26 de mar. de 2009

Reestréia espetáculo Algumas Vozes no Centro Cultural

ESPETÁCULO ALGUMAS VOZES REESTRÉIA NO CENTRO CULTURAL SÃO PAULO



Texto do autor inglês Joe Penhall, aborda o tema da esquizofrenia. Com direção de Mônica Granndo, montagem da Cia do Ator Careca, foi uma das vencedoras do 12o Cultura Inglesa Festival



Esquizofrenia é o tema abordado no texto ALGUMAS VOZES, do dramaturgo inglês Joe Penhall, que reestréia dia 3 de abril, sexta-feira, às 21h, no CENTRO CULTURAL SÃO PAULO, Sala Paulo Emílio Salles Gomes. Com direção de Mônica Granndo, montagem da Cia do Ator Careca, estreou em 2008 no 12o Cultura Inglesa Festival. O elenco reúne os atores Jaques Bento, Igor Kovalewski, Marcela Grandolpho, Ari Cegatto e Alberto Guiraldelli.



Em ALGUMAS VOZES, Ray, um jovem emocionalmente instável que, depois de anos de internação num hospital psiquiátrico, busca se readaptar ao mundo real com o apoio do irmão mais velho, o superprotetor Pete. O frágil equilíbrio de Ray é posto em xeque quando ele se envolve com Laura, uma garota que acaba de romper com o namorado e se descobre grávida. Ray se afasta do controle de Pete e dos remédios que lhe garantem a lucidez, e volta a ser atormentado por vozes que perturbam sua mente.



“O texto mergulha na dor e na angústia das incertezas da vida. Joe Penhall parte de personagens bem delineados e de relações humanas conturbadas para explorar a vida das grandes metrópoles. O espetáculo tem como proposta de encenação a composição de cenas partindo das imagens e das vozes que proliferam na mente de Ray. Não só o texto, mas o autor também era inédito no Brasil”, afirma a diretora Mônica Granndo.



A montagem segue uma linha realista na interpretação, com base no subtexto das personagens e suas relações cotidianas que são alteradas pela recusa do personagem Ray em tomar seus medicamentos. “Procurei estimular os atores na busca da sutileza para sustentar a tensão das transições e o peso que os eventos vão acrescentando à ação, por meio da pausa, do silêncio e do próprio peso das conseqüências prenunciadas nas ações das personagens”, finaliza a diretora.



O cenário, de Fábio Jerônimo, foi idealizado em tons branco e cinza. Os elementos cênicos são móveis modulares que se transformam a cada cena. Os figurinos, de Mônica Granndo, refletem o comportamento de cada um dos personagens, tendo como sutileza os adereços. O compositor Reinaldo Guiraldelli, compôs e orquestrou a música tema, que dialoga com a encenação, além de elaborar as vozes que interferem ativamente nas cenas. A iluminação é de Vanderlei Conte.



Joe Penhall - Nasceu em Londres em 1967, é considerado um dos melhores dramaturgos de sua geração. Sua primeira peça, Wild Turkey, foi apresentada no London New Play Festival em 1993. Em 1994 é convidado a trabalhar no Royal Court Theatre. Some Voices (Algumas Vozes) estréia no mesmo ano e ganha o John Whiting Award de melhor peça. Em 1995 é admitido como escritor residente no Royal Nacional Theatre. Nos anos seguites escreve Pale Horse; Love and Understanding e The Bullet. Em 2001 sua peça Blue/Orange estréia e ganha diversos prêmios de melhor texto. Em 2003 passa a escrever roteiros para cinema e televisão. Sua mais recente peça, Dumb Show estreou em 2004. Some Voices (Algumas Vozes) e Blue/Orange foram adaptadas para o cinema em 2000 e 2003. Joe Penhall adaptou Enduring Love, de Ian McEwans, e The Long Firm, de Jake Arnott, para a BBC. O curta-metragem The Undertaker marca a estréia do autor como diretor de cinema em 2006. Joe Penhall pertence à efervescente nova geração de dramaturgos ingleses, como Patrick Marber, Jez Butterworth, David Harrower, entre outros.

Mônica Granndo – Atriz e diretora, formada pela Universidade de Campinas/UNICAMP, em 1992. Fundou, em 1999, o Núcleo Delphys de pesquisa da gestualidade do ator junto à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde realizou seu mestrado no programa de Comunicação e Semiótica dessa instituição, tendo defendido seu trabalho sobre O Gesto Vocal, a comunicação e gestualidade do ator no teatro físico, em julho de 2002. Atou nos espetáculos Medéia, de Eurípedes e As Criadas, de Jean Genet e dirigiu as peças Os Sete Gatinhos, de Nelson Rodrigues; Homens de Papel, de Plínio Marcos e Cena a Quatro, de Eugène Ionesco, entre outros trabalhos. Trabalha como educadora na área teatral desde 1993 e, desde 2001, ministra aulas de interpretação, expressão corporal e vocal no Teatro Escola Macunaíma, na cidade de São Paulo. Em 2002, fundou A Companhia do Ator Careca que esteve em temporada no grande circuito teatral de São Paulo com os espetáculos Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos, de Tom Stoppard (2003/2004), e O Beijo (2005) e Fracasso (2006/2007), ambos com autoria de Alberto Guiraldelli.

Companhia do Ator Careca – Formada em 2002, como afirmação de fé no solo fértil de São Paulo para o teatro de grupo. Reunida pelo desejo de um trabalho de colaboração criativa, procura a consistência estética duradoura que apenas o desenvolvimento integrado de atores, técnicos, criadores e produtores pode proporcionar. A Cia trabalha continuamente com processo de treinamento de atores por meio de técnicas corporais, vocais e de interpretação, exercitadas em grupo, até que um novo projeto venha a focar um tipo específico de trabalho. Produziu os espetáculos: Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos, de Tom Stoppard, no qual a mímica, pantomima e clown eram as técnicas em destaque (2003/2004) e O Beijo, baseado na pesquisa de estruturas cômicas de inspirações tão diversas como as estruturas clássicas de Molière e o nonsense contemporâneo e Fracasso (2006/2007), ambos com autoria de Alberto Guiraldelli. Todos os trabalhos da cia tiveram direção de Mônica Granndo.





Para Roteiro
ALGUMAS VOZES – Reestréia dia 3 de abril de 2009, sexta-feira, às 21h. Texto: Joe Penhall. Tradução: Alberto Guiraldelli. Direção: Mônica Granndo. Com a Cia do Ator Careca. Elenco: Jaques Bento, Igor Kovalewski, Marcela Grandolpho, Ari Cegatto e Alberto Guiraldelli. Duração: 105 minutos. Recomendação: 14 anos. Ingressos: R$15,00 (Estudantes, maiores de 60 anos e classe teatral têm 50% de desconto). Sextas e sábados, às 21h. Domingos, às 20h. Até 17 de maio.





CENTRO CULTURAL SÃO PAULO – Sala Paulo Emílio Salles Gomes – Rua Vergueiro, 1000, Liberdade, tel: 3397-4002. Capacidade 110 lugares. Bilheteria abre uma hora antes do espetáculo. Acesso para deficientes. Ar condicionado. Café no local.

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