4 de out de 2012

Porque somos eternos infelizes!


Livro publicado pela editora Saberes esclarece porque a felicidade é passageira e pode ser “enganada”

O ser humano é infeliz. Por isso, o nome deste livro tornou-se afirmação ao invés de dúvida. Mas o que seria do mundo se os homens encontrassem a chave genética da felicidade absoluta? Se, uma vez identificado o gene da infelicidade, fosse possível “eliminá-lo”? É o que tentam responder os autores Vittorino Andreoli, Maurizio Andolfi, Edoardo Boncinelli, Eugenio Borgna, Bruno Callieri e Paolo Crepet emPorque somos infelizes, lançamento da editora Saberes deste mês.

Boncinelli afirma que “a infelicidade dói, mas também serve de estímulo. Da mesma maneira que um estado de satisfação moderada, ainda que intermitente, pode ser funcional para a nossa capacidade de enfrentar as instabilidades da vida que nem sempre são positivas, a infelicidade age como um reforço para a motivação. O seu papel fisiológico e, portanto, evolutivo é inegável”. E ainda, “algumas pessoas pensam constantemente na própria felicidade, outras conseguem esquecê-la por intervalos mais ou menos longos”.

Os autores italianos, especializados em psiquiatria e genética, explicam por meio da ciência porque a infelicidade faz parte da realidade dos homens, e porque a felicidade é passageira e pode ser “enganada”. Paolo Crepet associa em um dos capítulos a felicidade com o consumismo:
“Lembro-me das palavras proféticas de Pasolini a respeito da educação de “crianças consumistas”. Segundo ele, pais preocupados em adquiri e acumular bens materiais teriam transformado seus filhos apenas em perfeitos consumistas, enganando-os, de certa forma, uma vez que, por trás daquela montanha de privilégios e de sonhos banalizados, eles não encontrariam nada além do vazio de suas almas”.

Este livro pretende levar ao leitor respostas que podem acolhê-lo pelo fato de saber que todos passam pelas mesmas angústias, ou simplesmente esclarecer questionamentos antes desconhecidos. A obra serve também como base para estudos sobre a mente humana.

Sobre e os autores: 

Edoardo Boncinelli, geneticista, é professor de Biologia e Genética da Universidade Vita-Salute de Milão. Foi diretor da Sissa, Escola Internacional Superior de Estudos Avançados de Trieste, e chefe do Laboratório de Biologia Molecular do Desenvolvimento, no Departamento de pesquisa biológica e tecnológica do Instituto Científico San Raffaele de Milão. É membro da Academia Europa e da Organização Europeia para a Biologia Molecular e foi presidente da Sociedade Italiana de Biofísica e Biologia Molecular. Autor de numerosos ensaios, atualmente colabora com a revista Le scienze e com o cotidiano Corriere della sera.

Vittorino Andreoli é um dos mais influentes estudiosos italianos da psique, diretor do Departamentode psiquiatria de Verona-Soave, membro da New York Academy of Sciences e presidente da Section Committeeon Psychopathology of Expression della World Psychiatric Association. É autor de vários ensaios, romances, contos e poesia, editados pela Rizzoli. Colabora com a revista italiana Mente e Cervello (Mente e Cérebro).

Maurizio Andolfi, neuropsiquiatra infantil, professor odinário de Psicodinâmica do desenvolvimento e das relações familiares da faculdade de Psicologia da Universidade La Sapienza e diretor da Academia de psicoterapia da família de Roma. Fundador da European Family Therapy Association, da qual foi vice-presidente,é também presidente da Fondazione Silvano Andolfi e diretor da revista Terapia Familiare, além de autor e curador de numerosos ensaios.

Eugenio Borgna é professor doutor emérito de Psiquiatria do Hospital Maggiore dela carità de Novara e professor livre-docente na Clínica de doenças nervosas e mentais da Universidade de Milão. Entre seus livros mais recentes, estão Come in uno specchio oscuramente (2007), Nei luoghi perduti della follia (2008) e Le emozioni ferite (2009), todos publicados pela Feltrinelli.

Bruno Callieri, psiquiatra, foi catedrático de Psiquiatria e de Clínica Neuropsiquiátrica da Universidade La Sapienza de Roma. Tradutor e autor de artigos sobre a psicopatologia clínica, colabora com revistas alemãs, suíças e francesas. É o autor de numerosos verbetes de Neurologia e Psiquiatria para a Enciclopédia Medica Italiana, a Enciclopédia Filosófica e o léxico UniversalItaliano Treccani.

Paolo Crepet, psiquiatra e sociólogo, desde 2004 é diretor científico da Scuola per genitori (Escola para pais) – www.impresafamiglia.it. É autor de numerosas obras, entre as quais Non siamo capaci di ascoltarli (2001), Voi, noi (2003), I figli non crescono più (2005), Naufragi. Storie di confine (1999 e 2002), La ragione dei sentimenti (2002 e 2004), Dannati e leggeri (2004 e 2006), Sull’amore (2006), Dove abitano le emozioni (2007, com Mario Botta e Giuseppe Zois), A una donna tradita (2008) e Sfamiglia (2009, prestes a ser publicado no Brasil pela Saberes Editora), todas publicadas pela editora italiana Einaudi.

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