23 de dez de 2016

Fisioterapeuta explica como exercícios aliados a bons hábitos podem retardar o envelhecimento

Você já parou para pensar que os seus hábitos podem influenciar diretamente no seu envelhecimento? Pois é, de acordo com uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, só 30% do envelhecimento tem a ver com a genética, os outros 70% estão relacionados com os nossos hábitos. 
Ainda segundo informações da pesquisa, o envelhecimento começa aos 28 anos e o corpo se desgasta por dois motivos, um deles é a limitação biológica e genética, o outro são os fatores externos como estresse, álcool, tabaco e sol.
A fisioterapeuta Thaís Godoy explica que além desses hábitos relacionados à alimentação, há os comportamentais ligados ao estilo de vida. “O envelhecimento sem um bom nível de atividade física pode gerar uma redução de força, perda de mobilidade articular e sensoriais, que prejudicam a capacidade coordenativa. E essa diminuição irá interferir diretamente no equilíbrio e aumentar o risco de quedas, lembrando que aproximadamente 90% delas comprometem pessoas acima de 65 anos”.
Há outros fatores que podem influenciar nas quedas como problemas visuais e a ingestão de certos medicamentos que agem no sistema nervoso central (como por exemplo, antidepressivos e ansiolíticos), porém, Thaís ensina que exercícios físicos ou funcionais com o acompanhamento de um profissional qualificado são sempre bem-vindos. “O sedentarismo acelera o processo de envelhecimento e, se levarmos em consideração que o processo de envelhecimento é composto por 70%  dos hábitos de vida, os exercícios irão influenciar diretamente na qualidade de vida dos idosos. O ideal é optar por exercícios que consigam unir o ganho de força muscular e o treino de equilíbrio”, detalha.
Thaís explica ainda que as quedas podem ser fatais. “Os efeitos da imobilidade nos idosos são devastadores, pois aceleram o processo de envelhecimento e agravam o índice de fragilidade. Além disso, as fraturas da cabeça de fêmur normalmente levam a cirurgias e todos os riscos inerentes a esse tipo de intervenção. Também são consequências negativas: a perda da independência e o risco de institucionalização”. 
Para prevenir, a especialista indica incluir uma rotina de exercícios que melhorem a força muscular e o equilíbrio e lista algumas adequações para manter o ambiente de convivência do idoso mais seguro: 
·        Utilização de corrimãos em escadas; 
·        Tapetes antiderrapantes e barras no banheiro; 
·        Manter os locais bem iluminados e até uma luz noturna, para quando se fazem necessários deslocamentos a noite (como idas ao banheiro, por exemplo); 
·        Cuidados com terreno irregular; 
·        Não deixar objetos em locais altos e de difícil acesso e, se preciso, utilizar escadas adequadas para alcançar os mesmos.

Serviço: 
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Sandra Camillo
Editora Chefe
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