11 de out de 2014

“O Mundo no Black Power de Tayó” ganha repercussão nacional


Autora Kiusam de Oliveira recebe prêmio ProAC Cultura Negra 2012.


 
Tayó é uma menina que tem orgulho do cabelo crespo com penteado Black Power, enfeitando-o das mais diversas formas. A autora apresenta uma personagem cheia de autoestima, capaz de enfrentar as agressões dos colegas de classe, que dizem que seu cabelo é “ruim”. Mas como pode ser ruim um cabelo “fofo, lindo e cheiroso”? “Vocês estão com dor de cotovelo porque não podem carregar o mundo nos cabelos”. Responde a garota para os colegas.

Com essa narrativa, a autora transforma o enorme cabelo crespo de Tayó numa metáfora para riqueza cultural de um povo e para a riqueza da imaginação de uma menina sadia.
Com ilustrações riquíssimas de Taisa Borges, o livro viaja pelo universo “Black Power”. Lançado no final de 2013, o livro participou da 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo deste ano como um dos mais procurados. Kiusam de Oliveira foi uma das duas autoras negras que estiveram na Bienal, dentre as dezenas que expuseram seus lançamentos. O Black Power de Tayó retrata de forma alegre a vida e o amor de uma menina de 06 anos que alem de amar seu cabelo, traz a tona todo o sentimento e orgulho africano na historia nacional.

Tayó, nome próprio africano (iorubano), feminino e masculino que significa “da alegria”. Assim é o resumo desta historia emocionante que se propaga pelo Brasil através da figura carismática de sua criadora. O movimento Black Power (poder negro) é um movimento surgido entre pessoas negras no fim da década de 1960, especialmente nos Estados Unidos, e que propõe orgulho racial e autonomia para os negros. O cabelo, como símbolo da negritude, ganhou força no padrão de penteado crespo, alto e arredondado, passando a  se chamar Black Power, mesmo nome do movimento. Tanto homens como mulheres usam este penteado, e o que era questão política hoje se tornou moda e sinônimo de atitude sem perder sua característica básica de protesto e afirmação.

O livro parte para a segunda edição (já comprometida) e a terceira deverá sair do forno em breve, para suprir a quantidade de pedidos. O livro conta ainda com o comentário do jornalista e escritor Oswaldo Faustino.

 Sobre Kiusam de Oliveira 

 


Artista multimídia. Escritora. Autora dos livros “Omo-Oba: Histórias de Princesas” (Mazza, 2009), “O mundo no black power de Tayó” (Peirópolis, 2013), “O mar que banha a ilha de Goré” (Peirópolis, no prelo), “Omo-Oba: Histórias de Príncipes” (Global, no prelo). Contadora de histórias. Bailarina, coreógrafa, professora de danças afro-brasileiras. Pedagoga com habilitações em Orientação Educacional, Administração Escolar e Deficiência Intelectual. Doutora em Educação e Mestre em Psicologia pela Universidade de São Paulo. Especialista na temática das relações étnico-raciais, participando de conferências, congressos, simpósios etc. Experiência em assessoria na implementação da lei 10.639/03 nos municípios de Diadema (desde 2005) e São Paulo, na DOT-P-Guaianases (2013). Ministrante de cursos e oficinas sobre corporeidade afro-brasileira. Ativista do movimento negro. Escreveu e lançou Omo-Oba: Histórias de Princesas (Mazza Edições, 2009) que foi recomendado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ/2010) e selecionado pelo Plano Nacional de Bibliotecas nas Escolas (PNBE/2011). Em 2013, lançou o livro O mundo no black power de Tayó (Peirópolis, 2013) que ganhou o prêmio PROAC- Cultura Negra-2012.

No prelo da Editora Peirópolis está o já premiado “O mar que banha a Ilha de Goré” (lançamento em 2014) e Omo-Oba: Histórias de Príncipes, no prelo da Editora Global (lançamento em 2014). Ganhou o Prêmio Mulher em 2006 da Assembleia Legislativa de São Paulo, pela sua luta na defesa dos direitos humanos das mulheres e da população negra. Em Diadema é professora concursada no cargo de Professora Itinerante, lotada no Centro de Atenção à Inclusão Social/CAIS desde 2004. Desde 2005 tem atuado no município de Diadema como gestora pública na Secretaria de Educação e/ou na Secretaria de Cultura e ou na Secretaria de Assistência Social por conta da natureza ampla de sua formação nas temáticas de gênero, das relações étnico-raciais, da cultura e artística – é uma pessoa polivalente. Nos últimos 8 anos prestou assessoria na implementação da lei 10.639/03 em Diadema, São Bernardo do Campo, São Paulo (DOT-P-Guaianases). Atualmente, tem prestado assessoria na implementação da lei 10.639/03 em Diadema/SP e coordena o Centro de Formação Anísio Teixeira/UAB/OMD.
 

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