Com o déficit crescente da previdência pública, a expectativa de se aposentar com um bom salário é cada vez menor para a maioria dos empregados do setor privado, que terão seus vencimentos limitados ao teto de contribuição de R$ 3.600,00, independente do salário que receberam ao longo da carreira. Por isso, a opção por uma previdência privada vem se tornando a salvação para muitos daqueles que querem preservar o poder aquisitivo após a aposentadoria. No entanto, contratar um plano de previdência privada muito tarde, pode significar um custo alto e uma baixa complementação salarial.
Segundo Marcelo Maron, Diretor Executivo do Grupo PAR e consultor em finanças pessoais, as pessoas precisam ter consciência de que, quanto mais cedo começarem a contribuir com uma previdência privada, menos terão que pagar:
“É claro que, em se tratando de valores, o dinamismo da vida em muito influenciará na forma, na frequência e nosvalores de contribuições para o seu plano, ao longo de tantos anos. Mas, apenas para se ter uma ideia, tomemoscomo exemplo duas pessoas que queiram se aposentar aos 65 anos de idade e desejam receber uma pensão de R$5 mil reais por mês em caráter vitalício. A diferença entre tais pessoas é que uma tem 20 anos de idade e a outra 35anos. Em função desta diferença de 15 anos para o início das contribuições, isto resultará em uma contribuiçãomensal de R$ 255 reais para a que tem 20 anos e de R$ 869 reais para a que tem 35 anos. Veja a gigantescadiferença entre começar cedo ou mais tarde. Além disso, a pessoa que começou com 20 anos deverá crescerprofissionalmente e a tal contribuição de R$ 255 reais representará quase nada de seu salário futuro, enquanto queaquela que começou com 35 anos precisará separar uma bela parte de seus ganhos para garantir a renda almejada”, assinala Maron.
Outro problema para quem ganha acima do salário mínimo, explica o consultor, está no fato de que os reajustes das aposentadorias definidos pelo Governo Federal têm ficado abaixo daqueles praticados para quem ganha o salário mínimo:
“Isto faz com que, ao longo dos anos, a pensão recebida represente um número cada vez menor de saláriosmínimos. Em cerca de 20 anos de aposentadoria é muito provável que uma pessoa que tenha se aposentado comquatro salários mínimos esteja recebendo apenas um, o que justifica ainda mais a necessidade de uma complementação”, alerta Maron.
Em termos probabilísticos, a velhice é a fase da vida em que mais se precisa de recursos. Apesar de alguns gastosdiminuírem sensivelmente, tais como roupas, longas viagens, carros e outros luxos muito valorizados na juventude, éna fase final da vida que existe a possibilidade de maiores despesas com médicos, remédios, planos de saúde e atéacompanhantes. Para Maron, a única saída para a classe média, que não trabalha no funcionalismo público ou emempresa pública, é contribuir para um plano de previdência privada:
“No Brasil de hoje há instituições com bastante credibilidade para que você entregue seus recursos ao longo da vida,visando um complemento significativo da parca aposentadoria do INSS, além de benefícios fiscais, que diminuem ovalor do imposto de renda anual. Há diversas modalidades de planos, para todos os gostos, perfis e necessidades.Para tanto, basta informar-se com alguém que possa ajudá-lo a tomar a decisão mais correta e adequada”, orienta Maron.
Mas, e sobre quando começar a contribuir? Maron é enfático: “Hoje!”
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