26 de mar. de 2009

Reestréia espetáculo Infiéis no Teatro X


ESPETÁCULO INFIÉIS REESTRÉIA NO TEATRO X


Escrito pelo dramaturgo chileno Marco Antonio de La Parra, texto entrecruza memórias emocionais de dois casais para discutir a infidelidade humana. Com direção de Reginaldo Nascimento, espetáculo é encenado pelo Teatro Kaus Cia Experimental



O espetáculo INFIÉIS, do dramaturgo chileno Marco Antonio de La Parra, reestréia dia 2 de abril, quinta-feira, às 21h, no TEATRO X. O texto, escrito em 1988, entrecruza memórias emocionais de dois casais para discutir a infidelidade humana. Com direção de Reginaldo Nascimento e tradução de Hugo Villavicenzio, a montagem, é encenada pelo Teatro Kaus Cia Experimental da Cooperativa Paulista de Teatro. Esta é a quinta temporada da peça desde sua estréia, em 2006.



INFIÉIS apresenta quatro personagens, os casais Felipe e Daniela e Andréia e Carlos, aprisionados no labirinto de suas memórias. A narrativa transcorre em tempo e espaços permanentemente desconstruídos. Sentimentos universais de amor, ciúme e competição, agravados pelos traumas deixados pelo regime militar chileno, estão presentes na obra, que fala não só da infidelidade de casal, mas da traição a si mesmo, aos sonhos, princípios e ideais.



Felipe e Andréia, namorados no passado, tentam retomar aquela relação para desfazê-la depois de algum tempo. A peça mostra a condição do sujeito imerso na natureza emocional de si mesmo. Ambientado em um local não definido e formando um labirinto de camas que são feitas e desfeitas, INFIÉIS parte da vida, das circunstâncias cotidianas e expõe ao público o embate psicológico, emocional e físico destas personagens enclausuradas na dor das infidelidades.




“Busco traçar um jogo dentro do labirinto de camas, onde sonho e pesadelo dormem juntos e os personagens estão aprisionados numa atmosfera de dor e angústia. Mantenho o olhar profundamente voltado ao ator, que permanece em cena durante todo o tempo da peça, construindo e desconstruindo ambientes, situações e narrativas reais e irreais, que transitam do dramático ao épico”, conta o diretor Reginaldo Nascimento.



O cenário, de Reginaldo Nascimento, que também assina a sonoplastia, é composto por sete camas, que formam um labirinto. Os figurinos, assinados pelo Teatro Kaus, apresentam roupas que transitam entre o realismo e a desconstrução. A iluminação, de Vanderley Conte, acentua o labirinto e cria a atmosfera do que é real e dos momentos de lembranças. A trilha sonora traz sons, ruídos e músicas mescladas, que vão do clássico ao rock.



A peça estreou em janeiro de 2006, no Centro Cultural São Paulo, Sala Paulo Emílio Salles Gomes, no mesmo ano ficou em cartaz no Teatro Sergio Cardoso, Sala Paschoal Carlos Magno e se apresentou nos SESCs do interior de São Paulo. Em 2007, reestreou no Centro Cultural São Paulo, Sala Jardel Filho e participou do Festival de Teatro de Piracicaba. Em 2008, fez temporada no Centro Cultural da Juventude, em São Paulo.



Marco Antonio de La Parra – Nasceu em Santiago do Chile em 1952. Dramaturgo, médico e escritor, é membro da Academia de Belas Artes do Instituto do Chile desde 1997. Seus textos são montados nas cenas chilena, americana e européia como atestam o Prêmio Latino Americano de teatro de Nova Yorque (1979), o do Festival de Cádiz (1988), de Colline (1990) e de Avigon em 1994 e 1999. Foi membro fundador, em 1987, do Teatro da Paixão Inextinguível, ao qual continua vinculado. Professor de dramaturgia em diferentes universidades e Instituições, tendo exercido entre 1992 e 1993, a direção da oficina de dramaturgia do Centro de Novas Tendências Cênicas do Ministério da Cultura Espanhol. Escreveu, entre outras peças teatrais, O Cru, o Cozido e o Podre; A Secreta Obscenidade de Cada dia; A Vida Privada; La Puta Madre; King Kong Palace e Continente Negro.



Reginaldo Nascimento – Ator, diretor e arte educador, dirigiu, entre outras peças, A Revolta, de Santiago Serrano, El Chingo, de Edilio Pena, Infiéis, de Marco Antonio de la Parra, Pigmaleoa, de Millôr Fernandes, Cala a Boca Já Morreu, de Luís Alberto de Abreu, A Boa, de Aimar Labaki, Vereda da Salvação, de Jorge Andrade, Homens de Papel e Oração para um pé de chinelo, ambas de Plínio Marcos; O Santo e a Porca, de Ariano Suassuna; O Cocô do Cavalo do Bandido, de Chico de Assis; Elogio à Loucura, de Erasmo de Rotterdan; Palhaços, de Timonchenco Wehbi e As Desgraças de Uma Criança, de Martins Pena. Como arte-educador, realiza várias oficinas e cursos pelo interior do Estado e na capital.



Teatro Kaus Cia Experimental – Radicado em São Paulo desde outubro de 2001, o Teatro Kaus Cia Experimental da Cooperativa Paulista de Teatro foi criado em dezembro de 1998, na cidade de São José dos Campos, pelo ator e diretor Reginaldo Nascimento e pela atriz e jornalista Amália Pereira. Na capital paulista, a Cia encenou as peças A Revolta, do argentino Santiago Serrano (2007), El Chingo, do venezuelano Edilio Peña (2007), Infiéis, do chileno Marco Antonio de la Parra (2006/2009), Vereda da Salvação, de Jorge Andrade (2005/2004) e Oração para um pé de chinelo, de Plínio Marcos (2002). Em fevereiro de 2007, o Teatro Kaus estreou o Repertório do Kaus, no Centro Cultural São Paulo, onde ficou em cartaz com os espetáculos El Chingo, A Revolta e Infiéis. Em julho de 2007, a Cia. levou o espetáculo A Revolta para o Chile, realizando três apresentações, com o texto original em espanhol. Em novembro de 2007 lançou o livro Cadernos do Kaus – O Teatro na América Latina, um registro documental sobre todas as ações do projeto Fronteiras – O Teatro na América Latina, realizado pelo Teatro Kaus Cia Experimental durante o ano de 2006 e 2007, em parceria com o Instituto Cervantes e beneficiado pela Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Em 2008, fez temporadas no Centro Cultural da Juventude com as peças El Chingo e Infiéis.



Para Roteiro
INFIÉIS – Reestréia dia 2 de abril de 2009, quinta-feira, às 21h. Texto: Marco Antonio de La Parra. Tradução: Hugo Villavicenzio. Direção: Reginaldo Nascimento. Com o Teatro Kaus Cia Experimental. Elenco: Robson Raga, Amália Pereira, Maritta Cury e Ângelo Coimbra. Duração: 1h20 minutos. Recomendação: a partir de 14 anos. Ingressos: R$20,00 (Estudantes, maiores de 60 anos e classe teatral têm 50% de desconto). Quintas-feiras, às 21h. Até 28 de maio



TEATRO X – Rua Rui Barbosa, 399 - Bela Vista, tel: 3283-2780. Capacidade 80 lugares. Bilheteria abre uma hora antes do espetáculo. Acesso para deficientes. Estacionamento conveniado a R$ 8,00 na Rui Barbosa, 347. Café.

Crédito das fotos: Júlio Cesar Landim

(Amália Pereira – fevereiro/2009)

Assessoria de Imprensa

Amália Pereira - MTB: 028545

(11) 3159-1822 / (11) 9762-5340

amaliapereira@terra.com.br

Um comentário:

Ruy Jobim Neto disse...

A peça é ex-ce-len-te!
O texto (Marco Antonio de la Parra)
a direção (do Reginaldo Nascimento, que mão!!!!!!!!!!!!!!)
o elenco (Amália, Robson, Maritta, Angelo) são maravilhosos e estão em estado de graça! perfeitos!!!!!
que comunhão! teatro é isso!
deixa marcas!
merdaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa