20 de nov de 2012

Tudo que Renato Schmekel gostaria que seu filho soubesse


Como controlar a qualidade da informação que a TV e a Internet assolam nossos filhos?
Desculpem-me leitores mais sensíveis e crentes, não quero brigas, mas não consigo calar a minha verdade (mantendo os limites de não ofender ninguém por excesso de sinceridade, desculpa tola).  Se começo pelo fim do ensaio e parecendo senhor da verdade, acreditem: é porque as grandes cabeças mundiais já chegaram a esta conclusão muito antes de nós!

Já outros de nós, como psicólogos, ludo terapeutas, educadores e sociólogos, continuamos a nos debater em vez de provarem do sabor da impotência e nada a fazer sobre o tema – se renderiam e se calariam – assumindo assim que o assunto é maior que a vã compreensão do modus operandi que estão acostumados a usar e a manipular os pacientes e outros a tentar influenciar os que lhe rodeiam.

Se ditador tira Internet do ar para manipular informação ao povo no
Middle East, e por aí vai, só nos restaria retirar todos os meio de informação do ar, para blindar as crianças e aí (não) teríamos (mais) dois problemas:

1 – Calar os amiguinhos.


2 – Ter de tomar conta das crianças o dia inteiro – imagina, brincar sem parar. Sem poder usar a TV ou o playstation como babá?! Tá louco, Renato?

Agora chega de cinismo e para não polemizar muito, serei breve no conceito principal, um pouco mais rápido no diagnóstico que irei prescrever para controlar este mal dos pequenos, e voando com a medicação! Porém acredito de muitos serem os conselhos abaixo, por alguns ao menos já fáceis de reconhecer de tão familiares e repetidos que nos são reforçados pelos “sábios” de plantão – geralmente os que já têm filhos grandes ou são solteiros.

Sei também que algo de útil eu possa colaborar de forma um pouco mais original. É emcomo aplicar a medicação. Quero crer que talvez possa trazer um pouquinho mais de luz (tipo uma vela mesmo) ao imbróglio e tentar – somente tentar – com vocês dividir minha experiência em como dosar este tratamento homeopático.

O remédio é bem curto. Afivelem os cintos e vamos nós pela montanha russa da insegurança de como darmos sempre o melhor a eles.

Não há controle de TV com código/cadeado para programas impróprios, nem ativar os controles parentais do computador para bloquear certos acessos, pois se você tem filho que já possui mais de sete anos; ele (a) estará de uma forma ou de outra em contato com os mais variados e não pertinentes segmentos de informação – teoricamente inadequados para eles.

Seja pelo celular do amiguinho (a), ou naquela hora que você se dá 15 minutos para uma soneca e eles – daqui em frente vou me referir a meninos e meninas, por “ele” –, pegam o seu iPad para jogar e basta entender como entrar no Google para baixar um jogo; que na mais inverossímil situação eles irão sem querer bater a palavra sex ou sexy no buscador e pronto = uma imensidão de pornografia, fetiches, animais e todos sabemos mais o que.

Aonde eles aprendem a palavra sex, ou sexy? Vos digo: no desenho animado dos Simpsons, nas camisetas dos adolescentes, no linguajar infantil de seriados para adolescentes que se chamam de sexy, no sentido de charmosos, o nome de um conjunto de rock, e por aí vai.

Basta dizer que meu filho aos seis anos queria um e-mail configurado no computador dele – e mesmo sem saber escrever – me pediu: “Pai quero o seguinte e-mail Jake (nome fictício, pois ele queria o dele)” e seguia: “Isto. pai Jakesexy@.com.br”.  E espero não precisar me estender mais.

Somente como mais uma ironia, é bem capaz que se algum leitor clique no
e-mail acima seja dirigido para os sites que bem conhecemos.  Mantenha esta mensagem longe das crianças!!!

Por outro lado, oublier, esqueça eles vão contornar os caminhos mais sinuosos que um adulto jurássico como nós para entrar em contato com o novo. É DO SER HUMANO, o enorme desejo e ânsia por novidades. Se nós os “adultos” somos assim também se assumirmos, como esperar da juventude, pote vazio a ser preenchido por todas as curiosidades e experimentos da vida, que vá a parar e ter sempre um comportamento reto e regrado, como se estivesse no caminho do centro?

E não estou me fazendo entender pela dialética, tentarei a matemática:

Eles = Filhos + cuidado +felicidade + dúvida + medo + orgulho = razão da vida.

Remédio contra a informação: sequer somos capazes de raciocinar tão rápido como eles que já vêm dotados de um novo software que a tudo decodifica.

A ironia é que na maioria das vezes após o aprendizado prematuro; e quando confrontados com a dureza de certos temas, nos quais suas psiques não estão realmente prontas ainda para digerir (por seu estômago fraco e seus lados lúdicos da vida em pleno funcionamento – pois cabeça eles tem – mas guts é diferente), na maioria das vezes acabam se afastando de tal para voltarem aos brinquedos certos.

Porém uma vez experimentado do fruto proibido, é caminho sem volta! Problema para outro ensaio que aborda a antecipada vivência de prazeres hedonistas e consumistas que os podem carregar a um poço chamado: “blasé” = porta do precipício que acolhe adultos fracos, sem valor e com inclinação a perversão na procura de novas doses da heroína chamada esquecimento da dor.

Mas terminando o ensaio com o remédio e como o dosar nos nossos jovenzinhos:

A) Diagnóstico– A maior transparência na comunicação e no relacionamento.

Remédio – Nunca minta. Pergunte o que quer saber e caso eles se neguem a falar de primeira, não pressione, e diga somente que eles sabem que podem sempre confiar e contar com vocês. Se preciso a maioria corre assustada para de baixo da saia da mãe na hora do desconhecido.

B) Diagnóstico – Como ordenar todas estas novidades na cabeça deles, para que consigam se relacionar com o novo sem sentimento de culpa; ou inadequação.

Remédio – Nunca castigue um erro e/ou mentira relacionado a temas sensíveis, pois aí eles passam a não te contar mais nada. E na verdade só mentiram porque têm medo da nossa reação jurássica de novo ao desconhecido (por nós )!

Diagnóstico – Para convívio com amiguinhos que não sabem tanto quanto eles?

Remédio – Abertamente explique que você terá problemas com os pais do amiguinho caso seus filhos possam  vir a os influenciar antes da hora. Mas não o ponha com culpa.

Diagnóstico – Para acompanhar a evolução do conhecimento deles?

Remédio – Não fale muito e nem dê tanto peso ao assunto , conforme você sentir que necessita em momentos mais agudos , tente conversar , como que totalmente despretensioso (e aceite a falta de reposta, pois até isto eles percebem em nós – a falsa colocação sem peso) a cada dia sim, cada não.

Diagnóstico – Para conviver com amiguinhos que sabem mais do que eles?

Remédio – Não há remédio para este diagnóstico. Afaste seu filho de forma severa e rigorosa dos outros mais velhos. Não brinque com isto.

E termino com o velho clichê – da sabedoria popular - criança tem de andar com criança do tamanho (idade) dela e pronto – nem mais nem menos.

Espero poder ter ajudado em algo! Se quiserem criticar, neutros ou elogiar é só postar um comentário aqui no meu blog!

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