As Oficinas Itinerantes Tela Brasil estão selecionando novos educadores-aprendizes, para atuar nas áreas de roteiro, monitoria de gravações e edição de vídeos.
-> A seleção vai até dia 2 de maio!
As Oficinas acontecem de Maio de 2008 a Abril de 2009, sempre aos finais de semana e em localidades dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Interessados devem ter disponibilidade para trabalhar aos finais de semana e viajar, além de participar de reuniões, durante a semana, á noite.
A coordenação pedagógica das Oficinas é de Moira Toledo, assessorada por Marina Santonieri, Henry Grazinolli e Carolina Lutz Setúbal. A Coordenação Geral do projeto é de Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi.
Como participar?
Envie e-mail para oficina@cinetelabrasil.com.br, com cópia para indi@ouroboroscinema.com.br, até dia 2 de maio, sexta-feira contendo:
-> Currículo Vitae
-> Carta de apresentação, contando um pouco como você se interessou por educação e porque gostaria de participar da equipe da Oficina.
-> Links para vídeos em que você tenha atuado, como roteirista, fotógrafo, editor ou ainda em outras funções. (*Indique na carta caso você tenha interesse e experiência para atuar como educador de outras áreas. Educadores polivalentes são muito bem-vindos!) -> Os links podem ser para Youtube ou qualquer outra página de vídeo. Caso você não tenha o seu portifólio online, pode enviá-lo via correio ou pessoalmente:
Oficinas Tela Brasil
A/C Moira Toledo
Rua Afonso Braz, 295 sl.06 – V.Nova Conceição – S.Paulo – SP – CEP: 04511-011
OBS: Se o envio for via correio, o material deve ser postado no máximo até dia 1º de maio, impreterivelmente.
Segue abaixo breve apresentação das Oficinas Itinerantes Tela Brasil.
Venha trabalhar com a gente!
1.1 Apresentação
O que é a OFICINA ITINERANTE TELA BRASIL?
As Oficinas têm como objetivo oferecer ferramentas de criação e expressão através do audiovisual às comunidades visitadas pelo Projeto CineTelaBrasil. As Oficinas tem duração de quatro finais de semana em período integral, e permitem que os alunos tenham uma introdução às áreas técnicas da produção de vídeo, travem contato com profissionais de cinema e que depois ainda desenvolvam um curta-metragem que conta com equipamento profissional oferecido pelo projeto. Cada Oficina conta com uma palestra de um roteirista ou diretor de renome e oferece ainda bolsa, para custear as despesas de transporte e pesquisa, durante o curso.
Os vídeos realizados são exibidos na sala do Cine Tela Brasil no último final de semana do curso e a comunidade local é convidada para a pré-estréia onde será entregue um certificado de participação na oficina.
1.2 Metodologia
A proposta pedagógica das Oficinas Tela Brasil é sensibilizar os alunos para a realização de vídeos, utilizando ferramentas e estratégias que fazem parte do universo dos próprios alunos. Assim, as Oficinas possuem uma estrutura facilitadora: os professores do projeto são na verdade educadores-aprendizes, jovens formados em projetos sociais, oficinas, cursos livres e workshops de cinema, interessados em tornar-se multiplicadores. A relação entre os alunos e educadores-aprendizes é uma relação de proximidade, horizontal, contribuindo para que os alunos percebam, desde o princípio, que cinema não é difícil de se fazer.
No processo pedagógico muitas vezes utilizamos metáforas para explicar melhor um determinado assunto. Pois bem, os educadores-aprendizes inventaram suas próprias metáforas para entender e ensinar o cinema. Fazendo uso de metáforas acessíveis os educadores se aproximam e abordam as ferramentas audiovisuais, dividindo com os alunos as estratégias que utilizaram consigo. A identificação, a idéia de "quando eu comecei eu também não sabia", trazem um ganho para a auto-estima do aluno, que se sente mais apto e próximo daquilo que quer aprender.
Outra estratégia importante utilizada nas oficinas é a idéia de despertar a curiosidade dos alunos sobre determinado assunto antes de passar ás aulas teóricas ou dissertativas. O princípio é simples: quando o aluno recebe informações de maneira didática, dissertativa, com textos ou longas falas, costuma tentar "decorar" aquilo que foi dito ou apresentado, sem no entanto ter clareza de para quê tais informações são efetivamente úteis. Acreditamos que o ideal é sempre apresentar ao aluno as ferramentas e objetivos de um determinado aprendizado e criar condições para que ele experimente, erre, explore esse universo, ainda sem nenhuma orientação técnica específica. Curioso, inquieto, tentando descobrir, por exemplo, os diferentes mecanismos de uma câmera de vídeo, o aluno fica sedento, faminto por uma informação que o oriente, que o ajude a melhorar sua relação com a câmera.
Uma vez faminto pela informação, o aluno está pronto para perguntar, questionar o educador e, por fim, trocar informações, aprendendo quase sem perceber. A idéia é simples: o aprendizado como um processo em que, de repente, o aluno se dá conta: "Ups! Aprendi!".
A oficina estimula ainda que os alunos aprendam a lidar uns com os outros: suas idéias, desejos, fragilidades, dificuldades, etc. Costumamos dizer, logo na abertura, que a oficina desperta capacidades que os alunos já tem dentro deles: fazer filmes e ser gente!
A idéia de ensinar a "ser gente", como propunha Paulo Freire, é o maior desafio da nossa equipe. A nossa cultura, de uma maneira geral, estimula as conquistas individualistas. A própria escola, com suas provas individuais e seus raros trabalhos em grupo, não contribui para que os jovens aprendam a lidar com que chamamos "o universo do outro". Nesse sentido, realizar filmes em grupo pode ser um desafio quase intransponível, que buscamos superar despertando a generosidade dos alunos, demonstrando que todos nós temos um universo próprio, dentro do qual nossas idéias e opiniões fazem "todo sentido". Buscamos mostrar que o encontro entre universos de pessoas diferentes é sempre um choque de valores e interesses. Porém, aceitar o "universo do outro" é fazer a sua parte. A parte do outro é aceitar o seu. Por mais profundo e complexo que esse aprendizado possa parecer, tem sido nosso maior orgulho e conquista perceber que do início ao final de cada oficina podemos detectar uma
mudança radical no comportamento de cada aluno, o que constitui - junto aos vídeos produzidos e as avaliações escritas - nossos instrumentos mais efetivos de avaliação.
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Indianara Nonzamo
Assistente de Coordenação Pedagógica
(5511) 9388 4270
Ouroboros Cinema e Educação
R. Afonso Brás, 295 sl 6. - V. Nova Conceição - SP
(5511) 3044-7789/90
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