23 de ago. de 2010

SÃO PAULO RECEBE EM SETEMBRO PRIMEIRA EDIÇÃO DE FESTIVAL DEDICADO A PROMOVER O ENCONTRO DAS MÚSICAS BRASILEIRA E LATINA

Apesar de dividirem um mesmo continente, o Brasil pouco conhece da rica e diversificada produção musical de seus hermanos hispano-americanos. E, com eventuais exceções, a recíproca também é verdadeira. Situação que deve mudar a partir da primeira edição do festival de música latina TelefônicaSonidos, que apresentará, entre os dias 21 e 25 de setembro, no Jockey Club de São Paulo, um painel da vigorosa produção musical contemporânea na América Latina. A programação cobre diferentes segmentos, do rock ao jazz, da MPB ao rap, incluindo nomes consagrados ou emergentes e encontros inéditos, como os do argentino Pedro Aznar e Maria Gadú, Monobloco e o grupo porto-riquenho Calle 13, o cubano Pablo Milanês e Maria Rita, Yamandu Costa e o cubano Alfredo Rodriguez, Banda Mantiqueira e o também cubano Gonzalo Rubalcaba. Ana Cañas, Ana Carolina, Capital Inicial, Chiara Civello, El Canto Del Loco, Fito Paez e Pitbull também fazem parte do elenco.

O evento, produzido pela Day 1 Entertainment Brasil, faz parte da plataforma de música da Telefônica, que incrementa o investimento da empresa em patrocínios culturais, sociais, esportivos e tecnológicos, ampliando o acesso a cultura e entretenimento. “Queremos reforçar cada vez mais a nossa proximidade com a população. E, neste caso, por conta da qualidade da música latina e da possibilidade de democratizá-la, resolvemos expandir o projeto, reunindo talentos contemporâneos não só brasileiros mas latino-americanos”, afirma Lylian Brandão, diretora de Publicidade e Serviços de Marketing da Telefônica.

“Trazer toda a riqueza e diversidade da música latina para o Brasil e promover um diálogo definitivo com a nossa música e nossos artistas sempre foi um sonho. Trabalhando há seis anos com vários artistas latinos ao redor do mundo, sempre escutei deles o desejo de encantar o público brasileiro. Que o TelefônicaSonidos seja o começo de uma grande integração cultural, sólida e permanente. Nada melhor que a música para abrir cada vez mais as nossas fronteiras. Afinal de contas, somos todos latinos!”, diz Alexandre Schiavo, presidente da Sony Music Brasil / Day 1 Entertainment, criador e idealizador do evento.

Após a estreia no Brasil, o festival deverá ter edições em outros países da América Latina, como México ou Argentina, mantendo o perfil, que privilegia o intercâmbio entre essas culturas, mas aumentando seu escopo com a inclusão de cinema e gastronomia.

Nessa primeira edição serão montados no Jockey Club dois palcos, com programações e horários diferentes, e não simultâneos. O Palco 1, com capacidade para mil pessoas, receberá, entre os dias 21 e 25 de setembro, artistas do jazz latino e da MPB. O Palco 2, com capacidade para seis mil pessoas, abrigará, nos dias 24 e 25, o segmento mais jovem, que inclui rock, rap, reggaeton e pop.

Também dentro das instalações do Jockey Club será criado um grande lounge, aberto ao público (só serão cobrados ingressos para o acesso aos shows), com DJs e praça de alimentação, incluindo produtos típicos dos países latino-americanos.

Música, diversão, culinária e comunicação celebrando a riqueza de culturas tão próximas e ao mesmo tempo ainda distantes.

SERVIÇO E PROGRAMAÇÃO:

TelefônicaSonidos

De 21 a 25 de setembro

Jockey Club de São Paulo

Av. Lineu de Paula Machado, 1263 – São Paulo

PROGRAMAÇÃO PALCO 1 - Jazz Latino

Abertura dos portões: 19h.

Show às 20h30

Ingresso a R$ 180


21 de setembro

Ana Carolina convida Chiara Civello

22 de setembro
Pablo Milanés convida Maria Rita

23 de setembro
Pedro Aznar convida Maria Gadú

24 de setembro
Banda Mantiqueira convida Gonzalo Rubalcaba

25 de setembro
Yamandu Costa convida Alfredo Rodriguez

PROGRAMAÇÃO PALCO 2 - Pop Urban

Abertura dos portões: 22h

Show às 23h

Ingresso a R$ 80


24 de setembro

22h: Fito Paez com participação especial de Ana Cañas
23h30: El Canto Del Locco

0h30: Capital Inicial convida El Canto Del Loco

25 de setembro

22h30: Calle 13

23h30: Pitbull
0h30: Monobloco convida Calle 13

Ingressos pelo site ingressorapido.com.br ou nos Pontos de Venda da Ingresso Rápido.

Classificação etária livre. Menores de 16 anos somente acompanhados dos responsáveis legais.

ELENCO

ANA CAROLINA

Em dez anos, essa mineira de Juiz de Fora se afirmou como a principal cantora e compositora brasileira. Desde seu disco de estreia, “Ana Carolina” (1999), ela tem frequentado os ares radiofônicos, com sucessos como “Garganta”, “Confesso”, “Quem de nós dois”, “Elevador”, “É isso aí” (versão para “The blower’s daughter” que gravou com Seu Jorge), “Pra rua me levar”, “Rosas”, “Entreolhares” (em dupla com John Legeng), “10 minutos” e “Resta”. Ana também lota teatros e ginásios graças a atributos como uma voz poderosa, interpretações vigorosas e musicalidade exuberante, que a levaram a estender pontes com diferentes artistas contemporâneos, no Brasil e no mundo. O recente CD/DVD “Multishow Registro: Ana Car9lina + um” é mais uma prova disso, trazendo duetos de Ana com um elenco que vai de Maria Bethânia a Maria Gadú, de Gilberto Gil ao americano John Legend, de Luiz Melodia a Seu Jorge, passando ainda por Angela Ro Ro, a italiana Chiara Civello, a americana Esperanza Spalding, Zizi Possi, Roberta Sá e Antonio Villeroy.

CHIARA CIVELLO

Italiana, mas radicada em Nova York - ela chegou aos EUA em 1994, com uma bolsa para a Berklee School of Music -, Chiara Civello acaba de lançar seu terceiro disco solo, “7752”. O número do título é a distância, em quilômetros, que separa Nova York do Rio, esta a cidade onde nasceram muitas das novas músicas da cantora, compositora, pianista e arranjadora, que dividiu parcerias com Ana Carolina, Antonio Villeroy e Dudu Falcão. Até encontrar a sua turma brasileira, a composição era quase sempre um ato solitário para a italiana, que, entre as exceções, em seu disco de estreia, para o selo de jazz Verve, fez uma luxuosa canção em dupla com Burt Bacharach, o mestre supremo do pop. É com essa abrangência e musicalidade natural que Chiava Civello transita pelo que define com um triângulo perfeito: a Roma natal, a Nova York onde vive e o Rio que a seduziu.

PABLO MILANÉS

No fim dos anos 60, ele esteve entre os jovens cantores e compositores que lançaram a Nueva Trova Cubana, movimento contemporâneo ao da geração da MPB que despontou nos festivais da canção brasileiros. Dados que contribuíram para fazer de Pablo Milanés o músico cubano mais conhecido entre nós, através de encontros com Chico Buarque, Simone, Gal Costa, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Miúcha…
Além dessa forte conexão brasileira, Pablo Milanés é um ídolo hispano-americano hoje reconhecida ao redor do mundo. Em sua carreira, tanto trabalhou com conterrâneos como Silvio Rodríguez, Leo Brower, Compay Segundo, Los Van Van e demais ídolos hispano-americanos como Mercedes Sosa, Daniel Viglietti, Armando Manzanero, Joan Manuel Serrat e Ana Belém, quanto com artistas do pop contemporâneo, como Maná, Fito Paez e Joaquín Sabina.

MARIA GADÚ

A jovem cantora e compositora paulistana surgiu como um meteoro graças à interpretação de “Ne me quitte pas”, de Jacque Brel, incluída na trilha sonora da minissérie “Maysa”, que a Rede Globo exibiu a partir de janeiro de 2009. Então aos 22 anos, Maria Gadú tinha se mudado para o Rio um ano antes e, se apresentando no circuito de bares da Barra e da Zona Sul, logo provou que estava chegando para brilhar como estrela de primeira grandeza. Algo confirmado em seu primeiro CD solo, que conjugou sucesso comercial e de crítica, emplacando canções autorais como “Shimbalaiê” e “Linda rosa”.
Jeito de moleque, frágil, mas dona de uma voz de timbre marcante, usada em fortes interpretações, desde então, Gadú já dividiu palco e estúdio com astros de sua geração (como o sueco-americano Eagle-Eye Cherry) ou que fizeram parte de sua formação, como Caetano Veloso e Ana Carolina.

PEDRO AZNAR

Esse cantor, compositor, arranjador, multi-instrumentista e produtor argentino sintetizou sua ligação com a música brasileira em 2005, no disco “Aznar canta a Brasil”, com versões para 23 canções que passam por Jobim, Caetano, Donato, Secos & Molhados, Cazuza, Milton Nascimento, Toninho Horta, Paralamas…
Egresso da cena roqueira de Buenos Aires, o baixista Pedro Aznar destoava de seus colegas pelo virtuosismo, pelo interesse por outras vertentes musicais, incluindo, além da MPB, o tango e o jazz, especialmente o feito pelo baixista Jaco Pastorius. Desde o fim dos anos 70, Aznar tem contribuído para influentes grupos e discos do rock argentino, incluindo o Serú Giran, liderado por Charly García. Em 1982, lançou seu primeiro disco solo, “Pedro Aznar”, e também se juntou ao guitarrista americano de jazz Pat Metheny, gravando e excursionando com seu grupo por todo o mundo. Com quase 20 discos solo, mais de uma de dezenas de trilhas sonoras para o cinema argentino, Aznar também atua ativamente como produtor e músico de diferentes artistas.

YAMANDU COSTA

A influente e abrangente escola do violão brasileiro tem nesse gaúcho de Passo Fundo um de seus mestres. Jovem mestre que, aos 30 anos, já vem há mais de uma década encantando o mundo com seu virtuosismo. Período em que Yamandu Costa se apresentou intensamente nos mais diferentes locais – de grandes teatros ao redor do planeta aos bares da Lapa carioca, onde se radicou no início dos anos 00 – e construiu uma rica discografia, seja solo ou em dupla com instrumentistas como Paulo Moura, Dominguinhos, Valter Silva e Lúcio Yanel (este, o violonista argentino que está entre as suas primeiras influências).
Nascido em meio musical, mãe cantora e pai multi-instrumentista e professor de música, Yamandu começou a estudar violão aos 7 anos e, até os 15, viveu imerso na rica tradição folclórica gaúcha, que se espalha pelo Sul do Brasil e também por Argentina, Uruguai e Paraguai. Através da música de um conterrâneo que se radicou nos anos 40 no Rio, Radamés Gnatalli, Yamandu ampliou seus horizontes, até chegar ao seu estilo, que transita com inventividade por choro, milonga, samba, jazz, bossa nova, tango.

ALFREDO RODRÍGUEZ

Aos 24 anos, esse pianista cubano é a nova aposta de Quincy Jones. O arranjador e produtor de, entre outros, Michael Jackson, Miles Davis, Dinah Washington, se encantou com Alfredo Rodríguez após assisti-lo em 2006 no Festival de Jazz de Montreux. Desde então, o virtuose do piano, formado em Havana, no Conservatório de Música Clássica Manuel Saumell, tem ampliado seu público. A partir dessa sólida base clássica, Rodríguez liquidifica num estilo próprio influências que passam por Thelonious Monk, Bach, Bill Evans, Stravinsky, Beethoven, Herbie Hancock e os ritmos de seu país.
Desde o encontro com o produtor americano, Rodríguez já se apresentou em alguns dos principais festivais dos EUA - incluindo Playboy Jazz (em Hollywood), SXSW (em Austin, Texas), Detroit Jazz , Monterey Jazz e Newport Jazz . Em 2010, ele fez sua primeira grande turnê europeia, integrando o Quincy Jones All Stars Group, ao lado de Richard Bona, Lionel Loueke, Paulinho da Costa e Francisco Mela, que se apresentou em festivais de verão na Polônia, na França, na Holanda, na Itália, na Suiça. Também fez uma turnê solo na China e gravou seu primeiro disco, produzido por Quincy Jones em seu selo, Qwest Records.

BANDA MANTIQUEIRA

Em quase duas décadas de atuação, esse grupo paulistano encontrou um original caminho entre a música brasileira e o jazz. Liderada pelo saxofonista, clarinetista, arranjador e compositor Nailor “Proveta” Azevedo, a Banda Mantiqueira marcou presença tanto em bares quanto teatros de São Paulo, apresentando-se também em festivais no Brasil e em Portugal. No seu repertório estão temas originais ou dos principais compositores brasileiros, em abrangente passeio pela obra de mestres como Pixinguinha, Dorival Caymmi, Cartola, Tom Jobim, Jacob do Bandolim,Ernesto Nazareth, João Bosco e Luiz Gonzaga, com arranjos que passam pelo som das gafieiras e das big bands. Mistura que além do palco está registrada em seus três discos, “Aldeia” (1996), “Bixiga” (2000) e “Terra Amantiquira” (2005) Mantiqueira”, e nos que dividiu com a OSESP e as cantoras Mônica Salmaso e Luciana Souza.

GONZALO RUBALCABA

Num tributo a Tom Jobim realizado no Rio no início dos anos 90, antes de chamar ao palco esse virtuoso do afro-jazz cubano, o não menos genial pianista Herbie Hancock brincou que tinha vontade de quebrar os dedos do jovem colega. Dono de exuberante técnica, solista inventivo, na época, Gonzala Rubalcaba já vinha rodando o mundo com sua arte, que, hoje também está disponível em duas dezenas de discos.
Nascido numa família musical de Havana, Rubalcaba começou a estudar piano clássico aos 8 anos e, na adolescência, também atuou em clubes noturnos da capital cubana. Após, em 1983, participar da Orquestra Aragon e em seguida formar seu próprio grupo, Proyecto, Rubalcaba encantou o trompetista Dizzy Gillespie, que, a partir de 1985, ajudou a espalhar na cena jazzística o nome do jovem prodígio. Em seus discos, alguns alternando parcerias com Joe Lovano, Bebo Valdés, Chick Corea, Charlie Haden e Michael Brecker, Gonzalo Rubalcaba desfia sua técnica clássica por tradições do jazz e dos ritmos afro-cubanos.

ANA CAÑAS

Com dois discos lançados desde a sua estreia, essa cantora e compositora paulistana se firmou como uma das mais inventivas artistas de sua geração. Em “Amor e caos” (2007) e “Hein?” (2009), Ana Cañas passeou sem pudores por MPB, rock e blues. Postura de uma artista que, aos 22 anos, trocou o teatro pela música depois de se encantar com a voz de Ella Fitzgerald e demais divas do jazz.
Por quatro anos, Ana cantou na noite paulistana, até se sentir segura para bancar seu disco de estreia, negociado depois com a Sony Music. O sucesso de “Amor e caos” - com uma versão para “Coração vagabundo”, de Caetano, em trilha de novela da Globo, e canções autorais como “Devolve, moço” e “Cadê você?”, com boa rotação em rádios segmentadas e na internet - abriu as portas para Ana, mas ela não se contentou com o que conquistou. “Hein?”, produzido por Liminha, músico que ela admirava por sua participação nos Mutantes originais, apresentou uma cantora mais ousada, ligada também à geração do Brock, como Arnaldo Antunes, parceiro em cinco de suas 11 composições no CD. A repercussão desse segundo disco, puxado por “Esconderijo”, canção com letra e música de Ana Cañas, prova que ela fez as escolhas certas, e que muito mais vem por aí.

FITO PAEZ

Apesar de ter uma forte tradição roqueira, pouco do que foi produzido na Argentina nas quatro últimas décadas conseguiu chegar ao Brasil. Entre as exceções está o cantor, compositor, pianista Fito Paez, um ídolo em seu país, e em toda América Latina, que já dividiu palcos e estúdios com artistas brasileiros como Caetano Veloso, Paralamas do Sucesso e Rita Lee.
Nascido em Rosário, onde, no início da adolescência formou seus primeiros grupos, Fito estreou solo com “Del 63” (referência ao ano em que nasceu), lançado em 1984, quando também se mudou para Buenos Aires. Além de prosseguir em sua ascedente carreira, Fito desenvolveu colaborações com artistas já consagrados como Luiz Alberto Spinetta e Charly Garcia e foi gravado até pela principal estrela da canção popular argentina, Mercedes Sosa. Também cineasta, ele estreou com um média metragem em 1993, “La balada de Donna Helena”, e dirigiu depois dos longas de ficção, “Vidas privadas” (2001) e “De quién es el portaligas?” (2007).

CAPITAL INICIAL

Um dos grupos fundamentais para o rock brasileiro dos anos 80, o Capital Inicial é, atualmente, o mais ativo dessa geração. Desde o início do novo milênio, o cantor e compositor Dinho Ouro Preto, os irmãos Flávio Lemos (baixo) e Fê Lemos (baterista) – três dos fundadores da banda – e o guitarrista Yves Passarell (este, a partir de 2002, no lugar de Loro Jones) têm produzido seus melhores discos e excursionado por todo o Brasil. Sucesso que demorou a chegar. Formado em 1982, após o fim do Aborto Elétrico – grupo que os irmãos Lemos dividiam com Renato Russo -, o Capital Inicial só lançou seu álbum de estreia em 1986. Demora que foi recompensada pela alta rotação de canções como "Música Urbana", "Psicopata", "Fátima" e "Veraneio vascaína". Apesar dessa estreia promissora, o grupo alternou altos e baixos nos anos seguintes, reencontrando sua trilha a partir do álbum “Atrás dos olhos”, em 1998. Desde então, o Capital Inicial mantém sua força criativa, como provou em 2010 com o disco “Das Kapital”, com 11 composições de Dinho, que alterna parcerias com Passarell e Alvin L. – este, quase o quinto Capital, é um cantor e compositor com marcante atuação no underground do rock carioca desde o início dos anos 80.

EL CANTO DEL LOCO

Há dez anos, esse grupo formado em Madri lançou seu álbum de estreia, logo se consagrando como a maior surpresa do pop-rock espanhol. El Canto Del Loco começou em 1994, quando o cantor Dani Martín, então com 18 anos, conheceu num curso de teatro o guitarrista Iván Ganchegui - este, em 2002, foi substituído por David Otero no grupo, que é completado pelo baixista Chema Ruiz e pelo baterista Carlos Gamón. Fãs da Radio Futura, eles se inspiraram numa canção dessa banda, “El canto del gallo”, para chegar ao seu nome. Canções de ritmo forte e letras provocativas marcam o estilo de El Canto Del Loco (ECDL), que, após conquistar a juventude espanhola, atravessou o Atlântico, para concorridos shows em diferentes países da América Latina. Com cinco álbuns de estúdio, mais três discos ao vivo e duas coletâneas, o ECDL foi premiado duas vezes no MTV Europe Music Awards como o melhor artista espanhol. Em 2009, no CD/DVD “Radio La Colifata presenta: El Canto del Loco”, o grupo regravou num estúdio em Buenos Aires 19 de seus sucessos, alguns com participações de convidados, como Alejandro Sanz, Leiva e Vicentico, e lançou uma canção inédita, “Quiero aprender de ti”.

MONOBLOCO

Criado em 2000 pelo grupo Pedro Luís e a Parede, inicialmente como uma oficina de percussão, o Monobloco saiu das salas de aula, virou um dos maiores blocos carnavalescos do Rio e também um grupo de shows, com CDs e DVDs que difundiram ainda mais a sua esfuziante química musical. Sucesso que não acabou com a proposta original: a oficina do Monobloco continua em atividade, trabalhando com os instrumentos das escolas de samba (cuíca, chocalho, repique, surdo, tamborim, surdo, caixa, agogô), mas utlizados num variado leque de ritmos, no qual cabem xote, funk, ciranda, maracatu, rock, marchinha… O CD/DVD “Monobloco 10”, lançado em 2010, em comemoração da primeira décado do grupo, resume essa proposta, em repertório que passa por canções de Tim Maia, Herbert Vianna, Dominguinhos, Jorge Ben, Zé Kéti, Cazuza e Zé Ramalho.
Atualmente, o Monobloco tanto se apresenta em teatros do Brasil e do mundo quanto ministra workshops, que já chegaram a países como Dinamarca, Austrália, Nova Zelândia, Japão e Reino Unido.

CALLE 13

Criado em 2005, em Porto Rico, em menos de dois anos o Calle 13 virou a maior revelação do pop latino-americano. Em novembro de 2007, o duo do reggaeton, estilo que mistura o rap aos ritmos caribenhos, saiu da festa do Grammy Latino, com três estatuetas nas mãos: Revelação, Melhor Vídeo e Melhor Álbum Urbano. Feito que eles trataram de superar na última edição do evento, em novembro de 2009, ganhando cinco prêmios graças ao seu terceiro disco, “Atras vienen”. Amigos desde os 2 anos de idade, quando a mãe do cantor René Pérez (ou Residente, como assina artisticamente) se casou com o pai do músico e produtor Eduardo Cabra (ou Visitante), eles mantiveram a amizade mesmo depois do divórcio do casal. Em 2004, Residente (formado em artes) e Visitante (que estudou música desde os 6 anos) fizeram suas primeiras gravações em 2004, inicialmente pensando em divulgá-las na internet. As canções chamaram a atenção do selo de reggaeton White Lion, que, em novembro de 2005, lançou o CD de estreia, “Calle 13”. O sucesso em Porto Rico e no México chamou a atenção da cantora Nelly Furtado, que, em 2006, convidou Residente para ajudá-la em seu disco latino.

PITBULL

Nascido em Miami, mas filho de cubanos, Pitbull (Armando Christian Pérez), cresceu com uma dieta musical que incluiu o rap e os ritmos da terra de seus pais. Mistura que começou a ser notada em 2002, quando Pitbull participou do álbum “Kings of Crunk”, do rapper Lil John. Dois anos depois, com seu primeiro CD solo, “M.I.A.M.I.”(título no qual o nome de sua cidade natal é o acrônimo de Money Is A Major Issue), Pitbull consagrou-se como um dos mais inovadores rappers de sua geração, fundindo elementos do hip-hop e do nascente reggaeton. Desde então, ele já lançou três outros álbuns de sucesso, “El mariel” (2006), “The boatlift” (2007) e “Rebelution”(2009), e, no momento, trabalha num disco, “Armando”, que será editado ainda em 2010.
Também apresentador de um programa musical no canal de língua espanhola Mun2, além de seus discos solo, Pitbull lançou singles em parceria com astros americanos e da música latina como Akon, Jennifer Lopez, Paulina Rubio, Fast & Furious Soundtrack, Enrique Iglesias e Lil Wayne.

MARIA RITA

Com mais de 190 mil CDs vendidos de "Samba Meu", em novembro, Maria Rita ganhou o seu terceiro Grammy Latino, como "Melhor Álbum de Samba". Um mês depois, a cantora ganhou o DVD de Ouro pela mais de 40 mil cópias vendidas desde o seu lançamento. Maria Rita começou a cantar profissionalmente aos 24 anos. Agora, com 30, não acha que foi tarde. "Você se achar no mundo é uma tarefa muito difícil", diz a jovem que se formou em comunicação social e estudos latino-americanos nos EUA. Filha de Elis Regina e Cesar Camargo Mariano, de tanto dizerem que ela precisava cantar, Maria Rita resistiu durante algum tempo. Antes mesmo de lançar um CD foi a vencedora do Prêmio APCA de 2002 como Revelação do ano. Seu primeiro disco, "Maria Rita", lançado em setembro de 2003, vendeu mais de 1 milhão de cópias em todo o mundo. O primeiro DVD, que traz o mesmo título e foi para as lojas na primeira semana de novembro daquele ano, chegou à marca de 180 mil cópias. Ambos foram lançados em mais de 30 países.

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