ESTRÉIA NO TEATRO DA VILA
Encenada pelo Grupo Teatral Caixa de Fuxico, peça foi criada a partir da pesquisa do conto português O Galvão, do mito Eros e Psiquê e das Festas do Divino brasileiras. Montagem tem direção de Péricles Raggio
Criado a partir da pesquisa do conto português O Galvão, do mito Eros e Psiquê e das Festas do Divino brasileiras espetáculo infantil A MENINA, O PRÍNCIPE E A NOITE, estréia dia 2 de novembro, sexta-feira, às 15h, no TEATRO DA VILA. Encenada pelo grupo teatral Caixa de Fuxico, montagem tem direção de Péricles Raggio. Peça conta com o apoio do PAC número 22, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, para produção profissional de espetáculos inéditos.
Em A MENINA, O PRÍNCIPE E A NOITE, três irmãs, jovens costureiras, com a morte do pai ficam muito pobres e têm que fugir de sua cidade natal. Elas chegam a uma cidade desconhecida e lá ganham de uma velha misteriosa uma casa, que por ser assustadora, ninguém quer. A Menina mais nova é atraída por uma voz que sai de dentro de um poço e vai parar em um rico palácio onde se casa com um misterioso príncipe que aparece sempre à noite e ela nunca pode vê-lo.
“O texto foi construído a partir do conto tradicional português O Galvão, que consideramos como uma versão do mito de Eros e Psiquê, pesquisado por nós no Asno de Ouro de Lucius Apuleio. No conto O Galvão a heroína, assim como Psiquê no mito, tem que cumprir várias tarefas até conseguir convencer a sogra a aceitá-la, o que implica no amadurecimento dos heróis que devem enfrentar seus conflitos e reverter para a comunidade seu aprendizado”, afirma a autora e atriz da peça Andréa Cavinato.
A peça foi desenvolvida a partir de pesquisas coletivas e técnicas de improvisações no universo da música, no movimento corporal, do conto de tradição oral, do mito nas raízes da ancestralidade portuguesa e das festas populares que ocorrem em várias regiões do Brasil. Como a Festa do Divino, representada pelos rituais de coroação do imperador menino, a esperança popular e afetiva do futuro e a sonoridade do rufar das caixas do divino tocadas pelas caixeiras em seus rituais de abundância e fertilidade.
“A encenação inspira-se no Teatro Popular utilizando recursos corporais, canto, música ao vivo e bonecos. A dramaturgia inclui elementos épicos, presentes na forma de narrativa. Os elementos dramáticos também fluem no jogo cênico entre ator, boneco e platéia. O grupo pesquisa a manipulação de bonecos inspirado no bunraku e utiliza outros recursos do teatro de animação como objetos e tecidos e teatro de sombras na criação de imagens e climas propostos pelo texto”, afirma o diretor Péricles Raggio.
Os figurinos e objetos cênicos, de Juliana Bertolini, que também assina o cenário, foram inspirados nas festas populares e a paleta de cores utilizada foi a da Festa do Divino. O conceito que norteou a criação foi de um figurino-cenário, muito próximo ao do Teatro Popular em festas e feiras de rua. A caracterização dos personagens acontece por meio de adereços cênicos que compõem planos e enquadramentos que remetem à estética das casas brasileiras do interior paulista.
A música, de Marcos Coin e Gabriel Levy, foi pesquisada ao vivo, inspirada pelas improvisações e em pesquisas sobre as festas e danças populares como as congadas, o moçambique, o caroço e as manifestações portuguesas como a procissão da Senhora do Almortão. Outras canções foram compostas para integrar a imagem, o movimento corporal e o texto. Zhé Gomes, assina a iluminação. A confecção dos bonecos é assinada por Claudio Cabrera.
Grupo A Caixa de Fuxico - Formado em 1999, a partir da experiência adquirida junto ao grupo Ventoforte - importante referência no panorama do teatro brasileiro desde os anos setenta - da prática no ensino de Arte para crianças e jovens, do interesse e pesquisa dos profissionais que formam o grupo pela cultura brasileira na suas manifestações musicais dramáticas, folguedos e festas populares. O grupo vem se apresentando em escolas, unidades do SESC, em centros culturais, bibliotecas, casas de cultura, praças, feiras de teatro e outros espaços que privilegiam a narrativa com o objetivo de nutrir o imaginário de crianças e jovens contando histórias em clima de espetáculo folclórico e pesquisando seus aspectos simbólicos em busca de contos que possuam temas universais. Encenou, entre outros espetáculos, A Dança das Cores, Um Mar de Outras Histórias, A Odisséia, A Fada Oriana, O Mahabharatha – O Grande Teatro de Olhar o Tempo e A Batalha dos Encantados. Seus espetáculos possuem características específicas do grupo, o qual procura manter viva a figura do contador de histórias e inclui como recursos da narrativa a música, o teatro de animação (bonecos, objetos, instrumentos musicais), e a festa folclórica.
Andrea Cavinato – Atriz, contadora de histórias e arte-educadora. Integra desde 2005 o grupo de percussão afro-brasileira Ilú Obá de Min. Atuou nos espetáculos Saphoo de Lesbos e De Profundis ambos com direção de Rodolfo Garcia Vasquez; Histórias que o Eco Canta e Sete corações–Poesia Rasgada, ambos dirigidos por Ilo Krugli; Uma Rosa para Bela, direção de Wilton Amorim e A grande praga, direção de Ricardo Leitte, entre outros. Desde 1999, atua com o grupo A Caixa de Fuxico da Cooperativa Paulista de Teatro. Cursou o Teatro da Imaginação, formação de atores da Casa do Teatro Ventoforte. Freqüentou cursos e oficinas dos quais se destacam: Dança-Teatro com Cristiane Paoli Quito e Tica Lemos; Mímica e Interpretação em Monza na Itália; A dramaturgia de Heinner Miller com a Companhia do Latão e Treinamento do Ator coordenado por Ivam Cabral. Especializou-se em Arte–Educação na ECA/USP, onde realizou Mestrado em Artes, sob orientação da Prof.ª Dr.ª Regina Machado e atualmente é doutoranda na Faculdade de Educação, sob orientação do Prof. Marcos Ferreira dos Santos.
Péricles Raggio – Diretor e ator, é Formado pela UNICAMP em Interpretação Teatral e pela UNIMEP em Jornalismo. Dirigiu, entre outras peças, O Navio Fantasma e Terra Iluminada, ambas com a Companhia Terceira Idade do SESC Pinheiros e Faça amor não faça guerra. Desde 1999 é diretor do grupo A Caixa de Fuxico da Cooperativa Paulista de Teatro. Atuou no grupo de Teatro dos Benditos Malditos, com direção de Márcio Tadeu, nos espetáculos: A gira de Romeu e Julieta; As nuvens; Jovem Werther; Jovens Bárbaros de hoje; Sujeito Barrado; Titus - Persona non Grata. Integrante do grupo Teatro Por Um Triz da Cooperativa Paulista de Teatro nos espetáculos: O Maior Pintor do Mundo; direção Teatro Por Um Triz; Patinho Feio - O Vôo de Andersen, direção Cris Lozano; Pinóquio etc e tal, direção Henrique Sitichin; Almanaque de Araque, direção Edu Silva; Princesas daquí e dali e Histórias dos Fios. Atuou ainda nos espetáculos Romeu e Julieta (espetáculo de bonecos), direção Alexandre Gigante e Happening em comemoração ao psicanalista Jaques Lacan, no Espaço dos Sátyros. Desde 2002, freqüenta os cursos, palestras, debates e faz apresentações do repertório do grupo Teatro por um triz no Centro de Estudos e Práticas do Teatro de Animação da Companhia Truks contemplada pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro.
Para Roteiro
A MENINA, O PRÍNCIPE E A NOITE – Estréia dia 2 de novembro de 2007, sexta-feira, às 15h. Texto: Andrea Cavinato. Direção: Péricles Raggio. Com o grupo teatral Caixa de Fuxico. Elenco: Andrea Cavinato, Isabel Reis, Marina Donati e Vivian Ui. Músicos: Estela Carvalho e Marcos Coin. Duração: 50 minutos. Recomendação: a partir de 6 anos. Ingressos: R$10,00 (Estudantes, professores e aposentados tem 50% de desconto). Sábado, domingos e feriados, às 15h. Até 16 de dezembro.
Projeto Escola: 3721-6159 cavinatoandrea@yahoo.com.br
TEATRO DA VILA – Rua Jericó, 256 (esquina com a rua Rodésia) – Vila Madalena, tel: (011) 3258-6345. Capacidade 100 lugares. Acesso para deficientes. Abertura da bilheteria uma hora antes do início dos espetáculos. Reservas por telefone. Estacionamento na rua.
(Amália Pereira - outubro/2007)
Informações à Imprensa
Amália Pereira - MTB: 28545
(11) 3159-1822 / (11) 9762-5340
amaliapereira@terra.com.br
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