16 de nov. de 2009

A paz na Jordânia e em Israel

A paz na Jordânia e em Israel
Roberto Nedelciu*

Pode até parecer um paradoxo falar em paz sobre dois países que já viveram diversos conflitos, como Israel e Jordânia. Mas é isso mesmo que devemos pensar ao ouvir falar nos destinos que despontam atualmente no cenário mundial. Independente de religião, viajar para esta região é voltar no tempo e ver como o oriente é evoluído em termos artísticos e culturais.

São destinos que tornam-se inesquecíveis nas mentes dos ocidentais. A Jordânia, por exemplo, é famosa pela cidade de Petra, que tem monumentos esculpidos diretamente na rocha de um grande cânion do deserto. Morada do povo nebateu, há dois mil anos, o lugar é maravilhoso. Sua vista deixa os turistas boquiabertos, com penhascos e desfiladeiros, que se espalham em grandes construções, que já abrigaram mais de 30 mil habitantes. O lugar é tão fascinante, que sediou as gravações do filme Indiana Jones e a Última Cruzada. E não é a toa que a nova novela da Rede Globo, Viver a Vida, aproveitou dos cenários deslumbrantes da Jordânia para gravar algumas de suas cenas.

Betânia, perto da capital Amã, também vale a pena ser visitada, pois foi justamente onde arqueólogos descobriram o berço do Cristianismo, com ruínas de igrejas, perto do rio Jordão. Quem quiser, pode ir até o Centro de Pesquisa João Batista e conhecer o local onde Jesus Cristo teria sido batizado. E no Monte Nebo, perto de Betânia, pode-se visitar o ponto onde Moisés teria avistado a Terra Prometida.

E ainda temos o famoso Mar Morto, que separa a Jordânia de Israel e é um dos pontos mais conhecidos e visitados em todo o mundo. Ele é considerado a maior depressão da Terra e está a 400 metros abaixo do nível do mar, com alto índice de salinidade, ou seja, seis vezes maior do que um mar normal. E, como diz o nome, não há peixes ou algas. E também não é possível nadar, apenas boiar por no máximo 20 minutos e tomar uma ducha de água doce logo depois.

E quem quiser se bronzear pode ficar tranquilo, pois os raios solares mais nocivos são filtrados e os riscos de queimaduras diminuem muito. Quem busca um tratamento terapêutico, o local é ideal, pois as águas são ricas em minerais e ajudam pessoas com problemas dermatológicos e reumáticos. Ainda dá para usar a lama negra do fundo do Mar Morto como argila pelo corpo, pois ela é extremamente tonificante.





Israel

O turismo, felizmente, voltou a crescer no país, depois de anos de violência. Jerusalém é o centro espiritual e a capital de Israel. Lá os turistas podem visitar seus belíssimos santuários das religiões Islã, Cristã e Judaica, e visitar o Monte Scopus, Monte das Oliveiras, com sua maravilhosa vista, o Horto do Getsemani e a Basílica da Agonia. A cidade ainda abriga o Santuário do Livro, onde estão expostos os manuscritos do Mar Morto e do Holocausto, e Ein Karem, o local de nascimento de São João Batista.

Em Belém, os turistas podem conhecer a Cidade Antiga de Jerusalém para visitar o Muro das Lamentações, a Esplanada dos Templos, a Via Dolorosa e a Igreja do Santo Sepulcro. É uma emoção atrás da outra, mesmo para quem não tenha viajado com cunho religioso. Recomendo também que as pessoas conheçam Monte Sião e a famosa tumba do Rei David, o Cenáculo e a Abadia da Dormição.

Outros destaques são o Monte das Beatitudes, em Tiberíades, e a Tabgha, local do milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, a cidade de Cafarnaum, a aldeia de Canaá da Galileia, bem como a carpintaria de São José e a fonte da Virgem. Quem quiser explorar mais Tiberíades, deve conhecer, por meio do Vale do Rio Jordão, a cidade de Jericó, a mais antiga do mundo.

Em Tel Aviv, as atrações são inúmeras, como o Teatro Romano, a cidade cruzada e o aqueduto, além do santuário Bahai e os jardins persas. E terminar com uma bela vista do Monte Carmelo, que abriga o monastério carmelita, e um passeio por San Juan de Acre para apreciar as fortificações medievais.

E não poderia deixar de citar Massada, no deserto da Judeia. Localizada na costa ocidental do Mar Morto, há 19 séculos foi o cenário de um dos episódios mais dramáticos da história. Um grupo de combatentes, em busca de liberdade, se voltou contra Roma e preferiu a morte a ser dominado. Trata-se de uma fortaleza construída por Herodes, o Grande, que resistiu durante dois anos aos ataques dos romanos, até que em 72 a.C, o governador romano Flavio Silva ordenou que 15 mil soldados acampassem no pé da montanha e sitiasse o povo de Massada.

Mas quando entraram na cidade encontraram 960 homens, mulheres e crianças mortos e que lutaram pela liberdade, em busca da paz. A tão sonhada paz que hoje é buscada pelos habitantes desses países e que também tem ajudado a atrair milhões de visitantes do mundo todo, ávidos por voltar no tempo e conhecer ainda mais a história da nossa civilização.

* Roberto Nedelciu é diretor da Raidho Tour Operator

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