No verão, que costuma ser um período de férias, é natural que as mulheres mudem seus hábitos diários, como alimentação e atividades do cotidiano, causando uma oscilação no funcionamento do organismo. Este fato aumenta o risco de contrair a infecção urinária. Atividades como ir à praia e ou a um clube para aproveitar a piscina passam a fazer parte da agenda e, para que esse momento de lazer seja desfrutado de forma saudável, o Dr. Caio Cintra, mestre em cirurgia pela Santa Casa de Ciências Médicas de São Paulo na área de urologia, dá algumas orientações importantes: “O ideal é que as pessoas não segurem a urina por muito tempo. Esse comportamento aumenta o risco de desenvolver cistite. A higienização adequada também é uma forma preventiva para não contrair a doença”. O doutor ainda reforça que manter os mesmos hábitos diários, mesmo sendo um período atípico, é o mais recomendável. A alimentação é um dos mais importantes, pois as alterações radicais na dieta causam muitas mudanças no organismo.
As mulheres são as que mais sofrem com a cistite, que pode ser causada por bactérias e fungos que percorrem o canal da uretra se alojando na bexiga. O Dr. Caio Cintra explica que o canal da mulher é mais curto e, por conta disso, o acesso fica mais fácil. Sabe-se que cerca de dois terços delas experimentam, no mínimo, um episódio ao longo da vida, sendo que 23% dessas mulheres têm dois episódios e 5% têm recorrências. A cada episódio de cistite, a mulher passa seis dias sofrendo com os sintomas e tem de dois a três dias de comprometimento das suas atividades regulares. O médico aponta que os principais sinais e sintomas são ardor ao urinar, vontade constante de ir ao banheiro ou sangue na urina.
“As infecções urinárias simples, como é o caso da cistite, normalmente são tratadas em três dias com antibióticos específicos”, explica o médico. Mas, em casos mais sérios, quando o quadro evolui para uma pielonefrite, o especialista relata sintomas como febre, confusão, náuseas e vômitos, o que é um sinal de que as bactérias se espalharam para a corrente sanguínea e, neste caso, pode ser necessário internar o paciente para tratamento endovenoso. “Nesses casos, o tratamento é mais longo, de pelo menos 7 dias, podendo ser necessário o seu prolongamento para até 21 dias”, revela o Dr. Caio Cintra. O urologista afirma que é muito importante que o tempo de tratamento seja respeitado e seguido, mesmo após o desaparecimento dos sintomas.
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