25 de out de 2016

BELOS SONHOS




Itália - França | 2016 | 134 min. | Drama

Título Original: Sweet Dreams | Fai Bei Sogni
Direção: 
Marco Bellocchio
Roteiro: 
Marco Bellocchio, Edoardo Albinati, Valia Santella
Baseado no romance de
 Massimo Gramellini
Elenco: 
Bérénice Bejo, Emmanuelle Devos, Valerio Mastandrea
Distribuição: 
Mares Filmes


Sinopse: A infância de Massimo, um garoto de nove anos, é abalada pela misteriosa morte de sua mãe, que ele se recusa a aceitar. Anos mais tarde, na década de 1990, Massimo, já adulto, torna-se um jornalista realizado. Mas após cobrir a guerra em Saravejo, ele começa a ter ataques de pânico. Enquanto se prepara para vender o apartamento dos pais, Massimo é forçado a reviver o seu passado traumático. Baseado no romance autobiográfico homônimo de Massimo Gramellini, o vicediretor do jornal italiano "La Stampa", o filme foi ABERTURA DA QUINZENA DA CRÍTICA, DE CANNES E TAMBÉM ABERTURA DA 40º EDIÇÃO DA MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE SÃO PAULO.

SOBRE O DIRETOR:
Descendente do neorrealismo, Marco Bellocchio foi um dos diretores centrais do cinema político italiano dos anos 1960 e 1970, movimento marcado pela urgência de retratar um mundo em transformação, em que os jovens e revolucionários questionaram os conceitos de justiça e solidariedade vigentes. Filho de um advogado e de uma professora, Bellocchio nasceu em 1939, na província de Piacenza, na Itália. Teve educação católica na adolescência e, no final da década de 1950, ingressou no Centro Sperimentale di Cinematografia, em Roma. Mais tarde, Bellocchio parte para Londres e estuda na Slade School of Fine Arts. Ao retornar da Inglaterra, dirige De Punhos Cerrados (1965), seu primeiro longa-metragem.

Dois anos mais tarde, lança A China Está Próxima (1967), vencedor do Prêmio Especial do Júri no Festival de Veneza, e que retrata o mal-estar social às vésperas do Maio de 68. Em meados dos anos 1980, uma parceria com o psicanalista Massimo Fagioli resultaria em três filmes: Diabo no Corpo (1986), o filme-ensaio O Processo do Desejo (1991), que recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Berlim e Il Sogno della Farfalla (1994). Em 2003, dirige Bom Dia, Noite, em que deixa o realismo de lado para refletir sobre a história do sequestro e assassinato de Aldo Moro, ex-primeiro ministro italiano e líder democrata-cristão pelos Brigadas Vermelhas.

Nesta última década, dirige Irmãs Jamais (2010, 35ª Mostra); A Bela que Dorme (2012, Prêmio da Crítica da 36ª Mostra), inspirado no caso real de Eluana Englaro, jovem que após 17 anos em estado vegetativo teve seus aparelhos desligados, em um episódio que dividiu a Itália; e Sangue do Meu Sangue (2015). Além de assinar a arte do cartaz deste ano, a 40ª Mostra apresentará seus mais recentes trabalhos, Belos Sonhos e o curta-metragem Pagliacci, assim como exibirá alguns dos mais significativos e importantes filmes de sua trajetória.


ESTREIA NOS CINEMAS29 DE DEZEMBRO DE 2016

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