17 de mai de 2013

Nova técnica é opção para pacientes com mais de 70 e doença cardíaca


Nova técnica é opção para pacientes com mais de 70 e doença cardíaca
Cerca de 150 mil brasileiros, com mais de 75 anos, sofrem de estenose aórtica, mal que pode levar à morte. No Brasil, procedimento pouco invasivo foi reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina, deixando de ter caráter experimental
O aumento na expectativa de vida da população tem se refletido em enfermidades relacionadas à idade, como a estenose aórtica, doença cardíaca que afeta 150 mil brasileiros com mais de 75 anos. Para tratar pacientes de elevado risco cirúrgico uma nova técnica, pouco invasiva, vem sendo usada no Brasil: o Implante de Válvula Aórtica Transcateter (ouTranscatheteraorticvalveimplantation- TAVI, em inglês), método que deixou de ser reconhecido em caráter experimental pelo Conselho Federal de Medicina.
Na estenose aórtica, há uma calcificação na válvula aórtica (que separa o ventrículo esquerdo da aorta) decorrente do envelhecimento, dificultando ou até impedindo a passagem do sangue do ventrículo direito do coração para o resto do corpo, o que pode levar à morte. O tratamento recomendado é a cirurgia da troca da válvula defeituosa, mas 1/3 desses pacientes são preteridos ao procedimento devido à idade avançada e outras enfermidades relacionadas.
No novo procedimento, esclarece a cirurgiã cardíaca do HCor - Hospital do Coração Magaly Arrais, uma das pioneiras do método no Brasil, o implante da válvula acontece por meio de um cateter. "É feita uma pequena incisão na virilha onde é introduzido um cateter que leva a prótese, que irá substituir a válvula danificada até o coração. Outro opção, para pacientes com artérias de fino calibre, é a realização no implante pela ponta do ventrículo esquerdo. Há ainda uma terceira alternativa onde é feita uma abordagem direta na aorta, 6cm adiante da valva, através de mini-incisão, sem o uso da circulação extracorpórea e com o coração batendo", relata.
No procedimento antigo, eram feitas grandes incisões, aumentando o risco de complicações pós-operatórias e o tempo de internação dos pacientes.
Entre os sintomas da estenose aórtica estão: sensação de fraqueza ou até desmaio após a prática de atividade física, falta de ar e dificuldade para respirar depois dos exercícios, além de dor e pressão no peito.
"A doença não só restringe e compromete a qualidade de vida da pessoa, como a partir do momento em que se torna sintomática, diminui a sobrevida do idoso, além de elevar o risco de morte súbita. Sem tratamento esse paciente costuma morrer em até 2 anos", relata a médica do HCor.

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