8 de set de 2013

Mobilizações do Grito dos Excluídos acontecem por todo o país e sacodem a juventude

“Certamente o Grito dos Excluídos é uma das manifestações populares de maior expressividade que acontecem no país de maneira dirigida, intencionalizada pelas organizações sociais, sindicais, pastorais, entre outros organizadores”. Esta afirmação da coordenação nacional do Grito dos Excluídos aponta que a construção unitária de debates e mobilizações de rua é um dos caminhos para a construção do Projeto Popular para o Brasil.
Isto é o que aponta a 19ª edição do Grito dos Excluídos, que em 2013 debate o tema da Juventude a partir do lema “Juventude que ousa lutar constrói o projeto popular”. Nesta semana já foram realizadas mais de 1000 atividades pelo país desde seminários, vigílias, marchas e ações de protesto e reivindicações.
Tradicionalmente, o Grito define um tema que, desde o início do ano, é trabalhado em comunidades, bairros e vilas de quase todos os estados brasileiros. No 7 de setembro, os organizadores e inúmeros participantes saem às ruas para exigir direito ao transporte de qualidade, saúde, educação, tarifas de água, luz e transporte acessíveis, reforma agrária e urbana, entre outras dezenas de reivindicações. Neste ano, a reforma política e a democratização dos meios de comunicação também estão sendo debatidos.
Segundo a coordenação nacional do Grito dos Excluídos, com a criação da Secretaria Nacional de Juventude, do Estatuto da Juventude e do Conselho Nacional da Juventude, os jovens se reconhecem cada vez mais como sujeitos de direitos e essas são conquistas, fruto da luta organizada da juventude. “Mas apesar delas, ainda falta muito para que se responda às necessidades da maioria dos jovens, pois grande parte deles não estão sendo atendidos como deveriam”, afirma Ari Alberti, da secretaria nacional do Grito.
Em sintonia com a Campanha da Fraternidade 2013, cuja temática é “Fraternidade e Juventude”, e com o contexto de mobilizações ocorridas nos últimos meses, nas quais a juventude tem sido protagonista, o Grito deste ano avança com o debate sobre a juventude através do Lema “Juventude que ousa lutar, constrói o projeto popular”. Além disso, o Grito 2013 está em sintonia com a 5ª Semana Social Brasileira (SSB) que, desde 2011, realiza fortes momentos de reflexão sobre o Estado que temos e o Estado que queremos, também levantando a relação entre o Estado e a juventude.
O Grito dos Excluídos tem sido uma manifestação popular e espaço de animação e profecia. Sempre aberto e plural a pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos e excluídas. Como indica a própria expressão, constitui-se numa mobilização com três sentidos: denunciar o modelo político e econômico que, ao mesmo tempo, concentra riqueza e renda e condena milhões de pessoas à exclusão social; tornar público o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome; propor alternativas ao modelo econômico neoliberal, de forma a desenvolver uma política de inclusão social, com a participação ampla de todos os cidadãos e cidadãs.

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