3 de fev. de 2010

Trezentos compradores internacionais na etapa brasileira da Fórmula Indy

A Apex-Brasil utiliza a Fórmula Indy como inovadora plataforma de negócios, estimados em US$ 400 milhões durante a temporada de 2010. O Etanol que abastece os carros é produzido no Brasil, a partir da cana-de-açúcar




O Projeto de Fórmula Indy, criado pela Apex-Brasil, é uma plataforma para ações de promoção comercial que busca uma nova forma de aproximar empresários brasileiros e norte-americanos. A temporada 2009 assegurou contratos de US$ 370 milhões para empresários das áreas de software, aeroespacial, alimentos, biomateriais avançados (ossos e peles artificiais), equipamentos e insumos odonto-médico hospitalares, móveis, vinhos, petroquímica, jóias, cosméticos e outros.

A parceria da Apex-Brasil com a Indy Racing League - IRL foi desenvolvida para facilitar a entrada de bens e de serviços brasileiros em regiões do mercado norte-americano onde as ações de promoção tradicionais, como feiras e congressos, não costumam atingir todos os segmentos compradores desejados e, também, onde essas estratégias revelaram-se insuficientes para atingir maciçamente o público norte-americano, especialmente o regional.

A opção por essa inovação na promoção comercial também se deu a partir da percepção de que é parte importante da cultura dos Estados Unidos realizar negócios durante eventos esportivos. A Fórmula Indy tem 41 milhões de fãs nos Estados Unidos - um em cada cinco adultos norte-americanos -, oportunidade, também, de trabalhar simultaneamente a imagem do Brasil e dos produtos brasileiros.

A ação promove empresas, produtos e serviços brasileiros e viabiliza rodadas de negócios entre exportadores brasileiros e compradores estrangeiros durante os eventos da Fórmula Indy.

Etanol brasileiro

A participação do Brasil na Fórmula Indy também tem o objetivo de firmar a primazia do País como detentor de tecnologia no segmento de energia limpa e renovável: o etanol fornecido para todos os carros é produzido no Brasil a partir da cana-de-açúcar, sem subsídio, ao menor custo do mundo, graças a avançadas tecnologias agrícolas. O Brasil se tornou fornecedor de etanol para a Indy na temporada 2009. O produto é fornecido por empresas associadas à União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA).

EUA - parceiro estratégico

O projeto inclui ações de promoção comercial mais agressivas junto a um mercado estratégico para a economia brasileira. Vale lembrar que 78% das exportações brasileiras para os Estados Unidos são de produtos industrializados, sendo metade do total composta por manufaturados de alto valor agregado. A despeito da severa crise iniciada em 2008, o gigante norte-americano se mantém como um parceiro tradicional e de grande potencial.

"A ideia de fazer promoção comercial no campo deles, e da forma como os empresários dos EUA gostam de fazer negócios, gerou um resultado tão positivo que estamos ampliando o trabalho em 2010", explica Alessandro Teixeira, presidente da Apex-Brasil.

2010 - A primeira corrida no Brasil

No dia 14 de março, na abertura do campeonato mundial de Fórmula Indy, em São Paulo, as rodadas de negócios serão realizadas nos estandes montados no local do evento, onde as empresas brasileiras terão oportunidade de fechar negócios com mais de 300 compradores internacionais que estarão no Brasil a convite Apex-Brasil.

US$ 364 milhões em negócios no ano passado

No ano passado, o projeto gerou negócios na ordem de US$ 364 milhões, nas 17 etapas disputadas na Temporada 2009. A expectativa para 2010 é que este montante ultrapasse US$ 400 milhões.

No primeiro ano do projeto, 50 empresas brasileiras e 25 associações nacionais participaram e fecharam negócios com 138 clientes internacionais. Entre os setores que mais exportaram nas etapas do campeonato destacam-se os de software (US$ 200 milhões); aeroespacial (US$ 105 milhões); alimentos (US$ 21,4 milhões); biomateriais avançados (US$ 10 milhões); equipamentos e insumos odonto-médico hospitalares (US$ 5,5 milhões).

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