Cristianismo e paganismo, intolerância religiosa e preconceito, as relações sinuosas da Igreja com o Estado. Essas são algumas das polêmicas debatidas em "Imperador e Galileu", peça do norueguês Henrik Ibsen (1828-1906), que ganha montagem inédita no Brasil, pelas mãos do diretor Sérgio Ferrara. A peça fica em cartaz até 24 de agosto, no Sesc Santana, zona norte de São Paulo, e tem o ator Caco Ciocler como protagonista, no papel do imperador Juliano.
O texto, escrito em 1873, é considerado pelo próprio Ibsen a sua maior obra.
"Imperador e Galileu" é a que teve o mais longo processo criativo da carreira do dramaturgo, com a duração de nove anos, entre 1864 e 1873. O texto trata da vida do imperador Juliano (século IV d.C), que se tornou figura polêmica ao tentar destituir a igreja católica como religião oficial do império romano e resgatar os cultos pagãos.Quando assumiu o império romano, a primeira coisa que Juliano fez foi tentar extinguir a igreja católica como igreja oficial do Estado.
O escândalo foi enorme. Dentre as polêmicas leis que criou, ele decretou que a igreja católica deveria restituir todos os templos pagãos, estava proibida de receber doações em dinheiro e não poderia mais usar o Estado ou sua infra-estrutura, como o transporte, para poder peregrinar. Teria que pagar por isso, bem como conviver com todos os ritos pagãos que o imperador pretendia resgatar. Juliano foi considerado um Anticristo e assassinado aos 32 anos, no deserto, por um criado e amigo cristão.
A peça, que se passa no século IV, discute, dentre outros tópicos, a intolerância religiosa presente ainda nos dias de hoje.Realização:
Fraga e Ferrara Produções Ltda.
Mais Cultura e Entretenimento. Serviço:Sesc Santanawww.sescsp.org.brAvenida Luiz Dumont Vilares, 579 – Santana - Tel.: 11 2971-8700Temporada: de 18/07/08 a 24/08/08Horário: sextas e sábados, às 21h, aos domingos, às 19h30Ingressos: R$ 20, estudantes pagam R$ 10 e comerciários, R$ 5
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