19 de mar. de 2012

Festa Internacional da Francofonia chega ao SESC Pompeia para promover atividades artísticas e culturais



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Nos dias 22 e 23 de março o SESC Pompeia receberá quatro atrações francesas em dois dias de shows na ChoperiaBaloji, William Baldé, Mônica Freire e Pape Fall & L´African Salsafarão parte de toda a programação promovida pela Organização Internacional da Francofonia no Brasil. Os shows acontecem às 21h30.

Em parceria com os diversos consulados e instituições culturais dos países de língua francesa, aFesta Internacional da Francofonia tem por objetivos divulgar por meio de atividades artísticas e culturais, valores como a liberdade, a solidariedade, a democracia, os direitos individuais e a diversidade cultural. O evento ainda conta, no dia 22, com um debate sobre as relações entre música e identidade cultural nas Oficinas de Criatividade, das 15h às 17h.

Sobre as atrações:

O rapper congolês Baloji e William Baldé, nascido na Guiné são as atrações do primeiro dia do festival. Baloji, cujo nome significa “bruxo” em swahili, achou na música a forma de exprimir as questões e os desafios que sacodem o continente africano desde o começo do século XXI.Utilizando um afrobeat futurista mesclado com um hip hop introspectivo seu primeiro álbum Hotel Impala (2007) já expressava esta busca existencial. Com Kinshasa Succursal, lançado em 2011, o MC de 34 anos cria um gênero pós hip-hop africano híbrido que balança entre as bases rítmicas da música tradicional congolesa, a sensualidade do soul e os arranjos do pop.

De pai fula (nômade da África do oeste) e mãe de origem etíope, Mohamed Guy William Baldédeixou seu país natal para encontrar seu pai no Senegal, onde viveu o início da sua adolescência. William logo começa a pronunciar seu gosto pela música deixando de ir às aulas para tocar com seus amigos. Da união com Gil Gimenez nasce o grupo BALDÉ, com William no canto, Gil Gimenez na guitarra e bateria, Philippe Desbois na guitarra e Ilan Abou no contrabaixo. O grupo decola em 2007 e em 2008 segue o artista Christophe Maé em turnê fazendo a abertura de mais de 50 shows. Paralelamente, ele gravou seu primeiro álbum En Corps Etranger em junho de 2008. Após o grande sucesso de seu disco solo, lança, em 2010 On s’était dit...criando e cravando um novo estilo musical que ele denomina afro-rock-reggae, com uma voz quente e músicas alegres.

O segundo dia conta com a presença da brasileira, radicada no Canadá Mônica Freire e o músico senegalês Pape Fall e seu grupo L´African Salsa. Mônica Freire é uma artista cosmopolita, que conjuga de forma original rítmos do repertório da música brasileira popular, música eletrônica e poesia. Parceira de nomes como Arnaldo Antunes, Liminha, Rodrigo Maranhão, Álvaro Faleiros, Alice Ruiz, Dulce Quental, etc, seu nome não circula tanto no Brasil por ter construído uma carreira internacional. Em 1996, lança seu primeiro disco solo Monica no Japão, que logo se tornou o mais vendido na seção “world music” daquele país. Diante do sucesso gravou, em 1997, um segundo disco ainda em terras nipônicas, Monica II. Desde então sua carreira solo ganhou a América do Norte, gravando mais dois discos autorais: Bahiatrônica em 2005 e Na laje, em 2008, este produzido por Liminha. De volta ao Brasil em 2011, Mônica trabalha nas novas composições para a gravação do próximo Cd, que contará com diversas músicas em francês.

Nascido em Rufisque, metrópole cultural a 25 km de Dakar, Pape Fall frequentou várias orquestras, e em 1995, criou o próprio grupo denominado L’African Salsa, da qual se manteve constante na paisagem musical da salsa no Senegal e no mundo. Já gravou quatro álbuns, dois cds. Lutando contra a Aids, Pape Fall é presidente da Associação dos Músicos (AMS) de Rufisque e está a frente da luta contra a pirataria em seu país. Ele tem na sua discografia parcerias com Nicolas Menheim, Papaito, Manguito e Delvis El Salséro.


Confira a programação completa:

Baloji e William Baldé
Dia 22 de março, quinta, às 21h30 na ChoperiaMúsico congolês radicado na Bélgica, Baloji divulga repertório de seu último álbum, Kinshasa Succursale, lançado em 2010. Neste trabalho, Baloji recorre a rappers, corais, músicos tocadores de balafon e outros instrumentos tradicionais, passando da tradicional rumba congolesa até o afro-funk nigeriano. Cantor e compositor nascido na Guiné, William Baldé fez parte do grupo Yuba nos anos 90, com o qual lançou o primeiro disco ‘Everybody Nyani’. O grupo ganhou reconhecimento ao abrir shows de artistas como Jamiroquai, Diana King e The Eagles. Em 2008, Baldé passou a trabalhar com o artista Christophe Maé e, paralelamente, começou a desenvolver sua carreira solo, gravando o álbum ‘Em Corps Etranger’. O artista define seu estilo musical como ‘afro-rock-reggae. A Choperia é classificada como casa noturna em função da venda de bebidas alcoólicas.
Proibido para menores de 18 anos
R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
* Informamos o cancelamento da participação de Tiken Jah Fakoly, no dia 22 de março, por motivos de ordem pessoal.


Mônica Freire e Pape Fall & L´African Salsa
Dia 23 de março, sexta, às 21h30 na ChoperiaParceira de nomes como Arnaldo Antunes, Liminha, Rodrigo Maranhão, Alice Ruiz, entre outros, Mônica Freire construiu sua carreira primeiramente na Bahia, seguindo para Europa e Québec (Canadá), onde esteve radicada por muitos anos. A cantora explora o universo da canção, utilizando-se do uso de timbres eletrônicos e de percussões sofisticadas, como as de Marcos Suzano. De volta ao Brasil desde o ano passado, Mônica prepara seu próximo CD, que contará com diversas músicas em francês, repertório que deverá estar presente nesta apresentação. Na mesma noite, apresenta-se o músico senegalês Pape Fall e seu grupo L´African Salsa, com quem gravou quatro álbuns. Engajado em temas como sociedade, educação, solidariedade e civilidade, o músico mistura a salsa com sonoridades africanas utilizando instrumentos como sabar e o djembé. A Choperia está classificada como casa noturna em função da venda de bebidas alcoólicas.
Proibido para menores de 18 anos
R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).

Música em língua francesa e questões de identidade
Dia 22 de março, quinta, das 15h às 17h na Sala 1 das Oficinas de Criatividade Debate sobre as relações entre música e identidade cultural num panorama marcado pela globalização, tendo como contexto a língua francesa. Por um lado, a intensa circulação de informações põe em xeque as fronteiras culturais e os universos de referência identitária; por outro, deslocamentos humanos crescem numa proporção inédita, transportando consigo territorialidades não mais atreladas a espaços físicos precisos. A música em língua francesa pode ser pensada como um elemento fértil para a discussão dessa rede de intercâmbios. Debatedores: Baloji (músico/Congo), Pap Ndiaye (historiador/ França, Senegal) e Carlinhos Antunes (músico/Brasil).
60 vagas. Grátis. Retirada de ingressos a partir de 1 hora antes. 
 
SERVIÇO:
SESC Pompeia apresenta a Festa Internacional da Francofonia
Local: Choperia.
Classificação indicativa: Proibido para menores de 18 anos
Lotação: 800 pessoas
Ingressos: de R$ 5,00 a R$ 20,00
SESC Pompeia – Rua Clélia, 93
Telefone para informações:             (11) 3871-7700      

Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações ligue 0800-118220 ou acesse o portal www.sescsp.org.br.

Horário de funcionamento da Bilheteria – De terça a sábado das 9 às 21 horas e domingos e feriados das 9 às 19 horas (ingressos à venda em todas as unidades doSESC).

Formas de pagamento - Cheque, cartões de crédito (Visa, Mastercard e Diners Club International) e débito (Visa Electron, Mastercard Electronic, Maestro e Redeshop). R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).



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