O retorno de Ronaldinho Gaúcho ao futebol brasileiro – e a investida para reconstruir sua carreira - é um dos assuntos abordados na edição de fevereiro da revista ALFA. A publicação ouviu técnicos, jogadores e jornalistas para entender se a vida na Europa regada a noitadas, mulheres e bebida não acabou com o futebol do mais novo jogador do Flamengo.
A reportagem de Marília Ruiz faz uma breve cronologia da derrocada da carreira de Ronaldinho Gaúcho, que começou após a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, época em que ele era ídolo não só do Barcelona, como de toda a Europa. O círculo nada virtuoso “balada- pouco futebol – mais balada – menos futebol” foi se alargando na mesma proporção em que o brilho do jogador, apontado como o melhor do mundo por duas vezes, murchava. Segundo um pentacampeão da seleção brasileira, Ronaldo pensou seriamente em pendurar as chuteiras. “Ronaldinho estava satisfeito com o que tinha conquistado e na tinha gana de recomeçar. A família e os amigos é que o convenceram a apostar no talento de novo e a jogar em um time de ponta”.
No período de sua atuação no Barcelona, providências extremas tiveram de ser tomadas. O técnico do time chegou a contratar detetives particulares para acompanhá-lo de perto e constatar o que todos já sabiam: o estilo de vida do jogador era incompatível com a condição de atleta. Depois de ser dispensado pelo Barcelona, quando foi defender o Milan – o que poderia ser entendido como uma nova chance – Ronaldinho continuou a estampar mais as páginas de fofocas que as de futebol. Chegou a gastar R$ 200 mil numa balada que durou três dias, pouco tempo antes de seu time ser derrotado pelo rival Inter. Curiosamente, Sílvio Berlusconi, presidente do Milan e primeiro Ministro da Itália, conhecido tanto quanto Ronaldinho pelos seus excessos com noitadas e muitas mulheres, aconselhou o jogador a permanecer em Milão, reconstruir sua carreira e se refazer como jogador – com algumas regalias. Nada deu certo.
Como uma fênix que renasce das cinzas, Ronaldinho Gaúcho foi repatriado pelo Flamengo, que terá que desembolsar o salário mensal de R$ 1,8 milhões. O jogador disse nunca ter se sentido tão motivado. E a presidente do Flamengo, Patricia Amorim, afirmou à ALFA que Ronaldinho não será o melhor do mundo: “Ele é o melhor do mundo”. Para Mano Menezes, o jogador ainda pode refazer sua carreira. “Quem sabe mudando de ares ele pode recuperar muito da condição e do nível que já apresentou a todos nós”, disse o técnico da seleção brasileira.
Sobre a ALFA
A ALFA, lançada em setembro, é a mais nova revista masculina da Editora Abril. Inédita no mercado editorial brasileiro, traz reportagens pautadas pelos temas de interesse e pelo comportamento dos homens, com elegância, sabedoria e irreverência, na intenção de ajudá-lo a aproveitar o melhor da vida. Gente de sucesso, relacionamento, carreira, saúde, estilo, gastronomia e mulheres são alguns dos assuntos que serão abordados na nova publicação.
No time de colaboradoras da revista, estão Sérgio Augusto, o ex-nadador Gustavo Borges, Claudio Manoel (ator e redator do programa Casseta & Planeta) e Tati Bernardi (escritora e roteirista da TV Globo).
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