No mês de homenagem ao Dia Internacional da Síndrome de Down, mais uma esperança evolui nos tratamentos que objetivam desenvolver de maneira ainda mais independente os portadores da doença. O método Cuevas Medek Exercise (CME) é um avanço da fisioterapia pediátrica e permite que essas crianças fiquem sentadas, andem e se equilibrem com mais facilidade, as tornando livres, cada vez mais cedo.
O que não faltam por aí são projetos que trabalham a inclusão social dos portadores da Síndrome de Down. Mas para que eles possam realmente ser inclusos na vida social, a reabilitação dos movimentos físicos é fundamental. O método Cuevas Medek Exercise (CME) surge como uma nova esperança para esses casos. “O tratamento fisioterapêutico para crianças que possuem atrasos no desenvolvimento motor é capaz de trazer importantes movimentos como segurar o pescoço, rolar, sentar, arrastar, engatinhar, ficar em pé, andar e correr”, explica Fernanda Davi, fisioterapeuta pediátrica especialista no desenvolvimento do CME.
Em poucas sessões as crianças já começam a dar sinais de que o tratamento surte efeito rápido. “Primeiro eu gero o desequilíbrio para que elas mesmas consigam desenvolver o equilíbrio do próprio corpo. Com apenas algumas caixas e pedaços de madeira, eu monto um cenário no qual as crianças brincam ao mesmo tempo em que vão se desenvolvendo, e elas se animam com cada passo alcançado”, fala Fernanda.
No Brasil, estima-se que os portadores de Down já devem passar dos 20 milhões. Por ano cerca de 8 mil bebês nascem com a síndrome e segundo o ginecologista Dr José Bento de Souza, o método CME pode começar a ser feito logo após o parto. “Quanto mais cedo começar o tratamento, maiores serão as chances de evolução dessas crianças para que possam ser independentes na vida adulta”, diz. Hoje já é possível detectar a doença durante a gestação e se preparar para tratar antes mesmo do bebê nascer. Além disso, conseguimos prevenir doenças hereditárias com a fertilização. “Os casais conseguem descobrir se o embrião possui anomalias genéticas por meio de exames pré implantacionais. O DPI - Diagnóstico Pré Implantacional - é a técnica utilizada em tratamentos de fertilidade capaz de detectar mais de 600 doenças hereditárias e ainda possibilita a verificação de alterações genéticas e torna possível a escolha dos melhores embriões para o desenvolvimento normal, seguro e saudável”, orienta o médico.
O exame consiste na retirada de uma célula do embrião no terceiro dia de desenvolvimento em laboratório que é submetida a análise de ser implantado no útero da mãe. O especialista em reprodução assistida explica que o procedimento não afeta o futuro bebê e ainda garante o resultado em poucas horas.
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