8 de mar. de 2012

Ana Paula Arbache – O Poder em contribuir com ensinamentos de negócios e educação corporativa

Desde 1975, a data de 08 de março foi decretada pela ONU (Organização das Nações Unidas) como Dia Internacional da Mulher, homenageando assim as “guerreiras” que lutaram há anos por seus direitos e melhores condições de trabalho. No mercado de trabalho, nesta data, algumas mulheres com cargos de liderança são reconhecidas pela trajetória profissional, como é o caso da sócia-diretora da Arbache Consultoria, Ana Paula Arbache.

Doutora em Educação pela PUC/SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Ana Paula Arbache atua como docente dos cursos de MBA Gestão Empresarial da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e BSP (Business Shool São Paulo), além de ser orientadora e avaliadora dos cursos de pós-graduação Lato Sensu da mesma instituição. Também, é autora das publicações “O Educador de Pessoas Jovens” e “Adultas numa perspectiva multicultural crítica”; e de Projetos Sustentáveis, que englobam estudos e práticas brasileiras I e II. Entre outras atribuições, ministra palestras nacionais e internacionais.

Responsável pelas ações de Gestão de Pessoas, Cidadania Corporativa, Sustentabilidade Ética, Social e Ambiental na Arbache Consultoria, Ana Paula Arbache propõe uma discussão a respeito do nível de (des)preparação dos brasileiros. Atuando no cenário de formação de lideranças e preparando-as, seja por meio de cursos de MBAs, trabalhos de acompanhamento e orientação para executivos (coach), ou treinamentos empresariais, nota-se que grande parte dos profissionais estão carentes de uma preparação eficiente que lhes garanta atravessar, com desenvoltura, da teoria à prática.

Alguns casos vivenciados por ela servem como exemplo para elucidar esta discussão. O primeiro deles é com base em profissionais com menos de 30 anos de idade, com currículo robusto em termos acadêmicos, mestrado, MBAs, vivência multicultural, fluências em várias línguas, mas pouco preparados emocionalmente para atuar em um mercado competitivo, com equipes formadas por diferentes gerações, e com concorrência entres os próprios pares. “Hoje, temos muitos jovens atuando como líderes em grandes empresas, mas com pouco arcabouço emocional para gerenciar crises, potencializar e motivar equipes, solucionar problemas e alcançar bons resultados”, explica a sócia-diretora.

A segunda situação bastante comum envolve líderes que assumem empresas familiares, até então sinônimos de sucesso, e que hoje passam por mudanças significativas no mercado em que atuam, além da reestruturação interna com a chegada da segunda ou terceira geração. A insegurança de assumir uma empresa consolidada por um mito organizacional e com boa performance faz com que estes líderes sucessores tenham dificuldade de posicionarem a gestão de modo efetivo, já que ora tentam ficar à sombra de um “fantasma” do passado, e ora tentam criar um estilo de liderança própria. Segundo Ana Paula Arbache, esta instabilidade de perfil gera, ao público de liderados, uma percepção frágil de liderança, levando a pouca motivação e produtividade e, em muitos casos, à venda da empresa.

A chegada de líderes expatriados que assumem equipes no Brasil com um perfil de liderança ainda calcada em seu país de origem – muitos adotam postura rígida, sem a marcação multicultural que o cargo lhe demanda – tem se mostrado como a terceira situação bastante corriqueira, evidenciando o despreparo dos líderes. Processos de assédio moral, alta rotatividade, falta de motivação e baixa de pessoas na equipe são os resultados colhidos por eles. Os profissionais brasileiros que participam dessas equipes de trabalho também estão pouco preparados quando se deparam com esta situação. Para muitos, o líder recém-chegado “tomou” o lugar deles no processo de sucessão e, diante disso, partem para a “revanche” em atitudes que podem ser caracterizadas como “assédio moral ascendente”. Por último, e não menos importante, está o caso de sócios de empresas que, por carência de orientação, não se prepararam para o crescimento.

“Quando tratamos de orientar profissionais, o primeiro ponto é aliar possibilidades e expectativas, para que possamos efetivamente focar em resultados factíveis levando ao sucesso desses profissionais. A estratégia é enxergar, mapear e agir, a partir do potencial deles. O que o mercado pede, além de um currículo robusto, são profissionais equilibrados, maduros, capazes de estabelecer uma performance sustentada em uma linha contínua de bons resultados e comportamento adequado à cultura organizacional”, finaliza.

Sobre a Arbache Consultoria

Auxiliando principalmente, o cliente, o concorrente, o mercado e os fatores organizacionais, a Arbache Consultoria desenvolve de processos e estratégias, com o objetivo de reduzir custos e aumentar a lucratividade das empresas através de ações que propiciem driblar os efeitos ocasionados pela crise financeira, e também aproveitar os bons momentos econômicos para mostrar os diferenciais das corporações neste mercado competitivo e imprevisível.

www.arbache.com.br e www.arbache.blogspot.com


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