selvagem Dançarino.



Eliana e Sofia Cavalcante, idealizadoras do Núcleo Passo Livre, realizam a primeira edição do FestiVaia no período de 1 a 10 de outubro, em homenagem dupla: ao Viva Vaia de Augusto de Campos e a Jean Cocteau, poeta francês, pela célebre frase de sua autoria: "Aquilo que o público vaia, cultive-o, porque é você". Os convidados do Festival são Maura Baiocchi, José Maria Carvalho, Wellington Duarte, Eliana Santana, Celia Gouvêa, Ricardo Fornara. O artista plástico Felipe Ehrenberg integra o evento com a exposição de aquarelas e a realização da palestra Dia dos Mortos - Dias de Arte no dia 2 de outubro, no Espaço Cariris.



Dia 15 de outubro, sob a direção artística de Eliana e Sofia Cavalcante, entra em temporada o espetáculo Ancas da Tradição, espetáculo multimídia cujo tema é a relação do corpo humano com as imagens sem corpo que nos circunda: fotos, outdoors, imagens de TV e cinema, sons de rádio, roteirizado por canções de Tom Zé.



Jean Cocteau, Augusto de Campos e o FestiVaia



Cocteau foi poeta, designer, dramaturgo, ator, diretor de teatro, cineasta e importante colaborador dos balés russos de Serge Diaghilev, companhia estreitamente ligada à vanguarda Parisiense do início do século XX, onde foi parceiro e colaborador de Eric Satie, Leonid Massine, Bronislava Nijinska, Picasso e Stravinski entre outros.



O nome FestiVaia surgiu a partir da análise do poema Viva Vaia, de Augusto de Campos, obra publicada em 1972, foco de grande polêmica. Com a devida importância alcançada pelo Viva Vaia, Augusto de Campos reuniu seus poemas entre 1949 e 1979 e empregou o nome na sua primeira coletânea.



Eliana Cavalcante

Sua formação percorreu o balé clássico, a dança moderna e a dança contemporânea. A partir desta progressão, desenvolveu um trabalho corporal que procura sintetizar os princípios que envolvem a ação física dinâmica e a inação que possibilita resgatar e amplificar os ritmos internos e suas pulsações. Desenvolveu parcerias com os músicos Tom Zé e Lívio Tragtenberg e com os artistas plásticos Rachel Zuannon, Heloísa Passos e Tina Vieira. Ganhadora dos prêmios Movimentos de Dança SESC 1998, Estímulo para Novas Linguagens Coreográficas 1999 e Estímulo de Circulação Dança Contemporânea 2004, entre outros.



Sofia Cavalcante

Possui formação variada, envolvendo diversas técnicas de dança (clássica, moderna, contemporânea) e outras abordagens corporais (tai chi chuan, princípios de bioenergética, educação somática, biodinâmica). Paralelamente, desenvolveu um estudo na Faculdade de Filosofia, na qual concluiu o Mestrado com a dissertação Ferocidade e boas maneiras - a estética apolínea na obra de George Balanchine. Ganhou diversos prêmios em parceria com Eliana Cavalcante. Foi representante do Estado de São Paulo na Câmara Setorial de Dança no Ministério da Cultura.



Serviço



FestiVaia

1 a 10 de outubro de 2010

Sextas e Sábados, 21h e domingos, 19h



Dia 1/10 – Sexta-feira - 60 minutos, 12 anos

Dan (Devir Ancestral), da Taanteatro Companhia, de Maura Baiocchi



Diante das agressões constantes que ameaçam as condições da vida na Terra, a criadora da abordagem taanteatro (teatro coreográfico de tensões) tematiza de forma político-poética as relações entre corpo, meio ambiente e identidade mestiça. Um recurso multimídia utilizado por Maura Baiocchi e a Taanteatro Compahia é a vídeo-environmentperformance, performances artísticas desenvolvidas pela artista em diferentes ambientes, onde seu corpo se funde com ambientes naturais, como árvores e cachoeiras. A ideia integra um conceito artístico desenvolvido pela coreógrafa, usando como pressuposto básico a fusão entre o corpo e a natureza.



Dia 2/10 – Sábado – Palestra às 14h

Dia dos Mortos - Dias de Arte, palestra e abertura da exposição de Felipe Ehrenberg



Felipe Ehrenberg (México, 1943) é um artista plástico, escultor e diplomata mexicano. Já recebeu diversos prêmios por seu trabalho, como a Medalha Roque Dalton (1987), John Simon Guggenheim Fellowship (1976), Fulbright Lecturing Award, o Prêmio Femirama (1968) e o Prêmio Perpetua. Ehrenberg reside atualmente em São Paulo.



Dia 3/10 – Domingo

Radiodança Ser_tão São Paulo, de José Maria Carvalho



O projeto Radiodança Ser_tão São Paulo, é uma proposta que tem como palco de vivência, pesquisa e apresentação, a cidade de São Paulo, seus teatros, ruas, ruas e praças etc. É uma forma singular de escutar a cidade de São Paulo. Para criar o espetáculo, José Maria Carvalho, partiu da trilogia Era infinitamente maio, resultado de oito anos de pesquisa em Minas Gerais, estado natal de Rosa, composta por coreografias inspiradas em passagens do livro Grande sertão: Veredas. Andando pelas ruas do bairro de Pinheiros, em São Paulo, por meio de um processo de escuta sensível, Carvalho captou a paisagem sonora, colheu depoimentos, coletando e processando materiais.



Ficha Técnica - Designer Sonoro: Cecília Miglorância Radialista: Marta Fonterrada Dançarinos: Fabiola Salles, Juliano Vendemiatti, José Maria Carvalho, Luanna Jimenes, Luciana Beloli Fotografia: Dani Wahlers Videasta: Eduardo Duwe



Dia 8/10 – Sexta-feira – Duração: 50 minutos, livre

Onde os Começos, de Wellington Duarte e Eliana Santana



Essa coreografia marca, depois de 15 anos, o reencontro dos bailarinos Eliana de Santana e Wellington Duarte. Inspirado no conto Teologia Natural, de Hilda Hilst, o espetáculo de dança tem direção de Donizeti Mazonas e utiliza o “canto” como metáfora para sua estruturação da obra coreográfica. Destaque para a cenografia criada por Hideki Matsuka, que cobriu o palco com finas camadas de papel de seda branco que num momento do espetáculo se movimentam por meio da interferência de ventiladores.



Dia 9/10 – Sábado Duração total: 60 minutos, 14 anos

Romance de Dona Mariana, de Célia Gouvêa e

Preparativos de Viagem, de Ricardo Fornara



Célia Gouvêa remonta a coreografia-solo criada em 1994 em comemoração aos 20 anos de dança contemporânea da artista. Célia mostra uma mulher de origem ibérica oprimida e julgada num tribunal, em uma coreografia que encontra sua dimensão na política da atualidade, levando em conta o tratamento imposto às mulheres de determinadas culturas ainda hoje. A cenografia – enxuta, valorizando unicamente a coreografia – é composta por seis cadeiras e a trilha sonora traz a música tradicional portuguesa proveniente da região do Algarve, ao sul de Portugal, com forte batida rítmica de origem árabe.



Ricardo Fornara entra na seqüência e apresenta seu mais novo trabalho solo, “Preparativos de Viagem”. A coreografia - que incorpora conceitos do Kung Fu, além de inspirar-se na observação de estátuas nos cemitérios São Paulo e da Consolação - mostra um indivíduo que passa por um intervalo de isolamento, no qual abandona suas fixações para partir em busca da individuação. Durante os preparativos para essa partida, ele sofre algumas metamorfoses, pelas quais todo homem passa em seu processo de amadurecimento.

Dia 10/10 – Domingo

A Pulga, do Núcleo Passo Livre



Espetáculo Ancas da Tradição

15 a 24 de outubro de 2010

Sextas 21h, sábados 18h e 21h e domingos, 19h Duração: 45 minutos Recomendação: 10 anos



Ancas da Tradição é um espetáculo experimental, multimídia, que tem como fio condutor uma montagem de canções do CD homônimo do Tom Zé, The Hips of Tradition. O tema do trabalho é a relação do corpo humano com a miríade de imagens sem corpo que nos circunda: fotos, outdoors, imagens de TV e cinema, sons de rádio. "Trazer o corpo para os pincéis da eletrônica, fazendo cócegas nas tradições..."



Ficha Técnica - Direção, concepção e coreografia: Eliana & Sofia Cavalcante Elenco: Anderson Anastácio, Eliana Cavalcante, Marcelo Prado, Norma Duarte, Sofia Cavalcante Música: Tom Zé Projeto visual: Heloísa Passos, Tina Vieira, Eli Sumida, Sérgio De Divitiis, Val Sampaio Cenografia: Lúcia Chedieck & Tina Vieira Iluminação: Lúcia Chedieck Figurino: André Lima Gravação e mixagem: Cid Campos, Manny Monteiro e Leonardo Bitar Operação luz: Ricardo Bueno



Espaço Cariris

Preço: R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia-entrada) Recomendação: maiores de 10 anos
Rua Cariris, 48 CEP 05422-020 Pinheiros São Paulo SP
Fone/fax (11) 3811.9681

www.ecariris.art.br

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