20 de nov de 2012

O que fazer se acontece uma segregação na escolas dos seus filhos? Por Renato Schmekel


Como criar o segundo filho, depois do aprendizado com o início da criação do primeiro?

Acredito eu que todo pai de 1a viagem padece pela falta de experiência e após alguns anos consultando pediatras, lidando com os educadores dos primeiros anos de vida de seu primeiro filho, os mesmos [pai e mãe] adquirem uma aprendizagem que os deve ajudar a não cometer os mesmos erros na criação do segundo filho. Às vezes até ficarem menos ansiosos com questões que só agora sabem ser de caráter menor.
 Para exemplificar minha vivência, pensava que só se precisava começar a ser mais duro e a educar um filho a partir dos quatro anos. Tempo suficiente que teria para me deleitar com os mimos de meu “bebê”.
 Escutei, porém, depois,  de educadores, que se deve começar “a colocar a criança nos trilhos”,  por assim chamar, desde os dois anos de idade , quando ela começa a desenvolver sua capacidade de discernimento de limites e de ser guiada, pelo o que é certo ou errado, pelos pais.
Foi uma surpresa! E creio que caso venha a ter um segundo filho não vou incidir no mesmo erro. Escutei, entretanto de minha prima [que teve três filhos] que ela fez exatamente o oposto. Será que é relativo? Não sei. Considero que utilizaria a bagagem adquirida com o 1o para ajustes na educação do segundo.
 Trocando de tema e me referindo ao tão comentado: como lidar com as diferenças entre eles, assim em sinceridade exponho:
a)     Concordo com a máxima: respeite as diferenças.
b)    Saiba elogiar e logo aprimorar o que cada um tem de melhor. Ao invés de tentar moldar os dois a seu gosto e não a suas habilidades natas.
c)     E só discordo de que não acabamos por ter mais afinidade por um tipo ou outro, de personalidade de nossos filhos,  de acordo com nossas preferências pessoais.
E me estendo. É muito normal tentarmos falar que os pais amam os dois de forma igual, acredito sim. Mas me parece do ser humano, ter mais ou menos afinidade com o filho que mais características o pai ou a mãe projetam ou admiram.
Uma vez escutei: “Os filhos [por mais que assim não o desejemos] possuem o ônus e o bônus dos pais que possuem”. Pareceu-me sábio. Pois da mesma maneira que teremos amanhã, de uma forma ou de outra, aceitar e amar nossos filhos como virão a ser, é também como contrapartida [no mínimo humano], que aceitemos logo que não seremos perfeitos como a iconografia social nos posiciona.
 Para finalizar acredito que uma família que desde a criação dos irmãos, os consiga tornar cumplices e amigos por toda uma vida, terá sido muito bem sucedida.
 É muito normal hoje em dia; vermos irmãos (que se gostam), mas mal se telefonam ou se encontram. E parecem somente se socializar nas festas anuais. Como se a vida corrida de hoje em dia, os acabe por afastar, visto cada um mirar somente o alcance de suas metas pessoais em detrimento a cultivar o que deveria ser a mais original das amizades – a dos irmãos.
Bom final de semana e feriado a todos!
Renato Schmekel*
*Renato Schmekel
, é autor do Livro ao meu filho e escreve toda a semana para o seu site www.renatoschmekel.com.br. Seus textos falam sobre as situações cotidianas que os pais e os filhos enfrentam. Logo, nada escrito em seu blog pode ser levado como uma prescrição. Caso algum filho de leitor apresente algum sintoma por ele abordado, os pais devem procurar um especialista na área.

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