23 de jan de 2013

TÉCNICA LABORATORIAL PERMITE INVESTIGAR POSSÍVEIS ALTERAÇÕES DOS EMBRIÕES ANTES DE SEREM TRANSFERIDOS PARRA O ÚTERO


A idade da mulher é um dos principais fatores para o sucesso dos tratamentos de fertilização in vitro. Mal formações, falhas de tratamentos, abortamentos e até mesmo síndromes podem ser uma das causas de alteração no número de cromossomos do embrião, principalmente em mulheres com idade acima dos 35 anos, e ser ainda maior conforme o avanço da idade
Com os avanços da medicina reprodutiva nas últimas décadas, casais com problemas de fertilidade têm a oportunidade de recorrer aos mais modernos tratamentos de reprodução assistida com segurança e resultados cada vez mais satisfatórios. Além disso, novas técnicas mais detalhadas e específicas de análise genética surgem com a finalidade de aumentar as chances de se obter uma gestação saudável. 
A moderna técnica CGH (sigla inglesa para hibridização genômica comparativa) permite investigar a genética dos embriões, antes de serem transferidos ao útero, através de todos os cromossomos (46, XX para as meninas e 46, XY para os meninos), ou seja, 23 pares cromossômicos. Sua principal função é detectar alterações cromossômicas nas células embrionárias, como ganho e perda do material cromossômico. ginecologista Dr. Edward Carrilho, especialista em reprodução humana, da Clínica Engravida, explica que o aumento do número de aneuploidias (alterações no número de cromossomos nas células) é um dos fatores responsáveis pelo insucesso no tratamento de fertilização in vitro. “Qualquer alteração no número de cromossomos pode ser a causa de mal formações, falhas de tratamentos, abortamentos ou até mesmo síndromes, como a mais conhecida a Síndrome de Down”.
Segundo ele, as chances de ocorrerem alterações no número de cromossomos nas células reprodutivas em mulheres acima dos 35 anos são mais frequentes e o índice piora consideravelmente conforme o avanço da idade. “A técnica CGH permite fazer uma análise mais apurada e confiável, permitindo avaliar todos os cromossomos, o que aumenta consideravelmente as chances de gestação, ou seja, aumentando a taxa de implantação embrionária e diminuindo os riscos de abortos”, declara.
A biópsia (retirada de algumas células) do embrião é feita em casos de tratamentos de fertilização in vitro e é indicada para pacientes com risco alto de alteração, dentre elas, mulheres com idade avançada ou com antecedente de crianças com mal formação. O Dr. Edward Carrilho acrescenta que, devido à evolução das técnicas, existe ainda a possibilidade de fazer uma análise de doenças familiares genéticas e doenças ligadas ao sexo. Há alguns anos, a técnica disponível, conhecida como PGD (sigla inglesa para avaliação genética pré-implantacional), permitia avaliar um número restrito de cromossomos, deixando uma lacuna no diagnóstico dos embriões.

Como é feito o procedimento CGH
A biópsia (retirada de algumas células) do embrião é realizada antes de ser introduzido no útero. No entanto, primeiramente é necessário que a paciente realize um tratamento chamado de fertilização in vitro, conhecida popularmente como bebê de proveta. Para conseguir esse embrião, a paciente faz uso de medicações injetáveis ou via oral que ajuda a aumentar a produção de óvulos. Os mesmos são aspirados através de uma agulha guiada por ultrassom e são encaminhados ao laboratório de fertilização in vitro, onde serão fertilizados com os espermatozoides do esposo que normalmente colhe por masturbação, como um exame de espermograma simples. Após esse processo, os embriões ficam em evolução até o dia em que será realizada a biópsia através do auxílio do microscópio e de um aparelho chamado micromanipulador. Essa amostra é encaminhada ao laboratório que fará a análise dos cromossomos e em algumas horas o resultado é recebido e podemos transferir os embriões geneticamente saudáveis.

Serviço
Clínica Engravida

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