10 de mar. de 2010

AS TROIANAS VOZES DA GUERRA




Memorial da América Latina - Auditório Simon Bolívar

Próximo sábado (13/03/10) - ÚNICA APRESENTAÇÃO, às 19h00. ENTRADA FRANCA.

ATENÇÃO: Retirar os ingressos a partir das 13h00 no dia da apresentação, na bilheteria do Auditório.

Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 (Estacionamento Portão 15)

Barra Funda - São Paulo / SP (ao lado do metrô Barra Funda)

Para maiores informações, acesse: www.memorial.sp.gov.br





Indicada ao PRÊMIO SHELL DE TEATRO 2009, nas categorias:

Melhor Direção e Melhor Direção Musical.





AS TROIANAS - VOZES DA GUERRA

com o Núcleo Experimental (www.nucleoexperimental.com.br)

Baseado na obra de Eurípedes
Direção: Zé Henrique de Paula
Direção Musical e Preparação Vocal: Fernanda Maia

Assistente de Direção: Caroline Fioratti

Preparação Corporal: Beto Amorin

Tradução e Preparação do Idioma (alemão): José Maria Freixa Pascual

Iluminação: Fran Barros

Cenografia e Figurinos: Zé Henrique de Paula

Assistentes Figurinos: Karin Ogazon e Ci Teixeira

Elenco: Inês Aranha (Hécuba); Norma Gabriel (Helena); Kelly Klein (Cassandra); Ci Teixeira (Andrômaca); João Pedro de Almeida Teixeira (Astiânax); Alexandre Meirelles (Menelau); Fábio Redkowicz (Taltíbio); Léo Bertero (Soldado); André Dallan (Kapo); Coro: Bibi Piragibe, Claudia Miranda, Diana Troper, Karin Ogazon, Marcella Piccin e Patrícia Vieira.



Filme Prólogo

Roteiro e Direção: Caroline Fioratti

Atores: Sérgio Mastropasqua (Poseidon) e Patrícia Pichamone (Atena).

“GUERREIRAS ATEMPORAIS. Depois de transformar Senhora dos Afogados (Nelson Rodrigues) em musical e imprimir personalidade a Cândida (Bernard Shaw), o diretor Zé Henrique de Paula reafirma seu nome como um dos principais da cena atual. As Troianas - Vozes da Guerra, adaptação da tragédia de Eurípides, é o acerto da vez. Sua montagem traça um paralelo entre a Guerra de Tróia e a II Guerra: as sobreviventes troianas simbolizam as judias arrasadas pelo holocausto. A ousadia do diretor ao abrir mão dos diálogos em português – as mulheres não falam e os homens apenas trocam frases em alemão – pode desapontar quem desconhece o original. Mas as belas imagens e a coesão dos quinze atores, compensam as dificuldades de compreensão.”

Dirceu Alves Jr. - Revista Veja São Paulo.



“As tragédias gregas são um eterno manancial para o teatro. “As Troianas - Vozes da Guerra”, do Núcleo Experimental, é a prova de que sempre é possível iluminar, de um ângulo insuspeito, obras como essa de Eurípides. Na encenação, não se ouvem as vozes ácidas das mulheres de Tróia, feitas prisioneiras pelos recém-vitoriosos gregos, que arrasaram sua cidade e mataram seus maridos e filhos. O que se pressente são as almas doloridas e os sentimentos recolhidos de indignação com as barbaridades dos algozes. Quando a ação começa, propriamente, percebe-se que a situação original foi transposta para um campo de concentração nazista. As troianas tornaram-se judias, e os gregos, soldados e oficiais alemães.”

Luiz Fernando Ramos - Jornal Folha de São Paulo (Ilustrada).



“O texto que chega aos ouvidos do público nas vozes masculinas é o original de Eurípides, mas visualmente a ação se passa num campo de concentração, num paralelo entre o extermínio dos troianos e dos judeus na II Guerra. E a música, mais uma vez, se faz presente como importante elemento narrativo: a irlandesa Danny Boy, a grega O Haralambis, a servo-croata A Sto Cemo e a japonesa Furu Sato, são algumas das canções interpretadas pelas troianas/judias. O espectador que não domina o idioma alemão é conduzido a construir sua compreensão dos acontecimentos cênicos unicamente a partir da sonoridade das falas masculinas e das ações, gestos e canções das mulheres: um conjunto de imagens de dor, sofrimento e humilhação.”

Beth Néspoli - Jornal O Estado de São Paulo (Caderno 2)

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