Em entrevista, o Diretor Geral da IWEX, Wander Sinigaglia aborda
as questões de atualidade, tanto do setor do qual a sua empresa é especializada
como do segmento do Transporte de Carga em geral.
P - As operações com produtos químicos respondem por que percentual do
faturamento da empresa?IWEX: As operações com produtos químicos respondem por cerca de 68% do faturamento anual da IWEX. P - Como o mercado de produtos químicos vem se comportando desde 2013, para a IWEX? Este ano de 2014 será de crescimento? IWEX: O mercado tem oscilado bastante, principalmente na indústria química de base onde as matérias primas são parte da cadeia produtivas de outros bens de produção. Já no segmento da química fina, o mercado se manteve estável. P - Quais são os tipos de produtos químicos que a empresa transporta? IWEX: Transportamos matérias primas de uso primário na transformação de outros produtos químicos para as indústrias de tintas, química fina para áreas de higiene, cosmética, saúde, limpeza, alimentação e agricultura. P - Como você avalia a atual condição logística do país para a movimentação desses produtos? IWEX: Estamos potencialmente expostos aos riscos ambientais e falta de segurança decorrente da péssima infraestrutura viária no Brasil, além de uma complexidade da legislação que dificulta a operação em determinados Estados e Municípios. Paralelamente, sofremos também com uma concorrência não especializada que migra para nosso mercado, trazendo como referência, preços de outros mercados mais comoditizados, e que por desconhecerem a complexidade e os riscos envolvidos, rapidamente deixam de atuar nele, assim que se consumam prejuízos com os riscos que nós especialistas conhecemos bem. P - Quanto representam os custos com a segurança e com as licenças necessárias para o transporte deste tipo de carga? IWEX: Anualmente consumimos cerca de 10% de nossa receita líquida para mantermos nosso sistema de Gestão de Segurança e Qualidade - SASSMAQ, que envolve treinamento e capacitação das equipes, plano de emergência e toda documentação e licenças inerentes ao setor P - As exigências impostas pelos embarcadores, para realizar o transporte, têm aumentado? IWEX: sim, especialmente quanto à segurança (frota e capacitação das equipes), informação, performance operacional, e atendimento à legislação, de forma a minimizar possíveis impactos quanto à responsabilidade solidária do embarcador. P - As demandas de produtos importados (via porto) crescem mais que as de produtos nacionais? IWEX: Não necessariamente, essa lógica vai depender muito de como o mercado se comporta e a indústria define a estratégia em razão dos custos entre a produção local e o importado. Alguns produtos de alta tecnologia são fabricados globalmente em fábricas na Ásia, e nem sempre tem muita escala de produção. Já as comoditties, essas sim continuam ocupando boa parte da estrutura portuária disponível no mercado. P - Qual é a frota de caminhões da IWEX e idade média dos veículos. IWEX: Na frota própria, contamos com 18 veículos com idade média de 3 anos e na frota agregada outros 18 com idade média de 6 anos. P - Que tipo de cuidado imprescindível a empresa tem nas operações de transporte (com mão de obra ou com equipamento)? IWEX: Sem dúvida é com a mão de obra, e elevar o padrão de consciência, responsabilidade e comprometimento da equipe requer tempo. Por isso, investimos na formação da equipe e na remuneração acima do mercado para mantermos uma equipe altamente qualificada e capacitada. P - Tempo de mercado e regiões de atuação. IWEX: A IWEX atua há mais de 40 anos de mercado e atuamos no segmento do transporte rodoviário de produtos químicos embalados, atendendo cargas lotações para os principais polos do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, e carga fracionada no Estado de São Paulo. P - Poderia deixar-nos algumas reflexões ao modo de conclusão desta entrevista? |
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