24 de nov de 2015

Abertura da exposição "O Rio de Janeiro de Debret" em SP





CONVITE | Abertura da exposição "O Rio de Janeiro de Debret" em SP
Mostra celebra os 450 anos da Cidade Maravilhosa com 120 originais do artista francês. A entrada é gratuita
Centro Cultural Correios e os Museus Castro Maya IBRAM/Minc apresentam a exposição O Rio de Janeiro de Debret, de 28 de novembro de 2015 até 25 de janeiro de 2016. No ano em que a Cidade Maravilhosa celebra seus 450 anos, a mostra apresenta 120 obras originais de Jean-Baptiste Debret, oferecendo uma oportunidade inédita para o público de apreciar a visão criada por um dos grandes pintores viajantes franceses sobre o Rio de Janeiro. Haverá visita guiada com a curadora na abertura da mostra, às 11h. A exposição é gratuita e tem patrocínio dos Correios e Governo Federal.
 A exposição O Rio de Janeiro de Debret apresenta um conjunto de 120 obras de Jean-Baptiste Debret (1768-1848). A Coleção Castro Maya, à qual pertencem os trabalhos, guarda mais de 500 originais de Debret (aquarelas e desenhos), raramente vistos em grandes conjuntos.
O pintor residiu no Rio de Janeiro entre 1816 e 1831 e durante sua estada pôde acompanhar as grandes transformações pelas quais passava a sociedade brasileira como consequência da vinda da Corte Portuguesa para o Rio de Janeiro em 1808. Aqui ele foi, por um lado, testemunha de momentos decisivos e de atos governamentais que iam mudando a feição política, social e cultural do país e, por outro, integrante da vida cotidiana da cidade.
 O Rio de Janeiro da época – então com cerca de 100.000 habitantes – foi retratado por Debret com grande minúcia e intimidade, ao ponto de tornar sua obra um catálogo de porm­enores da vida na cidade, ressaltando-se, principalmente, as questões sobrevindas da polarização da sociedade entre homens livres e escravos, um aspecto nitidam­ente exótico e chocante para os olhos europeus.
Debret não poderia ter ficado de fora das comemorações dos 450 anos do Rio de Janeiro: a iconografia do Brasil no período de transição de um modo de vida colonial para o de Nação independente ficou monopolizada pelo retrato criado por Jean-Baptiste Debret através dos desenhos e aquarelas produ­zidos durante sua estada na Corte.
 Segundo a curadora da mostra, Anna Paola Baptista, “Debret é o cronista maior da vida do Brasil na primeira metade do século XIX. Ele acompanhou e documentou visualmente o início do Brasil como Nação independente, especialmente no Rio de Janeiro que agora comemora 450 anos”.


Debret e sua relação com o Rio de Janeiro:
Dos oitenta anos de vida do pintor francês Jean-Baptiste Debret, 15 deles foram passados no Rio de Janeiro. Aqui, o estrangeiro acabou por tornar-se um resi­dente, amante da cidade que retratou incansavelmente.
 Debret chegou à nova sede da Corte Portuguesa em 1816 juntamente com vários artistas franceses- no movimento que ficou conhecido como “Missão Artística Francesa”- para fundar a Academia Imperial de Belas Artes que deveria promover o ensino das artes e ofícios no Brasil. Logo se engajou nas tarefas de pintor da Corte praticando não apenas a pintura de cavalete, mas também a concepção e produção de ornamentações variadas para festejos e cenários. Porém, a fundação da Academia e, consequentemente, o encargo de professor de pintura histórica só se daria em novembro de 1826. À espera deste acontecimento, e mesmo depois dele, Debret dedicou-se à produção de centenas de aquarelas que viriam mais tarde ser a base de sua grande obra impressa: os três volumes do “Viagem pitoresca e histórica ao Brasil”, editados na França entre 1834 e 1839.
 As aquarelas do Rio demonstram, até mesmo em sua composição, a pos­tura integrada do artista ao seu objeto. É flagrante a sensação de intimidade e proximidade com a imagem retratada que emana de suas aquarelas da cidade, quase como se o ponto de vista de observação partisse do interior da cena. Apesar de dominadas pela figura humana, geralmente em primeiro plano, as obras apresentam um elenco enciclopédico de características da arquitetura, interi­ores, vestimentas, usos e costumes, lazer, festejos populares ou religiosos.
Agente de cultura — Os Correios atuam no fomento à cultura brasileira, por meio da disponibilização de seus centros e espaços culturais para diversos tipos de manifestações artísticas. A empresa mantém unidades em São Paulo/SP, Recife/PE, Salvador/BA, Fortaleza/CE, Juiz de Fora/MG e Rio de Janeiro/RJ, além do Museu Nacional dos Correios em Brasília.
No biênio 2014/2015, os Correios estão destinando R$ 15,5 milhões para a ocupação de suas unidades culturais e mais R$ 35 milhões para projetos culturais realizados em todo Brasil. Desde 2004, os projetos são escolhidos por meio de seleção pública, garantindo transparência à destinação dos recursos e possibilitando o acesso democrático aos patrocínios da empresa. Com essa iniciativa, os Correios fortalecem e divulgam a cultura brasileira, cumprindo seu papel de empresa pública e agente do governo federal.
Desde 2013, o Centro Cultural Correios São Paulo vem oferecendo  ao público uma programação cultural diversificada, de qualidade e gratuita. O espaço ocupa uma área de 1.280m² do amplo Prédio Histórico dos Correios, que abriga também a Agência Central dos Correios de São Paulo, considerada a maior  do país, e a Agência Filatélica D. Pedro II. Inaugurado em 1922, o Prédio Histórico é um dos cartões postais do centro de São Paulo, pelas suas dimensões arquitetônicas, tamanho e localização.
Informações e Entrevistas:
Aline Borba e Heloisa Castro
(21) 3352-1905 / 97901-9575
aborba@sevenstarmkt.com.br // heloisa@sevenstarmkt.com.br
Assessoria de Imprensa dos Correios:
Centro Cultural Correios
Silvana Espíndola - (11) 11 4313-8293/ silvanaespindola@correios.com.br
Serviço:
Exposição “O Rio de Janeiro de Debret”
Abertura com visita guiada pela curadora: 28 de novembro, às 11h. 
Visitação: até 25 de janeiro de 2016.
Local: Centro Cultural Correios São Paulo - Avenida São João, s/nº, Vale do Anhangabaú, São Paulo-SP.
Informações: (11) 3227-9461 // e-mail: centroculturalsp@correios.com.br
Site: www.correios.com.br/cultura
Classificação etária: Livre para todos os públicos.
Entrada Franca
Horários: de terça a domingo, das 11h às 17h.
Acesso para pessoas com deficiência
Projeto: artepadilla.rio
Realização: Museus Castro Maya IBRAM/Minc
Curadoria: Anna Paola Baptista
Patrocínio: Correios e Governo Federal

Nenhum comentário: