Na última semana, a equipe defarmacêuticos liderada pelo pesquisador brasileiro Luiz Pianowski, dolaboratório Kyolab, obteve resultados promissores em mais uma etapa dos testespara desenvolvimento de fitomedicamento para combate ao vírus HIV, e osprofissionais envolvidos anunciam que já deram sequência nos estudos.
Os testes realizados na semanapassada em Bourdeax, na França, foram feitos em peixes (zebrafish), paraverificação dos índices de toxicidade do princípio ativo em análise. Como eraesperado, a dosagem eficaz é beminferior à dosagem tóxica, permitindo avenço da pesquisa. A partir do mês demarço tem início a fase de testes em macacos, uma das últimas fases antes doteste em humanos.
Pianowskiexplica que sua equipe testa os efeitos de um fitofármaco (substância ativaisolada de plantas) inédito nas células que contém vírus HIV latentes, maiordesafio atual da medicina no combate à doença. “Consideramos que apersistência de células infectadas de forma latente é a principal barreira àcura da infecção pelo HIV – hoje, consegue-se combater os vírus quando elessaem da célula infectada por multipicação, mas não os que continuam dentro daslatentes (como parte integrante do cromossomo), ou seja, sempre permanece noorganismo uma espécie de ‘reservatório’ do vírus nas células latentes, o quegarante que a doença continue existindo naquele organismo.A expectativa é que o AM12, como chamamos nosso ativo, consiga agirexatamente nessas células latentes”, aponta.
A proposta, segundo ele, é ativaro vírus latente apenas o suficiente para que seja possível destruí-lo (shock and kill). Nas duas primeirasfases da pesquisa, a equipe obteve sucesso em reativar os vírus latentes deHIV-1 em diferentes concentrações, sem apresentar fatores de citotoxicidade.
A etapa que tem início agorapassa dos testes in vitro para in vivo, primeiramente em modelos animais (infectados por SIV).
“Nosso objetivo final é chegar auma molécula que ative os reservatórios latentes do HIV, que em conjunto com aterapia antiviral posa levar à extinção de todo reservatório capaz de replicare re-infectar o indivíduo. Esse feito pode levar o paciente HIV positivo a parar a medicação e ficar com sistema imuneem boas condições ou, no melhor dos cenário , não necessitar mais de terapiaantiviral”, complementa Pianowski, explicando que “ainda há muito a ser feito,mas estamos trilhando um caminho de sucesso”.
A infecção pelo vírus HIV no Brasil - A epidemia de infecção peloHIV é claramente definida como um problema médico e de saúde pública. Alémdisso, a epidemia de AIDS caracteriza-se por um problema sócio-econômico,principalmente para os países em desenvolvimento, uma vez que a populaçãoeconomicamente ativa é a mais acometida. Dentre os países da América Latina, oBrasil abrange cerca de 1/3 dos portadores do HIV, devido a sua larga extensãoterritorial. Nesses quase 30 anos de pandemia, mais de 20 milhões de indivíduosmorreram em todo o mundo por causas associadas à AIDS e, no ano de 2008, maisde 33 milhões de pessoas encontravam-se infectadas pelo HIV.
Sobre a Kyolab
A Kyolab(outrora Pianowski & Pianowski Ltda.) é uma empresa de pesquisa edesenvolvimento de produtos farmacêuticos e cosméticos, com expertise emfitomedicamentos. Produz e padroniza extratos vegetais, isola e identificasubstâncias ativas. O Kyolab possui mais de 25 patentes de podutos que estão nomercado, como: Acheflan, Giamebil, Prostokos , Sintocalmy, Imunoglucan ,Kronel etc, etc. A Pianowski &Pianowski e a Kyolab somam nove anos de atuação no mercado.
Sobre Fitomedicamentos
Os fitomedicamentos são medicamentos de origemvegetal elaborados com extratos padronizados. Ao contrário das preparaçõestradicionais como chás e garrafadas, o fitomedicamento é elaborado por umcomplexo processo químico que visa concentrar os princípios ativos da planta emum extrato. A padronização química (ou estandardização) garante o teor deprincípios ativos para obtenção de uma atividade farmacológica.
É importante ressaltar que a padronização doextrato requer tecnologia analítica de ponta. O processo deve garantir que emcada comprimido ou cápsula contenha o mesmo perfil químico, o mesmo teor de princípiosativos. Desta forma pode-se garantir que o fitomedicamento obedeça aos mesmostrês critérios que caracterizam um medicamento sintético: eficácia, qualidade esegurança, critérios essenciais para a obtenção do registro junto ao órgãoregulatório competente (ANVISA, FDA, EMEA).
40% dos produtos para o combate ao câncer queestão no mercado têm origem em compostos isolados retirados de plantas, entreeles Taxol, Vincristina e Vinblastina. Buscar isolar um elemento obtido atravésde uma planta é uma prática não apenas da Kyolab, mas de outras empresas elaboratórios mundiais de pesquisa.
O Tamiflu, por exemplo, eficaz para a GripeHN1, vem do anis estrelado. Produtos para dor como a codeína vem da papoula.Alguns produtos para o coração e até a aspirina também podem ser mencionados naextensa lista de produtos extraídos de plantas.
Pauta
Carla Manga
Colaborador de pautas
Larissa Yamatogue
Marketing e Publicidade
Carol Queiroz
Editor Chefe
Sandra Camillo
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