A Mostra Nacional de LIVE CINEMA é o desdobramento da primeira Mostra de LIVE CINEMA brasileira que ocorreu na Sala de cinema ODEON entre os dias 26 e 29 de Setembro de 2007, no Rio de Janeiro. Foram três noites, com apresentações de seis artistas brasileiros que mostraram ao público carioca composições audiovisuais inéditas, onde o som e as imagens eram manipuladas ao vivo e em tempo real diante da platéia.
Agora, atendendo a crescente demanda do público e dos artistas realizadores brasileiros, acontece a primeira mostra de caráter nacional exclusivamente de LIVE CINEMA do país. Mostra essa que pretende mapear, reunir e exibir os mais significativos trabalhos de artistas brasileiros ligados à arte da manipulação de imagens e sons em tempo real.
Serão 10 artistas de pelo menos 4 estados brasileiros em 6 dias de apresentações em uma sala de cinema especialmente preparada para o evento (dias 15 a 17 e 22 a 24/08). Além das apresentações, a mostra também conta com a exibição de vídeos nacionais e internacionais realizados ao vivo ( 12 a 24/08). Serão 5 programas de vídeo, 2 internacionais e 3 nacionais, totalizando 20 vídeos e coletâneas. Ocorrerão também duas mesas de debates discutindo assuntos relacionados ao tema e à evolução da tecnologia nas novas mídias digitais (19 e 20/08).
Mas o que é LIVE CINEMA?
O nome "LIVE CINEMA" ou "Cinema ao Vivo" foi usado originalmente para classificar uma sessão de cinema silencioso, que tinha a execução de música ao vivo durante a sua apresentação. Mas isso foi no século passado, hoje o termo "LIVE CINEMA" diz respeito à execução simultânea de sons e imagens por artistas visuais que apresentam suas obras ao vivo diante dos espectadores.
São apresentações onde a improvisação e o acaso fazem parte de um processo que resulta na possibilidade de criação e vivência, por parte do público, de uma experiência cinematográfica expandida, agora mais do que nunca, também entendida como sensorial e imersiva.
O que existe em comum nos trabalhos aqui propostos é um deslocamento para além dos parâmetros tradicionais da narrativa cinematográfica, que deixa de ser baseada numa estrutura linear e na reprodução de uma realidade pela câmera, para algo que pode ser entendido como "espaço cinematográfico", onde o termo "CINEMA" deve ser entendido de uma forma mais abrangente, porque diz respeito à todas as diferentes formas de produção e exibição de imagens em movimento com o objetivo de proporcionar ao público a vivência de uma experiência audiovisual.
Os artistas - que apresentam seus trabalhos na forma de composições audiovisuais, remixes de filmes consagrados e/ou em obras experimentais de investigação conceitual ou de linguagem - não concebem mais uma obra acabada, mas uma possibilidade de articulação de seus elementos em combinações e re-combinações que nunca se repetem, pois acontecem ao vivo e em tempo real. Assim, a obra existe em estado potencial e a sua "execução é uma experiência intransferível porque nunca acontece da mesma maneira".
"LIVE CINEMA não é cinema e tão pouco é Vjing no sentido de ambientação de imagens num ambiente de música eletrônica. "LIVE CINEMA" não se baseia numa estrutura narrativa linear mas sim numa experiência de criação instantânea de caráter único por se realizar ao vivo onde a manipulação das imagens e sons acontece em tempo real e por contar com presença do público que tem nela um papel ativo e essencial".
Mia Makela a.k.a SOLU
LIVE CINEMA performer,
Autora da tese: "LIVE CINEMA. Languages and Elements".
Helsinki University of Art and Design, 2006.
10 Performances 5 programas de vídeo 2 Debates
Exibição de vídeos – sala de cinema 2
Dia 12 19h30
Dia 13 17:30h / 19h30
Dia 14 17:30h /19h30
Dia 19 17h30
Dia 20 17h30
Dia 21 17h30 /19h30
Exibições ao vivo – sala de cinema 2
Dia 15 de agosto
19:30h:
– Media Sana
– Paola & David
– Impar
Media Sana
Gabriel Furtado e Igor Medeiros pesquisam as possibilidades de criação que integram música e imagem em um mesmo processo. A primeira apresentação ao vivo do coletivo aconteceu em dezembro de 2002. Desde então, o formato híbrido do grupo tem permitido o trânsito em circuitos distintos: festivais, palestras e conferências nas áreas de música, artes visuais, artes digitais, comunicação, arte e tecnologia e direitos humanos.
Pricipais eventos: VJBR I (São Paulo, 2004), OurMedia (Porto Alegre, 2004), F.I.L.E. (São Paulo, 2005), Projeto Multiplicidades (Rio de Janeiro, 2005), Festival Eletronika (Belo Horizonte, 2005), 1º Festival Multimídia de Cultura Livre - FISL (Porto Alegre, 2006), I-summit (Rio de Janeiro, 2006), Tangolomango VI (Fortaleza, 2007), Que Situação, Hein Debord? (Rio de Janeiro, 2008).
Performance: "Reciclagem de Mídia"
Execução ao vivo de um remix de imagens, manchetes de jornal, textos e depoimentos proferidos nos canais de televisão, recombinados sob a ótica do cidadão. O coletivo manipula áudio e vídeo em tempo real, utilizando-se de instrumentos de música eletrônica (teclado e sampler) conectados a computadores que geram as imagens. O grupo vai apresentar 6 composições AV: Making Of, Manifesto, A Televisão Não será Revolucionada!?, O Fundamentalismo Econômico, Alice No País Da Propaganda, Cultura Eh Livre.
Paola & David
Paola Leblanc foi premiada pelo programa Transmídia do Instituto Itaú Cultural de São Paulo em 2002, com o projeto de instalação "Sorria, você está sendo filmado". Em 2006 desenvolveu a vídeo-instalação cenográfica "GH através do Espelho", no Instituto Oi Futuro no Rio de Janeiro. Atualmente leciona Direção de Audiovisual na Escola de Comunicação da UFRJ, onde cursa, no Programa de Pós-Graduação, Mestrado em Tecnologia da Comunicação e Estética.
David Cole nasceu na Austrália, cresceu na Inglaterra e chegou ao Brasil em 1994. Viveu 11 anos em Londres onde trabalhou com produção de áudio e música, como DJ e programador. No Brasil fez trilhas para programas de TV, apresentou-se como DJ, e em shows com Kátia B e Totonho e os Cabra. Atualmente toca com Sensorial Sistema de Som e Lucas Santtana e Seleção Natural.
Performance: "Cabine de Pensamentos"
Um grupo de atores improvisa, diante de 04 câmeras dispostas no Centro Cultural, situações de encontro e desencontro. As imagens, com resolução e número de quadros por segundo típicos de um registro de segurança, não deixam dúvidas quanto à sua origem vigilante.
Outros acontecimentos flagrados pelo circuito interno de TV no momento da apresentação são incorporados à 'narrativa' - eventuais interações com o público, contemplação de espaços vazios e falhas no sistema de vigilância.
Na sala de projeção, às imagens supostamente frias, mecânicas e impessoais, adicionamos camadas de sons contendo narrações em primeira pessoa, gravadas em tom confessional, de diário, segredo, pensamento. Estes textos, quase sussurrados, expressam vontades, sentimentos e desejos particulares, contrapostos às imagens distanciadas, tornadas públicas.
Ao projetar na sala de exibição as imagens captadas pelas câmeras de segurança, trazemos o material produzido no âmbito do controle e do monitoramento para a esfera da fruição e do espetáculo, ressignificando a vigilância e expandindo-a a uma dimensão narrativa.
Assim pretendemos produzir um inquietamento que lembre que as câmeras de segurança gravam, incessantemente, não só potenciais suspeitos, mas histórias de pessoas que sentem, sofrem, sonham, e involuntariamente se transformam em atores de um filme secreto.
Desta forma, de uma 'imagem sob suspeita' chegamos a uma 'imagem de compartilhamento', aonde a atenção do espectador é guiada não pelo medo de uma potencial ameaça, mas pela identificação com sentimentos e ações comuns a todos nós.
Impar
Henrique Roscoe é artista digital, músico e designer. Todos os vídeos e animações usados em suas apresentações são produções digitais feitas totalmente no computador, ou desenhadas à mão e escaneadas. No início de 2008, iniciou um projeto chamado conceitual audiovisual generativo Hol. As composições buscam uma correspondência entre áudio e vídeo, executadas em performances ao vivo ou na forma de vídeos e instalações. O projeto é baseado no conceito de sinestesia: cores, formas e movimentos de cada elemento são sincronizados com notas, harmonias e ritmo. Som e imagem são gerados ao mesmo tempo ao se tocar cada nota no teclado, através dos instrumentos específicos construídos em software.
O artista produziu vídeos para o tour 2006 da banda americana Earth Wind and Fire. Tem um vídeo na galeria permanente do programa para VJs Resolume. Produziu vídeo-cenários para os eventos Presseball 2007 e Darmstadt unter Strom 2008, na Alemanha. Participou da primeira coletânea Brasileira de VJs - VJBR (2005). Produziu loops de vídeo para os programas "Especial Roberto Carlos" e "Estação Globo" da Rede Globo. Programou video-instalações interativas para a exposição da artista plástica Sonia Labouriau, no Palácio das Artes (BH, 2007). Desenvolveu um programa de mixagem automático de vídeos para o Club Roxy. Produziu vídeo-cenários para a peça LuarTrovado, de Gerald Thomas. Participou do filme Ponto Org, de Patricia Moran. É produtor e curador do Festival de Arte Digital, realizado desde 2007, em Belo Horizonte.
Como Vj, tocou no Live Earth, Skol Beats 2007, Nokia Trends 2007, Motomix 2006, Brasilia Music Festival, Go Music (Goiânia), Festival de Verão de Salvador, Festival internacional de linguagem eletrônica (São Paulo), Festival de Arte Digital, Festival Eletronika, Festival BPM, Fundição Progresso (RJ), Club Ibiza (SC), Fosfobox (RJ), Motronic (SP), StudioSP, Palácio das Artes, Poprock Brasil, Roxy, naSala, Casa Cor, Conexão Telemig Celular, entre outros.
Foi selecionado para Festivais e Mostras:AVIT Berlin; VIII International Digital Art Exhibit and Coloquium (CUBA); Videomedeja Festival (Servia and Montenegro); Simultan (Romênia); II Off Cologne Film Festival (Alemanha); Izolenta (Russia); Culture TV DVD; Saatchi Gallery (Londres/UK); Sendung (Holanda); Motomix Art Music; FILE - ELECTRONIC LANGUAGE INTERNATIONAL FESTIVAL (BRASIL); Arte.mov - Festival Internacional de Arte em Dispositivos Móveis.
Performance "Sinfonia infinita":
Inspirado na ilusão auditiva gerada pela escala de Shepard, esta composição trata da constante evolução de seres que sonham com uma existência sem fim.
Dia 16 de agosto
19:30h:
– Spetto
– Paola & David
– Media Sana
Spetto
Atua como VJ/videocenarista/videoperformer há mais de dez anos. Esteve presente nos principais festivais de arte eletrônica no Brasil e Exterior. Skolbeats, Tim Festival, Claro q é Rock, Sonar Sound São Paulo, Nokia Trends, Motomix, Eletronika, Creamfields, Arte.Mov, entre outros, festivais onde esteve como VJ e consultor tecnológico.
Especialista em projeções de larga escala/escala urbana foi responsável pelos vídeos comemorativos da reinauguração do Southbank Centre, projetados nas paredes externas do Royal Festival Hall, as margens do rio Tamisa, em um evento para 100 mil pessoas durante 2 dias, onde envelopou o prédio em projeções. Foi vencedor junto com VJ Zaz do Cinetrip VJ Torna Budapeste de 2008. Também é produtor musical, tendo faixas em compilações lançadas pelo selo Fiberonline e Smartbiz, assim como faixa lançada na Espanha. Junto com Phantazma e Zaztraz forma o Contrabando's 3Heads.LIVE, tendo excursionado em 2007 por Portugal, Espanha, França, Hungria e Inglaterra se apresentando em Raves, Squats Parties e festas do núcleo Tourture.
Performance "DIGITAL TALES":
Cinema tocado ao vivo.
Dia 17 de agosto
19:30h:
– Nirvana
– Impar
– Spetto
Nirvana
Lucas Margutti presenciou o nascimento da música eletrônica em 1994, quando começou documentando o fenômeno das Raves e a ascensão dos DJ's. Um fator que sempre chamou sua atenção durante as apresentações de DJs eram as imagens: "Feche os olhos. O que você está vendo agora? Que tipo de imagens vêm a sua cabeça ouvindo este som?" E foi assim que ele começou sua pesquisa vídeo-sensorial, para encontrar imagens do inconsciente coletivo que buscassem traduzir as sensações sentidas na pista durante a apresentação de um DJ.
Em 1997, começou a se apresentar em público e, paralelamente, cursou Cinema e fundou a Cooperativa Fora do Eixo Filmes. Participou dos principais festivais e mostras de cinema no Brasil e do mundo. Bagata, seu primeiro filme, foi premiado em Festivais na Amazônia, Rio de Janeiro, México e Munique. Em 2002, criou a primeira coletânea de VJing no Brasil, Lua Solidária. Em 2004, junto com o maestro Marcelo Petraglia, rodou o documentário sobre as figuras sonoras de Chladni e apresentou ao público essa experiência. Em 2005, Nirvana produziu e lançou o DVD que celebra a cena VJ brasileira Vjbr#1 . Em 2006, realizou seu primeiro documentário longa-metragem, 9714-98 Penas alternativas, em parceria com o antropólogo e Vj Jonh Valle.
Ele busca a cada apresentação, elementos que fazem o seu show ser cada vez mais hipnótico, impactante e inesquecível, utilizando sempre o dancefloor como o laboratório para essas experiências pelo mundo das sensações e reações. O set é feito com clips especialmente produzidos em estúdio para cada track, utilizando o potencial sensório de cada um nessa jornada.
Performance "Firewire Remix"
É a parceria entre Lucas Margutti aKa Vj Nirvana e Marcelo Shamamix aKa Reality Scientist recriando e remixando o documentário de própria autoria, 9714-98 Alternative Sentences, feito sob encomenda da ONU para um congresso de criminologia ocorrido em Bangkok. Nirvana e Shamamix buscam uma nova maneira de contar histórias levando os filmes para a pista de dança e a pista de dança para o cinema.
Dia 22 de agosto
19:30h:
– Nirvana
– Laborg
– Palmieri
Laborg
Coletivo Laborg realiza estudos imersivos e experiências multimídia desde fevereiro de 2005. Formado por artistas especializados em diferentes processos de comunicação digital e analógica tem, como seu principal foco de pesquisa, a linguagem e estética da ótica macro e a dinâmica dos desenhos orgânicos, e como catalizador, a integração da percepção multi-sensorial do expectador.
Laborg desenvolve suas imagens videográficas características da captura e projeção de evoluções causadas pela reação de substâncias comuns, como água, óleo e pigmentos, originando desenhos especiais que, quando combinados a paisagens sonoras, trazem à tona serenidade e a vastidão imersa nos detalhes microcósmicos. Esses movimentos orgânicos são uma representação de todos os processos bioquímicos com os quais convivemos, desde os ciclos das chuvas e marés, até a concepção da vida Laborg discute e propõe a volta aos estados orgânicos e originais.
Performance "LiveLab A/V":
Procura estimular a imaginação do expectador através de evoluções visuais e auditivas produzidas e editadas em tempo real. Combina vídeo-projeção e paisagens sonoras, onde o equilíbrio da objetividade dos efeitos sonoros e a subjetividade da música vestem de narrativa a plástica das imagens do Laborg. O set-up é dividido em dois, um é composto pelos equipamentos eletrônicos, e o segundo é um laboratório de aquários, recipientes e misturas, onde a magia das texturas acontece.
Palmieri
Ricardo Palmieri (vj palm) é arquiteto, produtor multimídia e pesquisador de ferramentas livres para produção artística. Desde 1998 vem pesquisando as potencialidades do uso do computador, nos processos de produção de ambientes interativos. Iniciou seus trabalhos como performer junto com o prof.
Renato Cohen no grupo Midia Ka, e trabalhou como vj (video jockey) em festas e raves, incluindo participações em encontros como VJBR I no Museu da Imagem e do Som em São Paulo , e apresentacoes no evento Hypersonica no FILE-SP. Trabalhou para ao Ministerio da Cultura no programa Cultura Viva, pesquisando ferramentas opensource para a producao de conteudo multimidia e divulgando estas possibilidades junto aos Pontos de Cultura de todo o Brasil. Realizou trabalhos dentro das unidades do SESC São Paulo (vila Mariana, Paulista, Pompéia, Campinas, Santos, Consolação, Itaquera, Interlagos, São Carlos, Ribeirão Preto, Catanduva) como artista independente, e com os coletivos estudiolivre.org, metareciclagem e grupo tempo kala. Em 2008 foi convidado do MMKamp08 em em Dubrovnik , Croacia, para apresentar sua ferramenta livre para producao de conteudo multimidia realtime chamada MAEstream. Atualmente é consultor de mídias digitais interativas customizadas, trabalhando com artistas multimidia e com eventos de publicidade. Pesquisa produção de multimídia em tempo real (livecoding e circuitbending), bem como sistema inteligentes para a geracao de conteudos automatos e novas interfaces.
Performance "Retratos dos órgãos sem corpo de margarida ida e helena anabela":
Baseado no libretto "dr. fautus lights the lights" da escritora americana gertrude stein, o filme mostra fragmentos de sons e imagens recolhidos durante a investigação dos artistas para a performance homônima em 2003. Mixa referências textuais, corporais, sonoras e visuais.
A proposta visa explorar os elementos cenográficos como se fossem orgãos: pequenos pedaços de sistemas que possuem funções isoladas, mas somente em conjunto potencializam suas ações ao extremo. Todo o material a ser mostrado durante a apresentação está dividido em capítulos, que são tocados em ordem definida pelos delírios poéticos de faustus (um ser celular autômato que atua como um maestro do processo). Nenhum corpo inteiro devera ser mostrado no filme, apenas fragmentos: seres monocelulares contrapondo com seres celulares autômatos; sistemas elétricos conectados à pedaços de corpos submersos, esperando o momento de ser eletrocultados/eletro-cultuados; fragmentos de desejos e delírios expostos, fundindo a personalidade de fausto com a dos performers.
Dia 23 de agosto
19:30h:
– Alexis
– Bijari
– Gerheim
– Laborg
Alexis
Alexis Anastasiou, ou VJ/CJ Alexis é um dos pioneiros da cena de VJs nacional, tocou inúmeras vezes nos principais festivais brasileiros de música eletrônica e em diversos países da Europa e América do Sul. Nos últimos 5 anos, desenvolveu a Visualfarm, núcleo que cria, pesquisa e implementa projetos de intervenção urbana, cenografia com imagens, animação, espetáculos multi-mídia e cinejoqueys, sempre ampliando as fronteiras da imagem ao vivo.
Diogo Shimokawa, ou DJ/CJ Gen é produtor musical e já tocou nas principais casas noturnas de São Paulo e festivais de música eletrônica. Mestre do scratch e da difícil arte de mixagem de break-beats ou complexas paisagens sonoras, tem se dedicado cada vez mais à interação da imagem e do som.
Performance "CINEJOQUEYS-REPENTISMO VISUAL":
Nesta apresentação, Alexis e Diogo trabalham o improviso e a operação ao vivo dos DVJs, manipulam e possibilitam movimentos de percussão e scratches de imagens+sons. Contestam as fronteiras jurídicas que limitam a estética do cinema ao vivo ao misturar produções sonoras próprias com uma infinidade de fontes de áudio e imagem, retiradas de filmes antigos e contemporâneos, entrevistas de Andy Warol, telejornal e tracks audiovisuais, os cinejoqueys.
Bijari
Formado em 1996, por arquitetos e artistas, o Bijari é um centro de criação de artes visuais e multimídia. Desenvolvendo projetos em diversos suportes e tecnologias, o grupo atua entre os meios analógicos e digitais propondo experimentações artísticas, sobretudo de caráter crítico. Intervenções urbanas, performances, vídeo, design e web design tornam-se meios para estabelecer possibilidades de vivências onde a realidade é questionada. Já se apresentaram em várias cidades brasileiras e em países como: Espanha, Peru, EUA, México, Argentina, Costa Rica, Rússia, Alemanha, Cuba.
Membros: Eduardo Fernandes, Frederico Ming, Flávio Araújo, Gustavo Godoy, Geandre Tomazoni, Maurício Brandão, Olavo Ekman, Sandro Akel e Rodrigo Araujo.
"Não queremos ampliar a arte na realidade, talvez a realidade na arte e, se possível, a própria realidade na realidade."
Grupo Bijari
Performance "468":
468 é um diálogo entre o fato real e o fato midiado. Um importante protesto que garantiria a sobrevivência da ocupação Prestes Maia e seus ocupantes gera impacto sobre a cidade e a mídia. O filme põe lado a lado a intervenção do grupo BijaRi e demais artistas na ocupação do edifício localizado no centro de São Paulo contraposto ao discurso oficial empreendido pelas forças de segurança e como o fato foi apresentado na mídia (telejornais). Discurso e contra-discurso entram em conflito na batalha da história.
Gerheim
Fernando Gerheim é artista e publicou "Linguagens inventadas – palavra imagem objeto: formas de contágio" (Ed. Zahar 2008). Realizou os curtas em vídeo-digital "Tomada do Mundo" (2007), "Filme de uma imagem só" (2006) e "Urubucamelô" (2002).
Performance: "Cinema in natura"
A tela são os olhos de uma forma teláquea de ser chamado consciência que fala suas últimas palavras.
Dia 24 de agosto
19:30h:
– Gerheim
– Alexis
– Bijari
– Palmieri
MESAS DE DEBATES
Dias 19 e 20 de agosto – 20h
MESA 1:
MEDIADOR: Luiz Duva
Convidados: Christine Mello, Vinicius Pereira e Bruno Viana.
Luiz Duva
Criador experimental no campo da videoarte, desenvolve, desde os anos 80, narrativas pessoais em vídeo e experiências com videoinstalações. A partir de 2000, se dedicou ao live images, termo por ele cunhado para designar a manipulação de imagens e sons em tempo real, à criação de projetos audiovisuais imersivos e ao desenvolvimento de conteúdo e ambientes específicos para novas mídias.
Christine Mello
Crítica, curadora e pesquisadora de arte, é pós-doutoranda pela ECA-USP e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Professora do Mestrado em Artes Visuais da Faculdade Santa Marcelina e da FAAP-Artes Plásticas, coordena o grupo de pesquisa arte&meios tecnológicos (CNPq/Fasm). Membro do Conselho da Associação Cultural Videobrasil, integra o corpo curatorial do Rumos Itaú Cultural Artes Visuais 2008-2009, é autora do livro Extremidades do vídeo (Editora Senac, 2008, no prelo).
Vinicius Pereira
Doutor em Comunicação e Cultura, professor dos cursos de design e comunicação da ESPM, professor da Faculdade de Comunicação Social e do Programa de Pós Graduação em Comunicação da UERJ, onde coordena a linha de pesquisa "Tecnologias da Comunicação e Cultura". É pesquisador do CAEPM e pesquisador associado do McLuhan Program in Culture and Technology, da Universidade de Toronto, Canadá. Suas pesquisas exploram práticas de comunicação e de entretenimento contemporâneas, investigando os efeitos das novas tecnologias midiáticas sobre os modos de perceber e de conhecer.
Bruno Viana
É formado em cinema pela UFF e tem um master em artes digitais pelo ITP-NYU. Em 2006, lançou seu primeiro longa, "Cafuné". Está preparando um longa editado ao vivo, "Ressaca", que será filmado no Rio esse ano e que usa uma interface desenvolvida especialmente para o projeto. Tem trabalhos em mídias digitais como "Palm Poetry", em poesia interativa para PDA's e "Invisíveis", de realidade aumentada para celulares, apresentado ano passado no festival arte.mov.
MESA 2:
MEDIADOR: Luiz Duva
Convidados: Patrícia Moran, Kátia Maciel e Paola Leblanc.
Patrícia Moran
Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, é professora da ECA-USP. Na direção e criação, realiza pesquisa de linguagem em diversos meios expressivos audiovisuais, explorando as possibilidades de jogos entre gêneros. O seu último trabalho é o filme de longa-metragem Ponto Org rodado em fevereiro/março de 2008. Como sugere o título o trabalho, é um jogo com a liberdade de grupos informais consolidada pela internet. Desenvolve há alguns anos o projeto de pesquisa intitulado A metáfora dos sentidos, sobre a poética de projeções em tempo real no geral e dos VJs em particular.
Kátia Maciel
Artista, pesquisadora e professora da Escola de Comunicação da UFRJ, onde coordena o Núcleo de Tecnologia da Imagem. Em 2001, realizou o pós-doutorado em artes interativas na Universidade de Walles, na Inglaterra. Entre os livros publicados, destacamos Transcinema (contracapa 2008), Redes sensoriais (em parceria com André Parente, contracapa 2003) e O pensamento de cinema no Brasil (2000).
Realiza filmes, vídeos e instalações e participou de exposições no Brasil, na França, na Inglaterra, no México, na Alemanha e na China.
Paola Leblanc
Cineasta. Atualmente leciona Direção de Audiovisual na Escola de Comunicação da UFRJ, onde cursa o mestrado em Tecnologia da Comunicação e Estética. Foi premiada pelo programa Transmídia do Instituto Itaú Cultural de São Paulo em 2002, com o projeto de instalação "Sorria, você está sendo filmado". Em 2006 desenvolveu a vídeo-instalação cenográfica "GH através do Espelho", no Instituto Oi Futuro no Rio de Janeiro.
LIVE CINEMA - Mostra Nacional de Live Cinema
Caixa Cultural / Cinema 2
De 12 a 24 de agosto
Ingresso R$4,00 / estudantes R$2,00 / estudantes da rede pública grátis / passaporte com direito à 8 sessões R$10,00
www.livecinemabrasil.com.br
2 comentários:
nossaaa mto interessante!
irei com toda certeza!!
Valeu Dolfo, um forte abraço
Sandra Camillo
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