Colégio capacita professores para prover projeto pedagógico integrado a computadores, ferramentas digitais e internet
Para diretor, tecnologia traz nova era ao ensino, mas é preciso evitar que a sofisticação desvincule escolas do real propósito da educação moderna: formar cidadãos éticos e empreendedores
São Paulo– Com quase 110 anos de fundação, o tradicional Colégio Elvira Brandão, da Zona Sul, dá agora um novo passo para fortalecer sua reputação entre as referências do ensino privado atuantes na capital. A escola decidiu prover um tablet para cada um de seus alunos do 1º ano do Ensino Médio. Nenhum centavo a mais na mensalidade - ou taxa extra - será transferido aos pais por conta da novidade, que exigiu da direção investimento próximo a R$ 60 mil.
“O uso do equipamento está contemplado no quadro curricular de ensino que passamos a adotar no Ensino Médio, que privilegia uso de diversos recursos tecnológicos em sala de aula”, resume o diretor administrativo e de marketing da instituição, Fernando Caiuby. Bisneto da falecida professora-fundadora da escola, Elvira Brandão, ele explica que os equipamentos serão fornecidos aos alunos através de contratos de comodato. “O estudante que permanecer na escola até o final do curso ficará com o tablet definitivamente”, assinala Caiuby.
De acordo com o diretor pedagógico do colégio, Walter Armellei, o fornecimento dos tablets “é apenas a ponta do iceberg.” “A escola entra de vez na era da educação tecnológica. Evoluímos hoje a um novo estágio de ensino cuja proposta é difundir conhecimento tirando proveito da aptidão das novas gerações no domínio de recursos de ponta”, complementa o diretor.
Armellei revela ainda que o foco da nova proposta pedagógica está direcionado, igualmente, à capacitação de professores. Ele acrescenta que a direção do Elvira Brandão firmou contrato com a empresa multinacional Epict Brasil – European Pedagogical ICT -, tendo em vista o treinamento de seu corpo docente para ministrar conteúdo curricular apoiado em tecnologias que vão da lousa eletrônica até projetores multimídia. Presente em cerca de 80 países, a Epict detém metodologias voltadas à integração da pedagogia aos computadores, à internet e a ferramentas digitais, por exemplo.
Camila Rocha, sócia de Caiuby e presidente do Conselho de Educação do colégio – também bisneta da fundadora Elvira Brandão -, ressalta que, ao privilegiar a ‘educação tecnológica’, a escola antecipa uma tendência, fortalece a competitividade no segmento e reforça sua posição entre as melhores instituições de ensino da cidade de São Paulo.
“No entanto nenhuma escola, por mais avançada que esteja no tocante ao uso de tecnologias, poderá perder de vista a nobre missão que é formar cidadãos éticos e aptos a prosseguir com sucesso nos estudos, no mercado de trabalho e na prática do empreendedorismo”, finaliza a educadora.
Sobre o Colégio Elvira Brandão
O Colégio Elvira Brandão é uma instituição de ensino voltada à construção do conhecimento. A escola persegue a excelência para formar cidadãos éticos e intelectualizados, preparados para o prosseguimento bem sucedido dos estudos, para o mercado de trabalho e o exercício da cidadania.
Uma das mais antigas e tradicionais instituições de ensino da capital, hoje com 750 alunos e 100 professores, o Colégio Elvira Brandão atua em todos os níveis de ensino entre o Berçário e o Ensino Médio. Os atuais mantenedores Camila Rocha e Fernando Caiuby são bisnetos da conhecida professora paulistana, já falecida, que dá nome à escola - na qual estudaram personalidades como Ruy Mesquita, Julio de Mesquita Neto, Antonio Ermírio de Moraes, Dorina Nowill, Eva Wilma, Rubens Barrichello e Guilherme Afif Domingos, entre outras.
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