12 de mar de 2013

A ACESSIBILIDADE E O OUVIDOR DO POVO


A renovação do Poder Legislativo nas últimas eleições, em percentual considerável (próximo de 60%), provoca a curiosidade dos líderes comunitários de primeiro mandato, sobre o verdadeiro papel do vereador.

Inicia-se a 4ª Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania, que percorre 10 regiões administrativas, começando por Bebedouro (13ª Região administrativa), no dia 22 de março.

Por trás do fenômeno da grande procura dos administradores públicos e dos vereadores pelos temas abordados pela Uvesp, está a mudança de consciência das lideranças públicas do Estado de São Paulo.

O papel do vereador ganha caráter mais social na medida em que os cidadãos, revestidos do voto, passaram a cobrar de maneira mais incisiva as atitudes do homem público, rastreados, ainda, pelos escândalos na política nacional nos últimos tempos.

E esse papel social que se espera do homem público, leva a Uvesp e a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência a discutir o papel do município na vida de 9 milhões de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida que vivem nas 645 cidades paulistas.

Por viver o cotidiano da cidade, estar em contato diário com seus concidadãos, que têm suas famílias integradas à qualidade de vida municipal, o vereador passa a assumir o papel de agente do desenvolvimento local. E isso se faz centrando suas atenções no desenvolvimento social.

São grandes os desafios que se apresentam à nossa frente para resolver a vida das pessoas que têm no Poder Legislativo o último reduto para onde ele leva suas aflições e necessidades. Inclui-se aí as pessoas com deficiência que, em pesquisa encomendada pela Uvesp junto à PMKT Mídia e HPM Herrmann Pesquisa & Marketing, demonstra sua insatisfação com as políticas públicas municipais, com a falta de segurança nas calçadas, no transporte coletivo, no turismo acessível e na Educação Inclusiva, onde às vezes, são tratados como “pessoas doentes”.

Para facilitar a vida do legislador os organizadores da caravana criaram uma cartilha com leis que tornam a cidade acessível. É preciso apenas apresentar em plenário, discutir e convencer o chefe do executivo a implantar.

Renovamos nessa caravana a discussão de temas propostos por essas pessoas, envolvendo professores, promotores públicos, motivadores e especialistas ligados à acessibilidade. 

A participação do vereador transforma a Câmara em estuário da vontade popular. O interesse do prefeito coloca-o entre os líderes políticos do futuro que caminham em busca de novas práticas e novas instituições.

Em verdade, nossos deveres são mais que obrigações. São privilégios. No modo contínuo, desde o berço dos fundamentos da democracia da Grécia Antiga, o Poder Legislativo evolui e passa à etapa de confluir suas atitudes e pensamentos aos interesses da coletividade.

O vereador, mais do que fazer leis e encaminhar reivindicações ao Executivo, deve aprender a ser o ouvidor do povo, o procurador do cidadão, o defensor dos direitos humanos. 

Só assim ele vai se tornar um referencial ético, expectativa que o povo alimenta desde o dia em que ele conferiu seu voto de confiança nas urnas.

Sejam todos bem vindos à Caravana, onde se situa um farto material de inserção da vida pública na dimensão social que o cidadão sonha.

Sonhando todos juntos, como dizia D. Helder Câmara, estaremos caminhando para a realidade sonhada.



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