5 de mar. de 2012

FELIPE CORDEIRO LANÇA DISCO “KITSCH POP CULT” EM SHOW NO SESC VILA MARIANA


Um dos princiais expoentes da nova geração da cena do Pará, compositor e multiinstrumentista de Belém estreia como intérprete em álbum autoral, produzido por André Abujamra, com sonoridade que une ritmos amazônicos comolambada, carimbó, guitarrada e tecnomelody e revisita a vanguarda paulista e a ironia do brega
Show de lançamento conta com participação especial de André Abujamra e será realizado dia 15 de março no Teatro da Unidade

Um dos destaques da cena musical atual do Pará, o compositor e multiinstrumentista Felipe Cordeiro estreia como intérprete e lança seu segundo disco, “Kitsch Pop Cult”, em show no Teatro do SESC Vila Mariana, no dia 15 de março, quinta-feira, às 21h. Com produção de André Abujamra, que também participa do show de lançamento em São Paulo, o álbum tem co-produção de Cordeiro e de seu pai, o guitarrista e produtor musical Manoel Cordeiro, de quem Felipe diz ter herdado o gosto radical pela diversidade. Responsável pela sonoridade de nomes como Alípio Martins, Beto Barbosa e banda Warilou, Seu Manoel é um dos paraenses pioneiros na producão da lambada. No palco, Cordeiro (guitarra e voz) comanda show vibrante acompanhado por banda formada por Manoel Cordeiro (guitarra e teclado), Márcio Teixeira(bateria), Klaus (baixo) e Javier Ibanez (percussão) e pelas coloridas backing vocals Mê e Marisa Brito. A direção artística do show é de Carlos Eduardo Miranda e a direção musical de Felipe Cordeiro.
Em “Kitsch Pop Cult” tudo foi pensado minuciosamente por Cordeiro, que aos 11 anos estudou piano, teoria musical e bandolim na Escola de Música daUniversidade Federal do Pará (EMUFPA) e, mais tarde, cursou a faculdade de Filosofia da mesma universidade. Os talentos de Cordeiro como compositor, que começaram a se manifestar na adolescência, renderam um primeiro disco, “Banquete” (2008), influenciado pela chamada MPB tradicional e todo entoado por intérpretes convidados, além de uma série de prêmios em festivais de música. Foi o contato do paraense com o teatro que despertou o desejo de assumir a voz de suas canções e inaugurou uma nova etapa criativa, baseada em reflexões sobre a música brasileira. A sonoridade de Cordeiro ganhou uma assinatura muito específica, marcada pela união, talvez improvável, da tradição musical paraense e seu carimbó/lambada de Pinduca e Alípio Martins e o atualíssimo eletromelody das aparelhagens de Belém com referências da vanguarda paulista de Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção eLuiz Tatit. Surgem então canções altamente inventivas e contagiantes empenhadas em relativizar noções como as de “alta cultura” e “cultura pop”, devidamente adornadas por conversas com backing vocals e entonações teatrais do cantor.
Com nove faixas autorais, “Kitsch Pop Cult” traz uma releitura da instrumental “Fim De Festa”, de Manoel Cordeiro, que também assina duas parcerias do álbum, “Lambada Com Farinha” (outra faixa instrumental) e “Conversa Fora”, que ainda conta com Adelaide Texeira. As outras duas parcerias do disco, “Café Pequeno” e “Dias Quentes”, ficam a cargo do poeta paraense Dand M. Gravado no estúdio Apce Music Editon, em Belém do Pará, e mixado no Omin Stúdios (Curitiba) e masterizado no Magic Master (RJ) o álbum conta com o apoio do programa Conexão Vivo e é lançado pelo selo Ná Music. 
Música que inaugura o disco, “Legal e Ilegal” mistura carimbó e cúmbia, com sopros que remetem à sonoridade contemporânea dos Balkans, em ritmo dançante e irresistível, para discorrer sobre as relações entre gêneros musicais e aditivos químicos. A letra é inspirada em uma entrevista em que João Gordo fala sobre o uso de drogas no mundo da música “Aguardente no bom samba canção / Uisquinho da bossa nova/ Caspa do diabo rock’n’roll/ Erva do amor no reggae night”.
Samples de cordas constroem o suntuoso arranjo que abre a instrumental “Lambada com Farinha”, composição de pai e filho, que depois da introdução dramática pega fogo com dupla de guitarras frenéticas e bateria. Uma ode à guitarrada que inova ao equalizar os volumes de guitarra base e guitarra solo com ausência de percussão. Atitude rock n` roll em ritmo de merengue. A outra faixa instrumental do disco, “Fim De Festa”, é uma homenagem de Cordeiro à música do pai composta em 1986. A faixa, uma das duas únicas que não contam com os timbres de Seu Manoel no disco, é uma versão eletromelody da belíssima música que conta aqui com programação eletrônica do também paraense DJ Waldo Squash (Gang do Eletro).
Ilustrando bem a idéia de que vários processos de cópia resultam em algo original, surge “Fanzine Kitsch”, faixa inspirada nos vocais e letras irônicas de Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção. A contemporaneidade fica a cargo de programação eletrônica de eletromelody, violão vibrante e letra sagaz que rima Nietzsche com kitsch. “Menina de Belém com sapatilhas de cinema folheando um livro de bolso do Nietzsche, num sebo no centro da cidade, aí eu disse: Você não era kiscth?” e conclui “A felicidade é uma maneira bem sofisticada de ser distraído!”. A estética do referido underground paulista também está presente em “Café Pequeno”, canção que retoma o canto falado de Luiz Tatit e o brega clássico paraense dos anos 1980, com teclado de Cordeiro e órgão de Abujamra.
O tom irônico e a batida acelerada continuam em “Conversa Fora”, que levanta novamente questões a respeito da felicidade com teclados de Felipe Cordeiro: “Não ponha rancor para dentro, só jogue conversa fora”. Com forte influência da música caribenha, “Fogo da Morena” tem guitarras de Felipe e Manoel Cordeiro. Elementos de música eletrônica, trazidos por André Abujamra, embalam “Embaraço”, que expõe um sujeito em crise de valores: “Não sei se arrumo / Uma certeza de carne e osso / Ou perco o prumo / Na alegria de um embaraço”. Já o lamento latino “Historinha” bebe e chacoalha cumbia e fado português e fecha o disco com solo de guitarra inspirado e emocionante de Manoel Cordeiro, com duração de mais de meio minuto.
Sobre Felipe Cordeiro - Felipe Cordeiro tem 28 anos, cresceu em uma família de músicos e a influência de seu pai, o produtor musical Manoel Cordeiro, foi determinante para suas escolhas e caminhos estéticos. Aos onze anos, estudou piano, teoria musical e bandolim na Escola de Música da Universidade Federal do Pará (EMUFPA). Neste período, participou de diversos grupos de estudantes de música, apresentando-se em concertos (solo e em grupo) em salas de Belém do Pará. Pouco antes de ingressar na faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Pará, curso no qual é graduado em Bacharelado e Licenciatura, assinou suas primeiras composições, influenciadas pela MPB tradicional, em festivais de canção e ganhou diversos prêmios. Voltado até então exclusivamente para a composição, lançou seu primeiro disco, “Banquete”, com intérpretes convidados. O contato com o teatro despertou em Cordeiro o interesse em assumir a voz de suas músicas e a necessidade aguda de experimentar sonoridades que resultaram no disco “Kitsch Pop Cult”. Em 2010, Cordeiro participou dos festivais mais importantes do Norte: Se Rasgum (PA), Quebramar (AP) e Conexão Vivo (PA). O show “Kitsch Pop Cult” também ganhou os palcos do festival pernambucano Rec Beat e do projeto Prata da Casa, do Sesc Pompéia, em São Paulo. A boa safra de apresentações levou “Legal e Ilegal” para as rádios do Pará e Pernambuco e para a coletânea de música brasileira da WOMEX 2010, a maior feira de world music do mundo, realizada anualmente na Europa.

FICHA TÉCNICA  KITSCH POP CULT
PRODUZIDO POR ANDRÉ ABUJAMRA
CO-PRODUZIDO POR FELIPE CORDEIRO E MANOEL CORDEIRO
Produção executiva: Arthur Nogueira e Felipe Cordeiro
Direção artística: Patrick Tor4 e Felipe Cordeiro

Produtor Fonográfico: Ná Figueredo
Pré-produção musical: Arthur Kunz, Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro
A faixa “Fim De Festa” foi produzida por DJ Waldo Squash e Felipe Cordeiro, mixada no Apce Music e por Ulysses Moreira.
Estúdio de gravação (bases e voz): Apce Music Edition (Belém – PA)
Técnico de gravação: Assis Figueiredo, Ulysses Moreira e André Abujamra
Gravações adicionais e mixagem: Omin Stúdios (Curitiba - PR)
Técnico de gravação e mixagem: André Abujamra
Masterização: Magic Master (RJ) por Rivardo Garcia
Design gráfico: Elisa Arruda Kunz
Fotografia: Clarté foto e cinema
Figurino: Jakye Carvalho
www.felipecordeiro.net
1- LEGAL E ILEGAL (Felipe Cordeiro) 
2- LAMBADA COM FARINHA  (Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro)
3- FANZINE KITSCH (Felipe Cordeiro)
4 – CAFÉ PEQUENO (Felipe Cordeiro e Dand M)
5 – CONVERSA FORA (Felipe Cordeiro, Manoel Cordeiro e Adelaide Texeira)
6 – DIAS QUENTES (Felipe Cordeiro e Dand M)
7 – FOGO DA MORENA (Felipe Cordeiro)
8 – FIM DE FESTA (Manoel Cordeiro)
9 – EMBARAÇO (Felipe Cordeiro)
10 – HISTORINHA (Felipe Cordeiro)


Portal Podcultura

Pauta
Carla Manga

Colaborador de pautas
Larissa Yamatogue

Marketing e Publicidade 
Carol Queiroz

Editor Chefe
Sandra Camillo

Nenhum comentário: