São Paulo, 21 de março de 2012 – A Casa Ronald McDonald em Charleston, EUA, empregou o cobre antimicrobiano – metal capaz de matar germes, vírus e bactérias quando em contato com superfícies –, nas suas instalações, oferecendo mais proteção à saúde de crianças e famílias que são atendidas pela entidade. Com isso, a instituição se tornou a primeira residência temporária sem fins lucrativos dos EUA a utilizar o cobre antimicrobiano, substituindo superfícies de aço, madeira e plástico por metais baseados em cobre como o latão e o bronze. Corrimões, pias, torneiras, mesas, fechaduras, puxadores de armários e braços de cadeiras receberam o revestimento. A instalação do cobre antimicrobiano começou no terceiro trimestre de 2011.
Administradores da Casa Ronald McDonald, em Charleston, e especialistas do setor do cobre apresentaram o novo visual da residência durante solenidade realizada em fevereiro, com a presença de líderes empresariais e da sociedade civil, hóspedes antigos e atuais da instituição, entre outros. A entidade é a ‘casa temporária’ de famílias e crianças da região Sudeste que estão passando por tratamentos na Universidade Médica da Carolina do Sul (MUSC).
Segundo o diretor-executivo do Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre), Antônio Maschietto Júnior, a utilização do cobre antimicrobiano em entidades e escolas brasileiras seria um fator de proteção a mais para a saúde das crianças que frequentam esses locais. “É um metal que elimina os agentes patológicos da sua superfície, reduzindo as possibilidades de contágio infeccioso e assim prevenindo as doenças. Projetos-piloto de aplicação do cobre em escolas já estão sendo realizados no Chile e no Peru e esperamos que, em breve, o mesmo ocorra no Brasil”, comenta Maschietto.
Em Charleston, a Universidade Médica da Carolina do Sul mediu o gradiente de bactérias presente nas superfícies de contato antes da sua substituição pelo cobre. Posteriormente, irá compará-lo ao gradiente de bactérias encontrado nas novas superfícies revestidas com o cobre. Os resultados serão divulgados no terceiro trimestre de 2012.
Cobre reduz infecções
Em outubro de 2011, resultados de ensaios clínicos revelaram que os pacientes atendidos em Unidades de Terapia Intensiva equipadas com superfícies de cobre apresentaram um volume menor de infecções associadas ao atendimento médico. As superfícies de cobre também apresentaram uma quantidade de bactérias 97% menor quando comparadas a superfícies padronizadas para o atendimento médico e fabricadas com plástico ou aço. Os resultados do ensaio sugerem que, ao reduzir a quantidade de bactérias presente no ambiente em que está o paciente, é possível alcançar uma diminuição sensível do risco de infecção.
“Ao saber das propriedades comprovadas do cobre, queríamos ser a primeira Casa Ronald McDonald a testar essas superfícies. Espero que nossos resultados ajudem a desenvolver uma tendência no setor de saúde pública de utilizar materiais revestidos com cobre antimicrobiano,” disse Barbara Bond, diretora executiva da Casa Ronald McDonald de Charleston.
“Esta aplicação prática do cobre antimicrobiano será um exemplo do ‘mundo real’, ajudando o público a conhecer os benefícios do cobre antimicrobiano para a saúde pública, não somente aplicado a ambientes médicos, mas também em hotéis, restaurantes e outros locais públicos,” disse Dr. Michael Schmidt, professor e vice-reitor do Departamento de Microbiologia e Imunologia da MUSC, e principal pesquisador do ensaio.
No Brasil
No Brasil, o primeiro projeto a utilizar o cobre como agente antimicrobiano foi implementado no estacionamento do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e lançado em dezembro do ano passado. O PROCOBRE – Instituto Brasileiro do Cobre – promoveu a instalação de 100 metros de novos corrimões, guichês e corrimões dos elevadores, que vão facilitar a acessibilidade dos usuários e, ainda, diminuir a possibilidade de contágio infeccioso devido às propriedades antibactericidas do cobre. Cerca de 10 mil pessoas circulam diariamente no estacionamento.
No dia 25 de novembro de 2011, o laboratório BCQ Consultoria, credenciado à ANVISA, coletou cinco amostras nos corrimões e balcões do aeroporto que foram revestidos com o cobre antimicrobiano. Os laudos mostraram que a contagem bacteriana e de bolores e leveduras nestes locais foi residual, com valores abaixo de 10 UFC (Unidades Formadoras de Colônias), comprovando sua eficácia no combate a agentes patológicos.
Para saber mais a respeito das propriedades antimicrobianas do cobre e outras locais onde o material foi instalado, visitewww.antimicrobialcopper.org.
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