27 de mai de 2013

Apesar da onda sobre “vampirismo”, os livros psicografados por médiuns brasileiros também serão destaques


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Apesar da forte onda sobre o “vampirismo” que domina o mundo, os livros espíritas psicografados por médiuns brasileiros também serão destaque na 21ª Bienal do Livro que ocorre de 12 a 22 de agosto, das 10hs às 22hs, no Pavilhão de Exposições do Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1.209, Santana), em São Paulo.

O espiritismo nunca esteve tão em alta no Brasil quanto agora. Estima-se, por exemplo, que foram vendidos cerca de dez milhões de livros espíritas no País em 2009. No cinema, produções como Chico Xavier foram vistas por mais de dois milhões de pessoas em apenas cinco semanas após o lançamento. O mesmo ocorreu com Bezerra de Menezes, que atraiu um público de 500 mil pessoas. Até o final do ano, estão previstos ainda lançamentos como "Nosso Lar", dirigido por Wagner Assis; "As Mães de Chico", por Glauber Filho; "E a Vida Continua", de Paulo Figueiredo; e o documentário "As Cartas", de Cristiana Grumbach.

Não é a toa que o sucesso desse tipo de obras ganha mais adeptos a cada dia. Hoje, o Brasil possui a maior concentração de espíritas em todo o mundo (cerca de 10% da população), totalizando cerca de doze mil núcleos espíritas.

Entre os lançamentos mais aguardados do ano está “A Marca da Besta”, da Casa dos Espíritos Editora,livro que completa a trilogia O Reino das Sombras, escrito pelas mãos de Robson Pinheiro e de autoria do espírito do escritor e ex-jornalista Ângelo Inácio. Mesmo antes do lançamento oficial, que será durante a 21ª Bienal do Livro no estande da ADELER (E20/F21), a obra já vendeu mais de 14 mil exemplares em pré-venda. As duas primeiras obras, “Legião” e “Senhores da Escuridão”, juntas venderam mais de 100 mil cópias.

A Marca da Besta

Neste terceiro volume, o autor espiritual aborda questões polêmicas, fala sobre as catástrofes ambientais como terremotos e tsunamis e a ligação dos Bilderbergs, da Comissão Trilateral, dos Iluminatti e dos poderosos Rotchildes com os poderes ocultos que patrocinam seus atos e iniciativas no mundo. Os espíritos de personagens como Júlio Verne, Dante Alighieri, William Voltz e o médico e físico alemão Joseph Gleber também participam ativamente da história.

Escrito em forma de romance, o livro é uma espécie de entrevista onde Ângelo Inácio apresenta com exclusividade os planos do primeiro escalão das sombras e de seus seguidores mais próximos, também conhecidos no Novo Testamento como os sete dragões, para manipular os homens e suas organizações e promover o caos na Terra.

Embora o primeiro espírito (ou dragão) tenha a identidade oculta dos demais, os outros seis são submissos e servem ao seu domínio. O segundo, também conhecido como Senhor da Guerra, atua nos gabinetes de governos e da ONU, entre outras instituições que visam disputas políticas e de poder. Opera também na esfera econômica coordenando manipulações financeiras, especulações e planos deliberados para provocar crises que apavorem multidões e enriqueçam poucas pessoas, isto é, seus aliados.

Outro, especializado em Religiosos e Religiões, tem objetivo de desmoralizar os conceitos de espiritualidade por meio da derrocada de seus representantes. Já o quarto espírito, atua no ramo de Tecnologias Modernas e Interfaces de Comunicação, desenvolvendo drogas virtuais que visam à criação de uma legião de alienados dependentes de conexão web em tempo integral.

A Indústria Química e Farmacológica também não fica de fora. O quinto dragão lida especificamente com armas biológicas e com o desenvolvimento de microorganismos para fomentar doenças e epidemias, de modo que possa criar o problema e depois seus agentes no mundo físico apresentarem as soluções, exatamente como ocorreu com a gripe H1N1.

Os dois últimos agem na Comunicação (informática como computação em nuvem) e Tecnologia e Pesquisas, como projetos realizados secretamente por certas nações.

Ficção ou realidade?

“É comum que a sociedade moderna desfaça das antigas civilizações, simplesmente porque elas baseavam seus conhecimentos na explicação mitológica do mundo. Assim, tudo o que a ciência não consegue explicar é encarado com ceticismo e imputado ao domínio do fantástico, assim como diversos acontecimentos descritos na Bíblia”, disse o médium Robson Pinheiro.

O fato é que alguns elementos até pouco tempo considerados fantásticos hoje já são incorporados ao dia a dia com naturalidade. Quantos cidadãos, na década de 1970 e 1980, conceberiam a comunicação disponível hoje? O telefone celular (parecido com os utilizados em Star Wars), chamadas por vídeos, os computadores pessoais ou a Internet e sua nuvem?

 “O paradoxo é que rejeitamos os avanços declarando que determinadas coisas são impossíveis, para em 5 ou 10 anos, receber, singelamente, inovações similares no cotidiano”, explicou Leonardo Möller, editor da Casa dos Espíritos Editora.

Em um dos livros mais consagrados de Chico Xavier, “Nosso Lar”, que estréia em setembro nos cinemas, o espírito André Luiz descreve, em 1944, aparelhos de comunicação modernos utilizados pelos espíritos mais próximos a Terra, como os nosso computadores.

Espiritismo em alta:

O contato com o mundo espiritual está cada dia mais presente em obras de literatura, cinema, teatro e televisão. Abaixo, segue a lista dos principais roteiros onde o tema foi abordado:

Filmes Antigos: Ghost, Amor Além da Vida, O Exorcista, Em Algum Lugar do Passado, Sexto Sentido, Os Outros, Exorcismo de Emily Rose, O Vidente, Joana D´Arc, O Mistério da Libélula.

Filmes Recentes /Lançamentos: Um Olhar do Paraíso, Bezerra de Menezes - Diário de um Espírito, Chico Xavier, Nosso Lar, As Mães de Chico, E a Vida Continua, As Cartas.

Teatro: Laços Eternos (romance de Zíbia Gasparetto), Violetas na Janela (de Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho), Boom (de Jorge Fernando), 4 Vidas (com Paulo Goulart), A Força da Bondade (Espírito Lucius - psicografado por André Luiz).

Novelas/Minisséries: A Viagem, Alma Gêmea, Casa das Sete Mulheres, Laços de Família, O Profeta, Escrito nas Estrelas, A Cura 10 (estreia dia 10 agosto na Globo).

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