4 de out de 2013

Circo Negro Teatro Sesc Ipiranga

Obra do argentino Daniel Veronese estreia no Sesc Ipiranga

Circo Negro é o novo espetáculo da CiaSenhas, de Curitiba
Ao juntar em cena, no mesmo espetáculo, a dramaturgia do autor e diretor argentino Daniel Veronese – um dos nomes mais festejados da atual cena de Buenos Aires –, a CiaSenhas de Teatro, um dos mais importantes e atuantes grupos teatrais de Curitiba, sob direção de Sueli Araújo desde 1999, ano de seu início, a expectativa em torno da montagem só podia se confirmar: uma peça lúdica e cruel, um teatro de movimentos repentinos, que mistura realidade e ficção. CIRCO NEGRO é teatro apresentando o teatro. Teatro mostrando o fato-teatro. Assim é o novo espetáculo da CiaSenhas, CIRCO NEGRO, que tem estreia marcada para o dia 26 de outubro de 2013 no Sesc Ipiranga. A temporada vai até 8 de dezembro.

CiaSenhas de Teatro – Companhia que atua em Curitiba desde 1999 é formada por artistas-pesquisadores das Artes Cênicas. Desde sua fundação a companhia desenvolve trabalho continuado na cidade e têm procurado nortear suas atividades segundo três princípios fundamentais: investigar a linguagem cênica com enfoque no trabalho do ator-criador e no desenvolvimento de dramaturgia original, disponibilizar seus espetáculos às mais diferentes plateias e promover ações para o fortalecimento estético e político do teatro de grupo.

Montagem – A narrativa do trabalho é conduzida por criaturas/personagens que se alternam entre seres reais e imateriais criando atmosferas cênicas em que a realidade se revela estranha, porém reconhecível em sua crueldade. O universo ficcional proposto na encenação se estabelece como impossibilidade, estranhamento e assombro. 

A realização de números circenses, propostos no texto de Veronese, serve como metáfora do jogo de relações de poder e competitividade instaurados sobre tênues movimentos entre verdade e mentira, narrativa e drama, personagem e narrador, seres autônomos e autômatos.
A citação ao circo está presente em todos os elementos visuais e sonoros criando a paisagem de um tempo-espaço situado entre as imagens do circo mítico - fruto do inconsciente coletivo - em contraste com o lugar do próprio teatro enquanto espaço da representação. O jogo, ao mesmo tempo lúdico ecruel, propõe a discussão poética e política do que é real e do que é representação.

Daniel Veronese - A dramaturgia de Daniel Veronese (1955), autor argentino contemporâneo, é reconhecida internacionalmente pelas suas ousadas formas narrativa e pelos temas lancinantes que aborda. Em consonância às produções mais provocativas do teatro contemporâneo, há em seus textos imagens e situações suja complexidade fortalecem a autonomia e instigam a criatividade dos artistas envolvidos na encenação.  A influência de Beckett e Brecht em sua obra se encontra refletida em seus mais de 20 textos escritos e encenados, cuja inventividade formal e originalidade dos temas provocam diretores na França, Alemanha e Itália e mais recentemente, no Brasil. Em Circo Negro (1996) o autor expande a fronteira entre roteiro e texto, narrativa e drama, personagens e atores. A insinuação do autor de utilização de objetos e bonecos serve como estratégia para impulsionar novas percepções sobre a complexidade do universo proposto em seus textos.

Sueli Araújo - Autora, diretora teatral e atriz. Mestre em Artes Cênicas pela UFBA, especialista em Arte-Educação pela FAP-PR e bacharel em Artes Cênicas pela PUC-PR. É fundadora da Cia.Senhas de Teatro onde atua como dramaturga e diretora artística dos espetáculos, que são desenvolvidos por meio de processos colaborativos com os atores. É coordenadora artística e curadora da MostraCena Breve Curitiba – a linguagem dos grupos de teatro. Professora do Curso de Artes Cênicas da Faculdade de Artes do Paraná desde 1997.

IMPRENSA:
“...a Cia Senhas avança em sua própria jornada com "Circo Negro", um espetáculo que se constitui como um desafio formal e estético ao qual a diretora Sueli Araújo responde com maturidade criativa. Como ouvi de um crítico paulista ontem, este é o trabalho ideal para que a companhia curitibana rompa a timidez e ultrapasse as fronteiras paranaenses. Concordo plenamente. Está mais do que na hora de mostrar-se a outros públicos.”
“...O que move o grupo nesta obra de Veronese é a observação crua da condição do atuante. Crua, mas não cega de sua beleza: afinal, como se diz em cena, o ator é o único capaz de morrer e voltar.” Por Luciana Romagnolli – Blog Horizonte da Cena http://horizontedacena.blogspot.com.br/2012/09/veronese-ii-cia-senhas-se-expoe-ao-risco.html

“...Espetáculo, no melhor sentido do exibicionismo, pelo qual assistí-lo é igualmente se descobrir participante de um circo de contradições.  A generosidade e talento dos atores faz da obra do argentino Veronese uma experiência especial. E é preciso dizer ainda, que o trabalho trouxe um dos melhores inícios de espetáculo de todo o festival. Inventivo, controladamente ridículo, criticamente ingênuo e esteticamente muito interessante. Circo Negro é desses espetáculos que poderiam ganhar as estradas e garagens por aí. Em bons e muitos momentos, lembrou, de uma maneira mais atual ejovem, a ironia e sabores do velho e saudoso Teatro do Ornitorrinco.” Ruy Filho -http://antroexpostodialogos.blogspot.com.br/2013/03/circo-negro.html

“O espetáculo me arrebatou, o que talvez me deixe minha avaliação menos imparcial, mas constato uma maturidade grande nessa montagem. Sua proposta não é simples, lida o tempo todo com desencaixes (de tempo, de espaço, de foco), e o grupo, sob direção de Sueli Araújo, cumpre com galhardia o desafio. O ritmo e a qualidade da encenação são dois motivos consistentes para explicar o fascínio desse Circo Negro, mas existe algo além; há esse efeito que emerge à revelia do que se narra na superficialidade. Uma emoção genuína, nada manipulada, que brota do estranhamento. Uma sensação periférica, que invade o espaço reservado à lógica e à razão. Talvez seja isso o que nos diferencie dos títeres e dos bonecos: ao contrário deles, sucumbimos à morte, temos limitações físicas e inevitavelmente transmitimos emoções (mesmo quando não queremos); mas carregamos o que se convencionou chamar de "alma" (anima), essa porção de mistério que pertence a todos e a ninguém.! Maria Fernanda Vomero

CURRICULO DO ESPETÁCULO
2012: Temporada de 24 apresentações na Cia dos Palhaços (Curitiba)
2013: Festival de Teatro de Curitiba, FIT Rio Preto, FILO – Festival Internacional de Londrina, POA em Cena e Festival do Teatro Brasileiro – Cena Paranaense – etapa São Paulo.

FICHA TÉCNICA
Texto: Daniel Veronese
Tradução: André Carreira
Direção: Sueli Araujo
Assistente de Direção:Anne Celli
Elenco: Ciliane Vendruscolo, Greice Barros, Luiz Bertazzo e Rafael di Lari
Direção de Movimento: Cinthia Kunifas
Sonoplastia: Ary Giordani
Iluminação: Wagner Correa
Figurino: Amábilis de Jesus
Cenário: Paulo Vinícius
Produção: Marcia Moraes
Realização: CiaSenhas de Teatro

SERVIÇO
De 26 de outubro a 08 de dezembro >>> Sábados às 21h, domingos às 18h
Ingressos
R$ 30,00 - Inteira
R$ 15,00 - Meia (estudantes, professor de rede pública, terceira idade, cartão do Sesc como usuário)
R$ 6,00 - Comerciário
Local Sesc Ipiranga – Teatro - Rua Bom Pastor, 822 - Fone: (11) 3340-2004
Duração 60 minutos Recomendação 16 anos Lotação 200 lugares
Ingressos à venda na rede INGRESSOSESC a partir de 1/10, às 14h.


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