18 de jan de 2014

Alimentação saudável: qual a importância do carboidrato durante a infância?




Nossos hábitos são condicionados nos primeiros anos de vida, por isso é muito importante o estabelecimento de regras e comportamentos saudáveis desde cedo. Uma alimentação equilibrada nesta fase é aquela em que a criança é estimulada a comer todos os tipos de alimentos, fracionados em cinco ou seis refeições diárias, segundo o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Diferentemente da imagem de vilão da saúde, o carboidrato é um nutriente essencial na alimentação infantil. Segundo o PNAE, baseado na Organização Mundial da Saúde (OMS), a recomendação de carboidratos durante a infância é entre 55% e 75% do total de calorias consumidas diariamente.
Deficiências alimentares na infância prejudicam o processo de maturação do sistema nervoso, o desenvolvimento mental e intelectual. Além disso, aumentam a vulnerabilidade às infecções. A falta de energia ainda é a maior causadora destes problemas. Por isto a importância da oferta adequada dos carboidratos como arroz, trigo, milho e seus derivados - massas, pães, bolos e biscoitos, que também são fontes de proteínas vegetais, vitaminas e sais minerais. "Além do fornecimento de energia necessária para o desenvolvimento e crescimento, o carboidrato se oferecido de forma correta pode ajudar a prevenir a obesidade", explica a nutricionista Alessandra Godoy.
A Organização das Nações Unidas apresentou em julho do ano passado o relatório "O Estado da Alimentação e da Agricultura 2013 - Sistemas Alimentares para uma Melhor Nutrição", com alertas para os problemas ligados à má alimentação: o excesso de peso, a obesidade, a desnutrição e a falta de micronutrientes. O relatório mostra que 500 milhões de pessoas são obesas e aproximadamente 1,4 bilhão sofrem com excesso de peso, ao mesmo tempo em que 868 milhões - ou 12,5% da população mundial - estão subnutridas e cerca de 2 bilhões têm uma ou mais deficiências de micronutrientes.
Segundo apontou a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) de 2008/2009 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de crianças e adolescentes obesos apresenta índices crescentes a cada ano. De acordo com o estudo, uma em cada três crianças com idade entre 5 e 9 anos estão com peso acima do recomendado pela OMS e pelo Ministério da Saúde.
Desenvolver boas práticas alimentares desde a infância é um dos principais fatores para a prevenção de doenças na fase adulta.

VOLTA ÀS AULAS: QUAIS TIPOS DE ALIMENTO COLOCAR NA LANCHEIRA DAS CRIANÇAS?
Férias, viagens e mudanças na rotina escolar. Durante este período é comum deixar os hábitos saudáveis de lado. Para as crianças, o momento de volta às aulas pode ser a oportunidade ideal para retomar a boa alimentação ou, até mesmo, iniciar um processo de reeducação alimentar.
É comum que as cantinas das escolas ofereçam lanches rápidos e nada benéficos à saúde. O melhor a ser feito é carregar na lancheira opções leves, nutritivas e de acordo com a aceitação da criança.
De forma alguma vale chantagear ou usar uma comida favorita como recompensa. O certo é negociar, explicar o porquê do alimento saudável e oferecer um dia de compra na cantina. Esta é uma boa forma de conduzir a educação alimentar.
A nutricionista Alessandra Godoy explica que a composição do lanche, baseada no Guia Alimentar da População Brasileira, deve sempre conter:
  • 1 fonte de carboidratos para fornecimento de energia (pães, biscoitos simples doces ou salgados, bolo simples ou cereal matinal);
  • 1 fonte de fibras e minerais (frutas ou sucos);
  • 1 fonte de cálcio (leite, queijo ou iogurte).
A realização desta refeição sugere menores índices de sobrepeso/ obesidade e tem importância ainda maior quando a criança ou adolescente não consegue se alimentar durante o café da manhã.

#sandracamillo

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