Radicada em Munique, Alemanha, há 23 anos, a artista plástica brasileira, Iara Simonetti (www.iara-simonetti.de) expõe pela primeira vez no Brasil, apresentando a coleção “Movimentos Estáticos”, já exibida e premiada em galerias da Bélgica, Alemanha e Espanha.
Movimentos Estáticos reúne uma coletânea de “quadros-esculturas” que captam a figura humana na imobilidade do seu quotidiano buscando resgatá-la da obscuridade.
A exposição acontece no TU Mercado de Arte e Moda e será aberta ao público em coquetel que se realiza dia 8 de Abril, às 19:30 e poderá ser visitada até o dia 30 de abril.
O TU Mercado de Arme e Moda funciona de segunda a sexta, das 10 às 20 horas e domingos e feriados das 11 às 20 horas.
Av. Pedroso de Morais, 793
Tel 11-3816-3100
Imagens disponíveis no site: www.iara-simonetti.de
Resenha: Movimentos Estáticos
Em uma sociedade que progride para uma situação em que cada indivíduo vive fechado numa célula ou numa bolha, submetendo-se a todo tipo de restrição em nome da segurança e do conforto, ou refém da ambição e da competitividade; o que ainda nos mantém universais é nossa sensibilidade, expressa através de uma simbologia gestual comum, e o poder de comunicação que possuímos.
Iara Simonetti, nascida em São Paulo, formou-se em Artes Plásticas pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Deixou a capital paulista rumo à Europa e, desde 1987, vive em Munique, na Alemanha.
O tema da sua criação é a espécie humana representada na pessoa, no indivíduo e na expressão gestual de seus sentimentos e pensamentos.
O olhar da artista capta situações e sensações rotineiras que normalmente passariam sem registro – inclusive pela personagem observada. E são justamente estes instantes, despercebidos ou mal percebidos, que ela retira da obscuridade e transpõe para sua obra – de forma integral, representando a postura de pessoas de corpo inteiro; ou de forma parcial, para acentuar partes do corpo onde se concentra a tensão do momento.
Ao combinar recortes de camadas de madeira com diferentes espessuras, como em uma colagem, Iara compõe objetos esculturais com efeito de bi-tridimensionalidade. Os recortes formam desenhos, posteriormente tratados como pinturas, com cores fortes e bem definidas. Como quadros-esculturas, as figuras são apoiadas à parede e a ela se integram, deixando vagos os espaços onde residem seus limites.
Assim, ao extrair a humanidade dos indivíduos de seu cotidiano e integrá-la ao ambiente, Iara faz com que o Homem retome seu posto, que volte a ser o foco das atenções. Quem observa o resultado vê a si e ao outro. Sente e ressente coisas esquecidas. Comunica-se com a obra e lembra que é humano.
Artista premiada, com diversas exposições individuais e participações em coletivas em países como Alemanha, Bélgica, França e Espanha; esta é a primeira vez em que Iara Simonetti tem a oportunidade de apresentar seu trabalho aos brasileiros, no Brasil.
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