

“O MUNDO MÁGICO DE ESCHER” ATINGE A MARCA DE UM MILHÃO DE VISITANTES
Exposição fica em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil até o dia 17 de julho
A exposição interativa “O Mundo Mágico de Escher” atingiu a marca de um milhão de visitantes, somando as três cidades de sua itinerância (Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo). O milionésimo espectador da mostra é o francês Joaquim Milton Lombardi, que foi presenteado pelo diretor do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-SP), Marcelo Mendonça, com um catálogo da exposição e com o catálogo "Pujol - Concreto e Arte", que fala sobre a vida e obra do arquiteto responsável pela construção/reforma do prédio da Instituição.
A mostra, a mais completa já realizada no Brasil dedicada ao artista gráfico holandês Maurits Cornelis Escher (1898 – 1972), é composta por 95 obras, entre gravuras originais e desenhos, incluindo todos os trabalhos mais conhecidos do artista e suas obras mais enigmática. Ela fica em cartaz na Capital até o dia 17 de julho.
A coleção pertence ao acervo do Haags Gemeentemuseum, que mantém o Museu Escher, na cidade de Den Haag, na Holanda – ocupa todo o prédio do CCBB-SP, alternando com experiências interativas que exemplificam os princípios aplicados nas obras e de intervenções óticas.
A exposição permite que o público passe por uma série de experiências que desvendam os efeitos óticos e de espelhamento que Escher utilizava em seus trabalhos, tais como: olhar por uma janela de uma casa e ver tudo em ordem e, em seguida, ver tudo flutuando por outra janela; ou ainda assistir um filme em três dimensões que possibilita um divertido passeio por dentro das obras do artista gráfico. A expografia apresentará animações de algumas de suas gravuras.
Reunir tantos trabalhos do artista não foi fácil e, provavelmente, essa é a única oportunidade de apreciar tantas obras reunidas fora do museu. “As obras do Escher são muito raras e muito procuradas para exposições. Só existem três coleções no mundo. As gravuras são muito frágeis e o Haags Gemeentemuseum, que emprestou as obras originais, depois desta exposição, não poderá exibi-las por mais de quatro anos”, ressalta o curador da mostra coordenada pela Art Unlimited, Pieter Tjabbes.
Sobre a obra
Escher ficou mundialmente famoso por representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses - padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes. Sua capacidade de gerar imagens com impressionantes efeitos de ilusões de óptica, com notável qualidade técnica e estética, respeitando as regras geométricas do desenho e da perspectiva, é uma de suas principais contribuições para as artes.
“Ele sempre fez questão de ressaltar que se considerava um artista gráfico. O questionamento de alguns críticos sobre sua obra ser ou não arte, para ele, era irrelevante. Escher era um gravador e desenhista com muito talento e muitos artistas já se inspiraram em obras ou temas de Escher”, ressalta o curador.
Foi depois de uma incursão à Espanha, onde teve contato com mosaicos mouros, que ele começou a desenvolver trabalhos se utilizando do preenchimento regular do plano. Escher achou muito interessante as formas como cada figura se entrelaçava a outra e se repetia, formando belos padrões geométricos. A partir de uma malha de polígonos, regulares ou não, Escher fazia mudanças, mas sem alterar a área do polígono original. Assim surgiam figuras de homens, peixes, aves, lagartos, todos envolvidos de tal forma que nenhum poderia mais se mexer. Tudo representado num plano bidimensional.
Destacam-se também os trabalhos do artista que exploram o espaço. Escher brincava com o fato de ter que representar o espaço, que é tridimensional, num plano bidimensional, como a folha de papel. Com isto ele criava figuras impossíveis, representações distorcidas, paradoxos.
“Escher utilizava princípios da matemática sem ser rígido na sua aplicação. Ele seria mais um matemático amador, que aplicava certos efeitos quase intuitivamente. Obras que mostram situações que parecem normais, mas com uma observação mais atenta comprovam ser impossíveis, são baseadas em modelos matemáticos, como a cinta de Möbius ou o triângulo de Penrose”, explica Pieter. Belvedere (1958), Subir e descer (1960) e Cascata (1961) são exemplos dessa aplicação.
Sobre as instalações interativas
Tudo na exposição foi pensado para que o público, de uma forma lúdica, atente para as dimensões visuais criadas por Escher. Um quebra-cabeça gigante, por exemplo, mostrará como ele se utilizava de imagens geométricas ou figurativas, unindo-as umas as outras, para criar gravuras que remetem ao infinito, comum em obras como em Menor e Menor (1956), o clássico Dia e Noite (1938) e Metamorphosis II (1940).
Assim como Escher adorava brincar com a percepção imediata das pessoas, apresentando um mundo dos sonhos, onde não existem direções certas, em cima ou embaixo (Outro mundo, 1947 e Relatividade, 1953), a mostra também recriará essa sensação se utilizando de alguns efeitos, como o de uma imagem plotada no chão que se completa no espelho curvado, numa inusitada mistura das três dimensões. "Adoramos o caos porque sentimos amor em produzir ordem", dizia o artista.
Visitas mediadas à exposição:
Diariamente serão realizadas visitas mediadas por educadores em português e inglês. Para visitas de terça a sábado é necessário agendamento prévio pelo telefone (11) 3113-3649. Aos domingos, não há necessidade de agendamento e o atendimento é realizado mediante solicitação na bilheteria. A capacidade é de 45 pessoas por horário. O CCBB-SP oferece também serviço de transporte gratuito, de terça a sábado, para visitas de estudantes e grupos agendados de acordo com ordem de solicitação.
Centro Cultural Banco do Brasil – O Centro Cultural Banco do Brasil iniciou suas atividades em São Paulo no dia 21 de abril de 2001. Desde a sua abertura já recebeu cerca de 6,5 milhões de visitantes. Nesse período de atividade, patrocinou e realizou mais de 550 projetos culturais entre peças de teatro, exposições, shows de música e dança, além de programas de cunho educativo. O CCBB foi criado com o objetivo de formar novas platéias, democratizar o acesso à cultura e contribuir para sua promoção, divulgação e incentivo.
“Sempre valorizamos a diversidade cultural, a experimentação, a integração das áreas artísticas, o novo e o consagrado. Sendo assim, a programação oferecida para marcar nossa primeira década de realizações é uma síntese de toda essa diversidade que buscamos trazer ao público”, afirma Marcelo Mendonça, gestor do CCBB paulistano.
Art Unlimited – Dirigida por Pieter Tjabbes e Tânia Mills, iniciou sua trajetória em 1996, quando foi responsável pela gerência internacional da Bienal de Arte de São Paulo. Ao longo de sete anos, produziu em torno de 500 exposições, de artistas de todas as partes do mundo.
Mais recentemente, ampliou sua ação para a América do Sul, Europa e EUA, obtendo reconhecimento de algumas das principais instituições culturais do Brasil e do exterior, tais como: Mondrian Foundation, Henri Moore Foundation, Musée du Louvre, Tókio Fuji Art Museum, Stedelijk Museum Amsterdam, Centro Cultural Banco do Brasil, Paço Imperial, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Itaú Cultural, Caixa Cultural e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
A Art Unlimited recebeu vários dos principais prêmios do setor e os projetos que realiza têm alcançado sucesso de bilheteria e público, como por exemplo, a mostra sobre Rembrandt (visitada por mais de 600 mil pessoas em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Vitória e Curitiba) e Osgemeos, que teve o mesmo número de visitas, em sua passagem pelo Rio da Janeiro, Brasília e São Paulo.
SERVIÇO
O MUNDO MÁGICO DE ESCHER
Realização:
Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo
Coordenação: Art Unlimited
Curadoria: Pieter Tjabbes
Dias e horários de visitação: De terça a domingo, das 9h às 20h.
Temporada: até o dia 17 de julho
Entrada franca
Visitas mediadas à exposição:
Realizadas por educadores em português e inglês.
Terça a sábado: necessário agendamento prévio pelo telefone (11) 3113-3649, de segunda a sexta, das 10h às 18h.
Domingos: não há necessidade de agendamento e o atendimento é realizado mediante solicitação na bilheteria, no térreo, das 10h às 19h.
Capacidade: 45 pessoas por horário
Transporte para estudantes:
Serviço de transporte gratuito, de terça a sábado, para visitas de estudantes e grupos. Agendamento de acordo com ordem de solicitação, prioritariamente para escolas públicas, de segunda a sexta, das 10h às 18h, pelo tel. (11) 3113-3649.
CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL – SÃO PAULO
Rua Álvares Penteado, 112, Centro
Próximo às estações Sé e São Bento do Metrô. 11 3113 3651 / 11 3113 3652
www.bb.com.br/cultura e www.twitter.com/CCBB_SP
Acessos
Estações Sé e São Bento do Metrô. Praças do Patriarca e da Sé.
Acesso para pessoas com deficiência física// Ar-condicionado // Loja // Café Cafezal
Estacionamento Conveniado
Estapar Estacionamentos
Rua da Consolação, 228 (Edifício Zarvos).
(R$ 10,00 pelo período de 5 horas. Necessário carimbar o ticket na bilheteria do CCBB). Informações: (11) 3256-8935.
Van faz o transporte gratuito até as proximidades do CCBB – embarque e desembarque na Rua da Consolação, 228 (Edifício Zarvos) e na Rua 15 de novembro, esquina com a Rua da Quitanda, a vinte metros da entrada do CCBB.
Nenhum comentário:
Postar um comentário