8 de dez de 2014

MOSTRA CCBB DE CINEMA COMENTADO - HISTÓRIAS DE AMOR SÃO UMA GRANDE PIADA


Centro Cultural Banco do Brasil
patrocina e apresenta

“MOSTRA CCBB DE HUMOR BRASILEIRO”
de setembro de 2014 a março de 2015 no CCBB – SP

EM DEZEMBRO, 14, DOMINGO:
“HISTÓRIAS DE AMOR SÃO UMA GRANDE PIADA”


 

       A Mostra CCBB de Humor Brasileiro arrebenta os corações e alarga o riso, nesta quarta edição, voltada às comédias de costumes, um gênero de filme romântico sempre com muitas reviravoltas e desfechos inesperados, em que, geralmente, casais são formados depois de muitos percalços. Os filmes, que serão apresentados, partem dessa premissa e, apesar de, no imaginário popular, as histórias de amor estarem ligadas mais ao drama e à tragédia, esta edição traz o outro lado da moeda: o romance picaresco e a farsa. “O Casamento de Louise” mostra como as relações sociais só podem ser quebradas pela via do humor. Já “Lisbela e o Prisioneiro” apresenta um herói malandro da classe social baixa que, com muita esperteza, dribla as convenções para conquistar seu verdadeiro amor. O romance, na chave do humor, torna-se, de certa forma, anárquico e libertário.

       Nos intervalos das duas sessões, na mesma sala em que os filmes serão projetados, acontecerão apresentações, ao vivo, de esquetes de humor  escritos especialmente para a Mostra. Eles  dialogam com os dois longas-metragens escolhidos para representar a questão da comédia e sua relação com as histórias de amor. As atrizes Agnes Zuliani e/ou Rachel Ripani são as autoras e protagonistas das encenações que fazem uma ligação entre os filmes e o público presente.


 A quarta edição da Mostra de Cinema sobre o humor brasileiro, apresentada pelo Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo, acontece no dia 14 de dezembro, domingo, e tem como tema “Histórias de Amor São Uma Grande Piada”. Serão exibidos dois filmes da cinematográficbrasileira que dialogam com o tema. Entre as sessões, ao final da primeira e antes da segunda iniciar-se, esquetes de humor serão apresentadas ao vivo, na própria sala de exibição.

O curador Marcos Ribeiro de Moraes percebe uma intensa relação entre os temas do humor e o amor nos filmes “O Casamento de Louise” , de Betse de Paula, uma típica comédia de costumes, e “Lisbela e o Prisioneiro”, um romance picaresco, aquele no qual um herói de classe baixa fura o bloqueio das classes sociais através de sua malandragem. “Dezembro é o mês das comédias românticas, no sentido mais amplo do termo, das comédias de costumes, ‘screwball comedies’ (as chamadas comédias amalucadas), nas quais o humor surge no embate entre os sexos, os gêneros, os embates de costumes e culturas distintas, classes sociais”.

Para ele, o humor permite inversões e subversões de papeis sociais: “De forma genérica, pode-se falar da comédia romântica como uma possibilidade da mulher virar, de sexo frágil, o sexo forte, a mais inteligente, a personagem que é ‘lead’, que contrasta com o chauvinismo do macho. Outra vertente é a contestação ou quebra de tradições estabelecidas, como o amor bandido ou o suposto noivo da mulher rica e culta apaixonar-se pela empregada doméstica. De situações como essas, que saem do lugar comum tedioso das relações amorosas, é que surgem os espaços de subversão construídos via linguagem humorística”.

A escolha de “O Casamento de Louise" da Betse de Paula, para Moraes, é porque o filme “trabalha bem as situações de comédia de erros, de desencontros, de expectativas amorosas, quando o suposto pretendente de uma musicista consagrada, interpretada pela Sílvia Buarque, convidado para um almoço em sua casa, acaba por se encantar e se apaixonar pela espontaneidade e sensualidade da empregada doméstica, vivida pela sempre deliciosa Dira Paes. O filme brinca o tempo todo com as questões de espelhamento e oposições entre a musicista e a empregada.

Já “Lisbela e o Prisioneiro”, segundo a curadoria, “virou um clássico da comédia romântica da cinematografia brasileira contemporânea, dirigida por Guel Arraes, com elenco estelar, em que todos os personagens populares da tradição cultural nordestina estão presentes: o galã sedutor e malandro; a mocinha ‘teoricamente’ ingênua que sonha em se casar com o príncipe encantado; a mulher casada que trai o marido; a figura do corno, icônica no imaginário pernambucano. Enfim, um mosaico farsesco – porém, não caricato - das aventuras e peripécias desse casal que tem que passar por poucas e boas para ficarem juntos. Por meio desses acontecimentos, o malandro se apaixona e a mocinha deixa de agir de modo tão passivo para lutar pelo seu amor”.

A química entre humor e amor é poderosa. “Amor junto com humor faz com que a aventura a dois mantenha-se sempre fresca e renovada, já que o humor permite a inclusão de tudo que frustra, que pode dar errado, que não é a regra numa relação e, assim, abrir novas possibilidades de laços afetivos”, explica Moraes.

Entre as sessões, esquetes bem-humoradas, que dialogam com os filmes exibidos, com duração de 10 a 12 minutos cada um, serão apresentados pelas atrizes Agnes Zuliani, uma das precursoras do “Terça Insana”, e Rachel Ripani, que escreve e atua em performances de humor e musicais.

Cada filme é acompanhado de uma performance diferente. Após a primeira sessão, que será exibido “O Casamento de Louise”, os espectadores são convidados a permanecer na sala de cinema depois dos créditos, enquanto as atrizes – em atuação solo ou em dupla – interagem com o público, fazendo comentários e encenando situações que fazem relações com o que foi visto na tela. Depois, antes de iniciar a sessão de “Lisbela e o Prisioneiro”, com todos já dentro da sala, outra esquete originalmente escrita para a Mostra será apresentada.

FILMES E DIRETORES



“O Casamento de Louise” (2000) é um filme dirigido por Betse de Paula, ambientado em Brasília. É uma típica comédia de costumes com os elementos do acaso e do imprevisto rodando o filme o tempo todo. Para conquistar o maestro sueco Helstrom (Mark Hopkins), Louise (Sílvia Buarque), que é uma violinista da Orquestra Sinfônica, resolve fazer um almoço para seduzi-lo. O que ela não espera é que o maestro acabará se apaixonando por Luzia (Dira Paes), empregada de Louise. Para dar mais tempero ao imbróglio, chegam para o almoço, de surpresa, o ex-marido de Luzia, Bugre (Marcos Palmeira), jogador de futebol, e o ex de Louise, Flávio (Murilo Grossi), que trabalha em um cargo importante no Banco Central.


“Lisbela e o Prisioneiro” (2003), de Guel Arraes, é baseada na peça de teatro homônima de Osman Lins. É uma comédia ao estilo picaresco que Leléu (Selton Mello), um herói malandro chega à cidade que vive Lisbela (Débora Falabella) e se encanta com a filha do severo chefe de polícia local Tenente Guedes (André Mattos). Ela, que é apaixonada por galãs de filmes americanos, também se apaixona por Leléu, apesar de estar com o casamento marcado com Douglas (Bruno Garcia). O que ela não sabe é que Leléu está sendo caçado pelo matador Frederico Evandro (Marco Nanini) por ter tido um caso com sua mulher (Virginia Cavendish).

MOSTRA CCBB DE HUMOR BRASILEIRO
Durante sete meses (a partir de setembro) – serão exibidos dois filmes nacionais calcados em algum tema ou subgênero relacionado ao humor. A experiência será sempre enriquecida com esquetes bem-humorados, encenados ao vivo pelas atrizes Agnes Zuliani e Rachel Ripani, ambas com trajetória significativa na cena teatral contemporânea paulistana. Acompanhe a programação mensal do CCBB para conhecer a seleção da mostra para cada mês.

Serviço:

O que: Mostra CCBB de Humor Brasileiro: “HISTÓRIAS DE AMOR SÃO UMA GRANDE PIADA”.
Patrocínio: Banco do Brasil.
Produção: convergênciacultural.
Curadoria: Marcos Ribeiro de Moraes.
Quando: dia 14 de dezembro, domingo.
Quanto: entre R$ 2,00 (meia/exibição em DVD) e R$ 4 (inteira).
Onde: Cinema do CCBB SP (70 lugares).
(Obs: 10% dos ingressos são gratuitos, reservados para população de baixa renda).

Horários:
 
14h – “O Casamento de Louise” seguido por esquete protagonizado por Agnes Zuliani e/ou Rachel Ripani.
Classificação indicativa: Livre.




16h30 – Esquete protagonizado por Agnes Zuliani e/ou Rachel Ripani seguido da exibição de “Lisbela e o Prisioneiro”.


Classificação indicativa: Livre.

Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro. São Paulo.

Informações:

Outras informações:
Acesso e facilidades para pessoas com deficiência // Ar-condicionado // Cafeteria Cafezal

Estacionamento conveniado: Estapar Estacionamentos - Rua da Consolação, 228 (Edifício Zarvos). Valor: R$ 15 pelo período de 5 horas. Necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.

Transporte gratuito até as proximidades do CCBB – embarque e desembarque na Rua da Consolação, 228 (Edifício Zarvos) e na Rua XV de Novembro, esquina com a Rua da Quitanda, a vinte metros da entrada do CCBB.

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