10 de mar de 2013

Memorial da América Latina comemora aniversário com projeto de massificação


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Memorial da América Latina comemora aniversário com projeto de massificação 
A inauguração do Memorial da América Latina, no dia 18 de março de 1989, um sábado, foi marcada por uma grande festa popular. Agora, para comemorar o seu 24º aniversário, surge um Novo Memorial, projeto que convida a população de todos os cantos da Cidade a se apropriar da sua imensa área, colada ao Terminal Metrô da Barra Funda. Em outras palavras, no aniversário do Memorial, quem ganha o presente é o povo.
Desde que foi inaugurado, em 18 de março de 1989, na travessia para a democracia, o conjunto arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer foi cenário de momentos importantes da história político-cultural do país. Por aqui passaram, ao longo desses 24 anos, nomes expressivos do universo cultural, artístico e acadêmico, bem como personalidades do mundo político, econômico e religioso – presidentes, pensadores e até o Papa Bento XVI. Nessa trajetória o Memorial exerceu sua vocação de polo irradiador da cultura latino-americana, promoveu o diálogo cultural e cumpriu sua missão de promover a integração dos povos da região do subcontinente latino-americano, que engloba países das três Américas.
Em 2013, e no mês em que faz aniversário, o Memorial da América Latina inicia o projeto para transformar-se em um espaço mais aconchegante e atrativo, que possa ser aproveitado por um número muito maior de pessoas – especialmente por aquelas que têm pouca ou nenhuma oportunidade de acesso gratuito a ofertas de lazer e cultura.
A partir do fim de semana de 16 e 17 de março, a nova Praça do Memorial terá feira com artesanato, comida e bebida latino-americanas, bumba-meu-boi, saraus musicais, marionetes, pernas de pau, lona de circo, palhaços, filmes de Charles Chaplin, teatro de rua, charangas, fanfarras, brincadeiras, oficinas. Para as crianças, parquinho. Para os adultos, pista de caminhada, aparelhos de ginástica. Tendas e vaporizadores oferecerão sombra e frescor.
Enquanto isso, na praça do outro lado da passarela do Memorial começa a funcionar o Circo Vox (http://www.memorial.org.br/2013/03/448680/), com espetáculos no sábado e domingo a preços populares. Ainda no sábado, a grande atração da festa: Alceu Valença faz seu show Acústico no auditório Simón Bolivar. Já na segunda-feira, 18, dia do aniversário, começa o VI Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo, com nada menos do que Lima Duarte fazendo o monólogo A Língua de Deus.
Alceu Valença Acústico - Acompanhado pela viola de Paulo Rafael e a sanfona de Lucy Alves, Alceu traça um roteiro musical e sentimental a partir de sua própria trajetória e apresenta canções que escreveu e cantou pelas ruas de cidades e países por onde tem andado ao longo de sua carreira.
Temas do agreste e do sertão pernambucanos, como “Pau-de-Arara”, “Juazeiro”, “Sabiá” e “Sala de Reboco”, do centenário Luiz Gonzaga, sopram o mesmo vento de puro éter de “Cavalo-de-Pau” e varrem as repisadas ruas do passado de “Cabelo no Pente”.
Cruzando ruas, estradas e caminhos como o carro em contramão de “Na Primeira Manhã”, o “Táxi Lunar” de Alceu Valença projeta a viagem de “Sete Desejos”, avança os sinais de “Anunciação” e percorre os caminhos poéticos da capital pernambucana em “Pelas Ruas Que Andei”. “Ladeiras” celebra Olinda, cidade onde reverbera o “Sino de Ouro” de incontáveis catedrais.
A bordo de seu papagaio do futuro, Alceu revisita a Paris onde aterrisou nos anos 70, e recria parte do show realizado no Teatro Campagne Premiére – com destaque no Le Monde: “Alceu Valença é o sol no inverno parisiense” – exclamou o periódico. Preciosidades como “Saudades de Pernambuco” e sucessos como “Coração Bobo” e “Solidão” fazem parte desta safra, em que o cantor potencializa sua identidade nordestina ao deparar-se geograficamente distante dela.
Belle du Jour” é a ponte entre a musa existencialista e a praia de Boa Viagem. Do sertão para o cosmopolita e da metrópole para o litoral, o amor e a sedução passam explícitos por peles morenas em domingos azuis. Como a “Morena Tropicana”, a criação valenciana também tem saliva doce e carne de caju.
Serviço
Show Alceu Valença Acústico
Auditório Simón Bolivar
Sábado, 16 de março, 21h
Entrada franca (acesso pelo portão 13)
Ingressos: retirar nas bilheterias a partir do dia 15, às 14h e até a hora do show
PROGRAMAÇÃO
Sábado, 16 de março – a partir das 10h
Praça Cívica - Portões 1, 5 e 6
O realejo da galinha
Releitura e resgate do antigo realejo, em uma ação performática, com atores envolvendo o público. Horário: durante todo o dia.
BuZum
Teatro de bonecos itinerante (dentro de um ônibus), que apresenta espetáculos para crianças de 5 a 12 anos, focalizando temas atuais. Horários: 10h, 11h30, 15h, 16h
CharangasUm “barulhento” carro de bombeiro e uma não menos musical “ambulância” aprontam estripulias na Praça, como se estivessem num picadeiro tradicional. Horário: 10h30
Oficina de papel Chamada para que o público participe da confecção de pipas, comandada por Silvio Voce e sua equipe, que oferece o material, do papel às varetas de bambu e cola, e monitora a montagem com todas as regras de segurança. Horário: 10h30
Revoada de pipas
Aqueles que confeccionaram pipas na oficina de papel e outros aficionados pelo eolismo empinarão seus pipas na Praça do Memorial. Horários: 11h e 13h
Grupo musical Akuli
Passando pelo Brasil, o grupo internacional apresenta seu som latino-americano na Praça do Memorial. Horário: 15h30
Fanfarra Lyra de Mauá
Tradicional fanfarra, com malabaristas à frente, desfilam pela passarela e incendeiam musicalmente a Praça do Memorial. Horário: 17h30
Kaporal San Simón
Grupo de dança típica boliviana com 30 integrantes. Horário: 18h.
Lona de circo
Exibição de filmes de curta-metragem de Charles Chaplin.
Horários: 10h30 e 12h.
As Meninas do Conto
Pedro Palerma e outras histórias, espetáculo que reúne cinco contos populares de diferentes autores, entre eles os Irmãos Grimm. Horário: 15h30
Malas, Palhaços e Cambalachos
O espetáculo narra o encontro do espevitado Peripaque com o chorão Godofredo, dois artistas de circo que abandonaram o picadeiro. Horário: 16h
                                             
                                        
Domingo, 17 de março
Oficina de papel Chamada para que o público participe da confecção de pipas, comandada por Silvio Voce e sua equipe, que oferece o material, do papel às varetas de bambu e cola, e monitora a montagem com todas as regras de segurança. Horário: 10h30
BuZum
Teatro de bonecos itinerante (dentro de um ônibus), que apresenta espetáculos para crianças de 5 a 12 anos, focalizando temas atuais. Horários: 10h, 11h
CharangasUm “barulhento” carro de bombeiro e uma não menos musical “ambulância” aprontam estripulias na Praça, como se estivessem num picadeiro tradicional. Horário: 11h
A Pereira da Tia Miséria
Conto tradicional português sobre uma velhinha e a pereira de seu quintal,  apresentado em pernas de pau pelo Núcleo Ás de Paus. Horário: 14h
A Voz da Praça
O palhaço Gelatina interpreta vários personagens e por meio deles apresenta as manifestações culturais encontradas em ruas e praças do país, como o Andarilho, a Cigana Cartomante, o Velho João vendedor de ervas, entre outros, envolvendo magia, cordel, malabares e canções. Horário: 16h
Bumba meu Boi
O grupo Cupuaçu apresenta o Bumba-meu-boi, manifestação de origem desconhecida, de influência indígena e africana, presente em vários estados brasileiros, notadamente no Maranhão. Praça Cívica e Praça da Sombra. Horário: 17h
                                                 
Lona de circo
Exibição de filmes de curta-metragem de Charles Chaplin.
Horários: 10h, 15h
A Vida e a Obra de Chiquinha Gonzaga
Espetáculo da série Mulheres Brasileiras, apresentado pela Cia de Atos, que se dedica a “contação” de histórias. Horário: 10h30 e 17h
Porque o Mar tanto Chora. As Meninas do Conto interpretam a história da rainha que queria ter um filho, mas concebe uma menina, adaptação dos contos Dona Labismina, de Silvio Romero, e Bicho de Palha, de Câmara Cascudo e considerada a versão brasileira de Cinderela. Horário: 11h
A Princesa JiaAs Meninas do Conto trabalham um texto de Câmara Cascudo sobre três irmãos que saem para trabalhar em cidades diferentes, cada qual com seu destino. Horário:16h.
Segunda-feira, 18 de março
Auditório  Simón Bolivar, 20h30
VI Festival Ibero-Americano de Teatro - Festibero
O homenageado deste ano é o ator Lima Duarte, de longa folha corrida de serviços prestados ao teatro, ao cinema e à televisão brasileira. Ele mesmo inaugura o Festibero com o monólogo “A Língua de Deus”, de autoria dele, baseado em textos de Padre Anchieta, Padre Vieira, Fernando Pessoa e Guimarães Rosa. A literatura também inspira outro espetáculo: em “Umanoel”, da brasileira Mariana Muniz, o trabalho cênico vem da poesia inspirada de Manoel de Barros. Além das montagens brasileiras, o  Festival traz peças da Argentina,  Bolívia, Chile, México, Espanha e Portugal. Todos os dias, até o dia 24, com sessões às 19h e às 21h.

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