15 de ago de 2016

Especialista aponta novos motivos que levam os jovens a praticarem pouco sexo




Para a Sexóloga Priscila Junqueira, a insegurança, baixa autoestima e medo de frustrações fazem com que esta geração tenha menos relações sexuais




Dados de uma pesquisa divulgada recentemente sobre a prática do sexo entre os jovens da geração Y surpreenderam muita gente. De acordo com o estudo feito por pesquisadores da Universidade Atlântica da Flórida, os jovens de hoje fazem menos sexo que gerações anteriores. Cerca de 15% das pessoas entrevistadas, entre 20 e 24 anos, são inativas sexualmente e alegaram não ter parceiros sexuais desde os 18 anos. Está é a maior taxa desde 1920.

Para a psicóloga e sexóloga Priscila Junqueira, além do uso constante da internet e aplicativos de relacionamento (que ao invés de ajudar na busca de parceiros acaba fazendo com que os jovens deixem de interagir fisicamente e pratiquem menos sexo), existem outros fatores que estão relacionados à inatividade sexual.

“Os jovens de hoje costumam ser mais inseguros e têm baixa auto-estima. Além disso, a violência, cada vez mais intensa, faz com que os pais mantenham seus filhos resguardados em casa. Isso gera ansiedade, medo e insegurança nos jovens, que começam a não acreditar que podem se relacionar de verdade com outras pessoas. Tudo por conta desses bloqueios físicos e psicológicos,” afirma Junqueira.

Ainda de acordo com a especialista, o sofrimento e frustração de relacionamentos anteriores também se tornam uma barreira para novas relações. “É na relação que nos conhecemos e conhecemos o outro, só que, muitas vezes, isso pode machucar. Por isso, muitos jovens deixam de se relacionar com medo de novas decepções.”

Priscila Junqueira 



A psicóloga é Mestre em Ciências - Faculdade de Medicina da USP; Especialista em Sexologia - Faculdade de Medicina da USP; Especialista em Coordenação Grupoanalítica – Sociedade de Psicoterapia Analítica de Grupo – SPAG- Campinas. Além disso, é professora universitária e atende em consultório particular. Em 2009 recebeu o prêmio de melhor pôster com o tema: Qualidade de sono e qualidade de vida, comparação entre mulheres portadora de HIV e não portadoras. Priscila também teve participação em diversos veículos s consolidados, como Rádio 89 Rádio Rock, Transamérica e Veja Online. Para saber mais, acesse:

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