15 de mar. de 2012

Março é o mês da Síndrome de Down - mais um forte aliado: método Cuevas Exercise


No mês de homenagem ao Dia Internacional da Síndrome de Down, mais uma esperança evolui nos tratamentos que objetivam desenvolver de maneira ainda mais independente os portadores da doença. O método Cuevas Medek Exercise (CME) é um avanço da fisioterapia pediátrica e permite que essas crianças fiquem sentadas, andem e se equilibrem com mais facilidade, as tornando livres, cada vez mais cedo.
 
O que não faltam por aí são projetos que trabalham a inclusão social dos portadores da Síndrome de Down. Mas para que eles possam realmente ser inclusos na vida social, a reabilitação dos movimentos físicos é fundamental. O método Cuevas Medek Exercise (CME) surge como uma nova esperança para esses casos. “O tratamento fisioterapêutico para crianças que possuem atrasos no desenvolvimento motor é capaz de trazer importantes movimentos como segurar o pescoço, rolar, sentar, arrastar, engatinhar, ficar em pé, andar e correr”, explica Fernanda Davi, fisioterapeuta pediátrica especialista no desenvolvimento do CME.
 
Em poucas sessões as crianças já começam a dar sinais de que o tratamento surte efeito rápido. “Primeiro eu gero o desequilíbrio para que elas mesmas consigam desenvolver o equilíbrio do próprio corpo. Com apenas algumas caixas e pedaços de madeira, eu monto um cenário no qual as crianças brincam ao mesmo tempo em que vão se desenvolvendo, e elas se animam com cada passo alcançado”, fala Fernanda.
 
No Brasil, estima-se que os portadores de Down já devem passar dos 20 milhões. Por ano cerca de 8 mil bebês nascem com a síndrome e segundo o ginecologista Dr José Bento de Souza, o método CME pode começar a ser feito logo após o parto. “Quanto mais cedo começar o tratamento, maiores serão as chances de evolução dessas crianças para que possam ser independentes na vida adulta”, diz. Hoje já é possível detectar a doença durante a gestação e se preparar para tratar antes mesmo do bebê nascer. Além disso, conseguimos prevenir doenças hereditárias com a fertilização. “Os casais conseguem descobrir se o embrião possui anomalias genéticas por meio de exames pré implantacionais. O DPI - Diagnóstico Pré Implantacional - é a técnica utilizada em tratamentos de fertilidade capaz de detectar mais de 600 doenças hereditárias e ainda possibilita a verificação de alterações genéticas e torna possível a escolha dos melhores embriões para o desenvolvimento normal, seguro e saudável”, orienta o médico.
 
O exame consiste na retirada de uma célula do embrião no terceiro dia de desenvolvimento em laboratório que é submetida a análise de ser implantado no útero da mãe. O especialista em reprodução assistida explica que o procedimento não afeta o futuro bebê e ainda garante o resultado em poucas horas.
 

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