O arquiteto
Jaime Lerner, ao participar de um dos eventos sobre Plano Diretor, promovido
pela União de Vereadores do Estado de São Paulo, enfatizou que “para mudar as
cidades é preciso mudar a cabeça das pessoas”. Essa frase, dentro do contexto
do desenvolvimento sustentável, que foi sua palestra, torna-se um recado para
novas atitudes que podem ser implementadas no município, na busca pela
sustentabilidade.
Nesse quadro, o
turismo é um dos principais vetores. Ele mudou e hoje é produto de inclusão social,
com ênfase na empregabilidade.
Extremamente
oportuna, sem dúvida, a proposta do governador Geraldo Alckmin, ouvido o movimento municipalista e o anseio do
ex-secretário Marcio França, de criar uma faixa que pode atingir 335
municípios, chamada de “municípios de interesse turístico”. Serão incorporados
à Lei das Estâncias, hoje com 67 municípios capacitados a receber recursos do
Departamento de Apoio às Estâncias.
Com a nova lei
em gestação, começa uma grande disputa. De permanência ou não na Lei das
Estâncias, analisada em cima de pontos a exemplo do Município Verde Azul.
Hoje, temos
claro que as cabeças das pessoas, representadas pela sociedade civil organizada
e pela classe política nos municípios, está voltada para esse eixo de
crescimento. Prova disso é o número de prefeitos, vereadores, secretários
municipais que estão interessados nos critérios de planejamento turístico para
credenciarem suas comunidades nesse novo contexto legal.
Nunca é demais
lembrar que o turismo é uma atividade econômica estratégica pela sua
incomparável capacidade absorvedora de mão-de-obra, notadamente agora às portas
da Copa do Mundo.
O clima de otimismo reina entre
as empresas do setor, conforme dados segundo os quais no primeiro trimestre de
2012 os bancos oficiais concederem linhas de créditos aos empresários do setor,
da ordem de R$ 2,02 bilhões, 13,3% a mais do mesmo período do ano passado.
Todavia, se é
verdade que o turismo envolve crescimento acentuado nos meios sociais,
culturais, históricos e geográficos, é também uma área sensível, onde as ações
podem ou não ser benéficas.
A realização do “1º
Encontro Estadual de Municípios de Interesse Turístico”, em Barra Bonita,
nesses dias 28 e 29 de junho é um inicio do caminhar necessário para que o
município comece a pensar no turismo como uma de suas prioridades dentro das
políticas públicas.
Com o apoio do
Governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria de Turismo e da Agência
de Fomento Paulista, da Secretaria da Fazenda, o seminário é gratuito, oferece
certificados e pode aquilatar qual o grau de interesse dos municípios em
fazerem parte desse histórico momento paulista.
Sebastião Misiara
Presidente
da Uvesp
Diretor da
Associação Paulista de Municípios
Vice-presidente
da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil Conselheiro do
CIEE – Centro de Integração Empresa Escola.
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